SANTA INÊS DE MONTEPULCIANO, VIRGEM, RELIGIOSA DOMINICANA, SUPERIORA - 20 DE ABRIL

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Inês nasceu numa família abastada, família dos Segni, em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano,  centro da Itália, que depois lhe serviu de sobrenome.   Desde muito jovem sentia grande inclinação para a oração, meditação, e para a vida religiosa, no que foi apoiada pelos pais que a entregaram às religiosas de São Domingos para educação. Mais tarde, pediu admissão na Ordem, distinguindo-se desde logo na prática das virtudes e principalmente pelo amor à oração e pela obediência.

Ainda muito jovem em idade, por especial permissão do Papa, foi nomeada superiora daquela comunidade religiosa. Neste cargo, sabedora que é próprio de uma superiora ser modelo de perfeição para as outras irmãs, redobrou os esforços no crescimento nas virtudes, em especial na humildade, no recolhimento religioso e no espírito de penitência. Jejuava constantemente e dormia no chão, usava o cilício e flagelava seu corpo, de acordo com a ascética daquele tempo. 
Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento e o conseguiu. Tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude. 

Contudo, as penitências que se impunha acabaram por enfraquecer seu organismo, adquirindo uma enfermidade que a levou à morte no dia 20 de abril de 1317, com menos de cinquenta anos. Suas últimas recomendações às suas  irmãs da Ordem  foram: "Minhas filhas, amai-vos umas às outras, pois a caridade é o sinal dos filhos de Deus". 

O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Teve sua vida escrita pelo Bem-aventurado Raimundo de Cápua, e seu culto se popularizou e se espalhou também nas Américas. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII em 1726 e considerada, ao lado de Santa Catarina de Sena, a mística mais extraordinária da Ordem Dominicana.


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