SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE, PRESBÍTERO, DA ORDEM I, O MÁRTIR DA CARIDADE

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

14 de agosto Memória

Maximiliano Maria Kolbe, que no batismo recebera o nome de Raimundo, nasceu em Zdunska Wola, na Polônia, aos 7 de janeiro de 1894. Ainda jovem, entrou na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Completou seus estudos filosóficos e teológicos em Roma, sendo ordenado sacerdote em 1918. Voltou à Polônia, onde exerceu por algum tempo o múnus pastoral.
Partiu, depois, como missionário para o Japão.

Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado 'Milícia da Imaculada'.

Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado da imprensa e pôde, assim, evangelizar muitos países.

Após diversos anos de atividade missionária, retornou à Polônia,onde fundou a cidade da Imaculada.Sacerdote exemplar e ardoroso devoto de Nossa Senhora, desenvolveu intenso apostolado missionário na Europa e na Ásia.

Feito prisioneiro na Segunda Guerra Mundial, foi
levado ao campo de concentração de Auschwitz, onde, heroicamente evangelizou com a vida e a morte e, num supremo ato de amor, deu a sua vida em troca daquela de um pai de família, companheiro seu de prisão.
No campo de concentração de Auschwitz, dez homens são apontados para morrer de fome devido à fuga de um prisioneiro. Um deles, Franz Gajownicyek, se desespera e um outro prisioneiro, o Padre Kolbe, se oferece para morrer em seu lugar.-"Entregou a si mesmo à morte. Num mundo de ódio, ele conseguiu a vitória mais difícil e a maior: a do amor que perdoa", disse João Paulo II.

Todos os dez, despidos, ficaram numa pequena, úmida e escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome e sede. Depois de duas semanas, sobreviviam ainda três com padre Kolbe. Então, foram mortos com uma injeção venenosa,
para desocupar o lugar.
Seu corpo foi cremado e suas cinzas espalhadas pelo campo, misturando-se às cinzas de quase três milhões de outras vítimas do ódio nazista contra a humanidade. Foi o mártir do amor, no oceano de ódio que invadiu a sociedade humana.

Era o dia 14 de Agosto de 1941. Foi beatificado por Paulo VI em 1971 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1982. O dia 14 de Agosto foi incluído no calendário litúrgico da Igreja para celebrar são Maximiliano Maria Kolbe, a quem o papa chamou de “padroeiro do nosso difícil século XX".

Na cerimônia de canonização estava presente o sobrevivente Franz Gajowniczek, dando testemunho do heroísmo daquele que se ofereceu para morrer no seu lugar.

Padre Kolbe havia escrito anteriormente quase uma profecia: "Desejo ser pó para a glória da Imaculada e de Deus. Possa o vento levar este pó para o mundo afora, a fim que nada permaneça de mim. Assim, o sacrifício para Maria Imaculada será completo". Também já tinha escrito: "Somente com o sofrimento se aprende verdadeiramente o amor. Com o sofrimento e a perseguição, não somente seremos santos, mas levaremos também os nossos perseguidores a Deus".. Hoje, a Milícia da Imaculada continua se difundindo pelo mundo a serviço da caridade, especialmente através da mídia: impressa, rádio e Tv, e a caridade de Padre Kolbe se torna um exemplo de vida nestes tempos conturbados, onde, infelizmente, o egoísmo e a violência marcam a convivência entre as pessoas.

São Maximiliano Maria Kolbe, Rogai por nós!

ORAÇÃO - Ó Deus, que inflamastes São Maximiliano Maria, presbítero e mártir, com amor à Virgem Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicado ao próximo. Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por nosso senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Era o ano de 1907, o jovem Raimundo com 13 anos, depois de ouvir uma pregação dos Frades Franciscanos, tomou a decisão de ingressar na vida religiosa e sacerdotal, juntamente com seu irmão mais velho, de nome Francisco. Respondendo, assim, ao chamado de Deus, os dois irmãos deixaram a casa paterna e foram recebidos no Seminário Menor dos Frades Franciscanos Conventuais em Leópoli.

Raimundo continuou aí os seus estudos. Apaixonado especialmente pela matemática e pelas ciências, era admirado pelos companheiros e deixava os mestres em dificuldade, com perguntas ardilosas, feitas não por malícia, mas por pura sede de conhecimento. Manifestou muito cedo uma grande propensão para as invenções e também uma forte inclinação para a vida militar. Se não tivesse entrado para o convento, certamente teria sido um soldado ou um inventor genial.

Quando completou 16 anos, Raimundo passou por uma forte crise espiritual: chegara o momento de decidir se entraria ou não para o noviciado. Ele estava indeciso, pois pensava como conciliar o desejo de ser soldado e lutar pela libertação do seu país com o ideal de se consagrar totalmente à Rainha do seu coração, pela vida religiosa e sacerdotal. Seu coração de criança havia sempre sonhado com grandes conquistas. Os conquistadores não foram todos soldados? Como religioso, ser-lhe-ia possível realizar grandes feitos?

Decidiu procurar o seu superior e dizer-lhe que iria sair da Ordem e alistar-se no exército. A Divina Providência interveio: justamente no momento em que se dirigia ao superior, foi chamado ao parlatório. Era a sua mãe. Ela veio-lhe comunicar que, depois dele e de seu irmão Francisco, também seu irmão mais novo, José, decidira entrar no seminário. O pai tinha morrido, lutando pela independência da Polônia, e ela mesma tinha-se decidido consagrar a Deus.

Terminada a sua missão de mãe, decidiu abraçar a vocação religiosa. Assim, toda a família se consagrava a Deus. O jovem Raimundo viu naquela visita providencial a resposta de Deus às suas dúvidas. Entrou no noviciado, vestiu o hábito franciscano e começou a se preparar para ser o grande soldado da Virgem Imaculada... Ao receber o hábito franciscano, segundo uma antiga tradição na Ordem Franciscana, foi-lhe trocado o nome: deixava de ser "Raimundo" e começava a ser "Maximiliano".Fonte:Novena a São Maximiliano - Edições Kolbe

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