SANTA ROSA DE VITERBO, VIRGEM, DA ORDEM III

terça-feira, 4 de setembro de 2012


Padroeira da Jufra - Dia Nacional do Jufrista
6 de março

"O silêncio se torna o meio para conservar o recolhimento da oração".

Nasceu em Viterbo (Itália), em dia incerto, talvez no ano de 1233(algumas fontes dão 1235); seus pais João e Catarina, piedosos e pobres, tinham o ofício de porteiros do Mosteiro das Damas Pobres seguidoras de Santa Clara, varriam os pátios e eram encarregados de levar encomendas à cidade.
Morreu em sua cidade natal aos 6 de março de 1251.
Rosa era notável pela sua santidade e seus poderes milagrosos desde pequena. Distinguiu-se pela pureza de vida, no exercício da caridade para com o próximo e no zelo da fé e da piedade cristãs.

Sua infân
cia


Ainda no colo da mãe aprendeu a pronunciar os nomes de Jesus e Maria, depois fazer alguma pequena oração.

Fez seu primeiro milagre aos três anos. Conta a história que estando com sua mãe no quarto onde sua tia estava morta, estendida na cama e, em breve seria sepultada, algumas pessoas e parentes estavam em torno da cama rezando e a criança, participando daquela dor unia sua prece a elas, dirigindo ao Senhor uma oração especial invocando a volta da tia: "Ó Senhor, faça com que minha tia volte à vida. Senhor você pode fazê-la voltar como era, tão boa e benigna".Depois pediu à mãe que pedisse também e, juntas passaram a pedir ao Senhor; dirigindo-se para o céu, de mãos postas, dizia mais vezes, em voz baixa: "Senhor, faça voltar à vida esta tia tão querida". Assim aconteceu, Rosa chamou a tia pelo nome e, esta sentou-se na cama, abriu os olhos e começou a falar como se não tivesse morrido.

Quando tinha cinco anos, começou a fazer algumas penitências, a andar descalça, vestir-se muito pobremente, de tecido grosseiro e a passar horas admirando a imagem de santos, especialmente a de Nossa Senhora. Além das privações devido à modesta condição econômica dos pais, Rosa amou e quis a pobreza em tudo, renunciando a muitas pequenas comodidades que não lhe seriam negadas por ser criança.

Como morasse ao lado do Mosteiro das Damas Pobres - Clarissas, Rosa observava a vida de oração e contemplação das irmãs diante do Senhor, e foi observando esta espiritualidade de Santa Clara e de suas irmãs que ilumina o caminho dos que querem seguir as pegadas de Cristo, que com certeza Rosa foi iluminada, chegando a tornar-se santa.

Rosa viveu sua fé, fazendo da sua casa o seu claustro. A graça de Deus age somente quando a alma coloca-se à disposição e, foi assim que Rosa fez desde a mais tenra idade. A confiança que adquiriu em Deus e o amor pelos pobres a fez realizar prodígios admiráveis.

Certa vez levava pães para os pobres.Encontrando-se com seu pai que já a havia advertido que eram muitos pobres para distribuirem com fartura o último pão que possuiam, Rosa envolveu os pães no avental sem que ele visse e, quando ele ordenou que mostrasse o que carregava, entre as mãos da pequena apareceram alguns ramalhetes de flores coloridas.


Inúmeros milagres foram operados através de Rosa, o que a fez tornar-se muito popular em Viterbo, pois pregava pelas ruas, praças, casas, chegando a converter muitas
pessoas à fé católica.

Tinha dentro de si um imenso desejo de tornar-se monja e, por duas vezes tentou ingressar no Mosteiro das Clarissas, tendo-lhe sido negado o pedido; na primeira vez a abadessa a recusou por ser muito pequena e, na segunda porque o mosteiro estava cheio, mas o real motivo foi sua fama de visionária e fanática e sobretudo pelo medo de Rosa atrair para as grades do mosteiro a multidão que a seguia na época. O fato de Santa Rosa ser muito conhecida, por seus milagres e por não suportar injustiças, guerras, etc, como foi dito, atraiu a atenção de muitas pessoas, inclusive dos hereges, que se sentiram incomodados por seus gestos, fazendo o prefeito da cidade, subordinado a Frederico II- imperador- expulsar Rosa da cidade; Rosa foi exilada juntamente com seus pais, para a pequena cidade de Soriano, onde ficaram menos de um mês, pois a paz se restabeleceu em Viterbo, após a morte de Frederico II, acabando seu exílio. Neste período e durante a viagem, fez muitas penitências e operou vários milagres.

Devido ao excesso de penitências, passando às vêzes dias inteiro com um único pão, no ano de 1250 esteve enferma durante alguns dias, de uma doença que a levou à beira da morte, mas, de repente e milagrosamente, ficou curada.

Depois disso quis tornar-se terceira franciscana. Pediu à sua mãe que chamasse a ministra da Ordem 3ª(OFS), Dona Sita e, fez-lhe o seguinte pedido: "quero que me vista com uma túnica, que ponha por cinto uma corda e que corte meus cabelos". Esta diz não ser digna de realizar o pedido de Rosa e ela então lhe revela que este pedido lhe fora ordenado por Nossa Senhora que apareceu-lhe pouco antes.Então foi realizado o pedido , Rosa professou a Regra e vestiu o hábito da Ordem de leigos (OFS), como era o costume da época, fato presenciado por muitas pessoas. Rosa tinha então dezessete anos.

A imagem de Cristo crucificado era por ela a preferida entre todas e diante dela fazia fervorosas orações.


Mesmo tendo nascido em época de grandes guerras, Santa Rosa soube muito bem gua
rdar o silêncio e o recolhimento.


Santa Rosa morreu no dia 06 de março de 1251, e seu corpo foi sepultado num cemitério junto a sua igreja paroquial. Após sua canonização,
em 04 de setembro de 1258, o Papa Alexandre II ordenou que seu corpo incorrupto fosse transladado para o Mosteiro das Damas Pobres, onde havia sido recusada enquanto viva e, desde esse dia a igreja de Santa Maria das Rosas passou a chamar-se igreja de Santa Rosa.

Que possamos também vivenciar e seguir os exemplos de oração e contemplação de Santa Rosa de Viterbo, considerada pelos franciscanos a padroeira da JUFRA, por ter percorrido ainda muito jovem um ideal de vida alicerçada na oração, na pobreza e
na divulgação do Evangelho de Cristo.

A festa solene
de Santa Rosa de Viterbo é no dia 4 de setembro.

Como Padroeira da JUFRA, ela é também comemorada no dia 6 de março, dia de sua morte, e
dia Nacional do Jufrista.

Santa Rosa de Viterbo, rogai por nós e por toda a família Franciscana, especialmente pelos Terceiros e pelos Jufristas.


ORAÇÃO - Ó Deus, que em vossa serva Santa Rosa de Viterbo associastes desde a primeira juventude, o candor da inocência com a admirável fortaleza de alma, fazei que, celebrando seus méritos, imitemos suas virtudes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo.


Fonte: Juventude Franciscana do Brasil - Jufra (secretariado fraterno nacional)-etapa de formação para iniciantes-Fortaleza-CE-2005

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