Roteiro Homilético
A proposta de reflexão da liturgia de domingo é de autoria do Pe. Johan Konings SJ, preparada pelo Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.
Confira a íntegra do Roteiro Homilético.
Viver é ser chamado por Deus e entregar-se à sua palavra. No Antigo Testamento, Abraão é o exemplo disso. Tem de deixar toda segurança e confiar-se cegamente à promessa de Deus (1ª leitura). Jesus, no Novo Testamento, é a plenitude dessa atitude (evangelho). Antes de iniciar seu caminho rumo a Jerusalém, ele encontra Deus na oração, na montanha.
Aí, Deus o confirma na sua vocação. E, ao mesmo tempo, dá aos discípulos segurança para que sigam Jesus: mostra-lhes Jesus transfigurado pela glória e proclama que este seu Filho é o portador de seu bem-querer, de seu projeto. Se incluímos em nossa meditação a 2ª leitura de hoje, aprendemos que nossa “santa vocação” não é um peso, mas uma graça de Deus. Portanto, não deve nos assustar.
A prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, para arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo e junto com os irmãos.
Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dele – até a glória, passando pela cruz. Assim como Abraão escutou a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometeu, devemos também nós largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.
Isso é impossível sem renúncia (para usar um termo que saiu de moda). Renúncia não é algo negativo, mas positivo: é a liberdade que nos permite escolher um bem maior. Isso vale para ricos e pobres. De fato, o povo explorado deve descobrir a renúncia libertadora. Não privação, mas renúncia. O povo precisa renunciar ao medo, ao individualismo e a outros vícios que aprende dos poderosos.
Então saberá assumir sua vocação. E os ricos e poderosos, se quiserem ser discípulos do Cristo, terão de considerar aquilo que possuem como um meio, não para dominar, mas para servir mais, colocando-o à disposição de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
13/03/2014 | domtotal.com
Viver é ser chamado por Deus e entregar-se à sua palavra. No Antigo Testamento, Abraão é o exemplo disso. Tem de deixar toda segurança e confiar-se cegamente à promessa de Deus (1ª leitura). Jesus, no Novo Testamento, é a plenitude dessa atitude (evangelho). Antes de iniciar seu caminho rumo a Jerusalém, ele encontra Deus na oração, na montanha.
Aí, Deus o confirma na sua vocação. E, ao mesmo tempo, dá aos discípulos segurança para que sigam Jesus: mostra-lhes Jesus transfigurado pela glória e proclama que este seu Filho é o portador de seu bem-querer, de seu projeto. Se incluímos em nossa meditação a 2ª leitura de hoje, aprendemos que nossa “santa vocação” não é um peso, mas uma graça de Deus. Portanto, não deve nos assustar.
A prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, para arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo e junto com os irmãos.
Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dele – até a glória, passando pela cruz. Assim como Abraão escutou a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometeu, devemos também nós largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.
Isso é impossível sem renúncia (para usar um termo que saiu de moda). Renúncia não é algo negativo, mas positivo: é a liberdade que nos permite escolher um bem maior. Isso vale para ricos e pobres. De fato, o povo explorado deve descobrir a renúncia libertadora. Não privação, mas renúncia. O povo precisa renunciar ao medo, ao individualismo e a outros vícios que aprende dos poderosos.
Então saberá assumir sua vocação. E os ricos e poderosos, se quiserem ser discípulos do Cristo, terão de considerar aquilo que possuem como um meio, não para dominar, mas para servir mais, colocando-o à disposição de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
13/03/2014 | domtotal.com



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