ECUMENISMO - Não nos podemos resignar às divisões

sábado, 8 de março de 2014

Não podemos resignar-nos às divisões entre os cristãos, disse o Papa no discurso dirigido ao secretário-geral do Conselho ecumênico das Igrejas (Cec), Olav Fykse Tveit, recebido em audiência na manhã de 7 de Março. Após um diálogo particular teve lugar o encontro público — também na presença de uma delegação do Cec — durante o qual o Pontífice insistiu sobre a necessidade de não considerar as divisões como «um componente inevitável da experiência histórica da Igreja», porque na realidade elas representam «um grave obstáculo para o testemunho do Evangelho no mundo».
«Se os cristãos — admoestou — ignorarem o apelo à unidade, dirigido pelo Senhor, correrão o risco de ignorar o próprio Senhor e a salvação por Ele oferecida através do seu Corpo, a Igreja». Por isso, convidou a «não terem medo» e a «irem em frente confiantes» pelo caminho «rumo à comunhão plena e visível», sem se contentar com «os progressos que contudo pudemos experimentar ao longo destas décadas».

Trata-se de um percurso, especificou o Pontífice, no qual permanece fundamental a dimensão da oração. Com efeito, só «com espírito de oração humilde e insistente — afirmou — poderemos ter a clarividência necessária, o discernimento e as motivações para prestar o nosso serviço à família humana, em todas as suas fragilidades e necessidades, tanto espirituais como materiais».

Por isso, o Papa garantiu expressamente a sua prece para que «se possa encontrar o modo mais eficaz para progredir juntos neste caminho». E pediu aos presentes que rezem por ele, «a fim de que — disse — o Senhor me conceda ser instrumento dócil da sua vontade e servo da unidade».
SIR

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