'Levem com vocês um pequeno Evangelho'

domingo, 16 de março de 2014

Cidade do Vaticano – “Vão fazê-lo. Domingo que vem me direis se o fizera...” Um Papa Francisco com “gás total” apareceu ao meio-dia de hoje para a reza do Ângelus após a semana de oração, descanso e reflexão em Ariccia, quando participou com 82 integrantes da Cúria romana dos exercícios espirituais. O Santo Padre interpelou duas vezes a praça lotada de São Pedro (perto de 100 mil pessoas) e deu conselhos para viver melhor esta Quaresma. O Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo, o da Transfiguração, que descreve a oração de Jesus na montanha junto com Pedro, Tiago e João. 
Do alto ressoa a voz do Pai que proclama Jesus seu “Filho predileto”, afirmando: “Ouvi-o!” “É muito importante este convite do Pai –comentou Francisco – Nós, discípulos de Jesus somos chamados a ser pessoas que escutam sua voz e assumem seriamente suas palavras”. “Isto é importante – afirmou deixando de lado o texto escrito -: o nosso Pai disse a estes apóstolos e anos: ‘Escutai Jesus!’ Tenhamos estas palavras na cabema e no coração: Ouvir Jesus! E isto não o diz o Papa, eh!, o diz Deus Pai...” Para ouvir Jesus, prosseguiu, é preciso “segui-lo, como faziam as multidões do Evangelho que o procuravam pelas estradas da Palestina. Jesus não tinha uma cátedra ou um púlpito fixos, mas era um mestre itinerante, que apresentava seu ensino pelas estradas, trilhando caminhos nem sempre previsíveis e às vezes pouco fáceis”.

“Escutemos Jesus também em sua palavra escrita – afirmou ainda o Papa improvisando – isto é no Evangelho. Lhe faço uma pergunta: leem todos os dias um trecho do Evangelho?... Alguns sim, alguns não? É algo bom ter um pequeno evangelho e levá-lo conosco no bolso e ler algum trecho em qualquer momento do dia: é ai que Jesus nos fala. Pensem, ... é fácil, nem é necessário que sejam todos os Evangelho, é suficiente um...”.

E Francisco continuou lembrando os “dois elementos significativos” no texto de Evangelho de hoje, sintetizando-os em duas palavras “subida e descida”. Nós temos necessidade “de ir à parte, de subir a montanha num espaço de silêncio, para encontrar a nós mesmos e perceber melhor a voz do Senhor. Mas não podemos continuar aí! O encontro com Deus na oração nos leva novamente a “descer do monte” e voltar para baixo, na planície, onde encontramos tantos irmãos e irmãs, cansados e angustiados pelas injustiças, pobreza material e espiritual. A estes nossos irmãos que passam por dificuldades, somos chamados a levar os frutos da experiência que fizemos com Deus, partilhando com eles os tesouros de graça recebidos”.

“Quando nós percebemos e escutamos a palavra de Jesus – disse ainda Papa Francisco improvisando – e o temos no coração, aquela palavra cresce. Sabem como? Doando-a ao outro. É a missão de todos os batizados: ouvir Jesus e oferecê-lo aos outros”. “Se não estivemos com Deus – concluiu -, se o nosso coração não foi consolado, como podemos consolar? Esta missão diz respeito a toda a Igreja, e é responsabilidade, em primeiro lugar, dos pastores – os bispos, os sacerdotes – chamados a se jogar em meio às necessidades do povo de Deus, aproximando-se com afeto e ternura, especialmente, em relação aos mais fracos e pequenos, aos últimos”.

Após a oração mariana do Ângelus, o Papa citou entre as saudações ao presentes na praça a Comunidade João XXIII, fundada pelo sacerdote Oreste Benzi e seu trabalho em favor das “mulheres vítimas de tráfico”: “São corajosos estes!”, acrescentou Francisco. Não faltou o pedido de orações, em particular, pelos passageiros e a tripulação do avião da Malásia desaparecido nesses dias, e pelos seus familiares: “Estamos próximos deles neste difícil momento”. Por fim, saudando as bandas e escolas presentes, dirigiu uma saudação especial à escola católica de “Mar Qardakh” di Erbil, no Curdistão iraquiano.
SIR

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