SANTA CATARINA LABOURÉ - RELIGIOSA - 27 DE NOVEMBRO

domingo, 28 de novembro de 2010

 SANTA  DO SILÊNCIO 

 FAVORECIDA COM A MANIFESTAÇÃO DA MEDALHA MILAGROSA
Nascida a 02 de Maio de 1806 - falecida a 31 de Dezembro de 1876 - Canonizada a 27 de Julho de1947

Catarina Labouré,  chamada por Pio XII a  “SANTA DO SILÊNCIO que soube guardar o segredo da sua Rainha”, foi uma das almas privilegiadas, de quem Nossa Senhora se serviu para fazer conhecer ao mundo os tesouros de suas graças em favor da humanidade aflita. Em toda sua vida observou absoluto silêncio sobre a visão e revelação de Maria Santíssima, só revelando a seu confessor.  A Igreja reconhecendo sua santidade heróica, elevou-a à honra dos altares ficando sua festa no dia 27 de novembro, aniversário da aparição de Nossa Senhora.


Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré;  nasceu no dia 2 de maio de 1806,na região de Borgonha, interior da França, em uma família numerosa, de camponeses cristãos.  Era um período em que a França achava-se perturbada pelas guerras napoleônicas e agitada pelo liberalismo anticlerical.  Sua mãe morreu cedo e ela ficou responsável pela educação dos irmãos menores.  Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa, com grande devoção a Nossa Senhora. 

Catarina,  rica de dons humanos, pessoais, e cristãos, onde floresciam as virtudes de humildade, simplicidade e caridade - valores que São Vicente de Paulo considerava o espírito das verdadeiras raparigas do campo, constitutivo do carisma das Filhas da Caridade, escutou e respondeu consciente e livremente ao chamado de Deus, dando o seu sim incondicional. Entrou na Congregação das Filhas de Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, para assistência de pobres, doentes, velhos e crianças.

Ainda noviça,  na noite de 27 de novembro de 1830 recebeu a aparição de Maria Santíssima que ela descreve com estas palavras: "A Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo, com o semblante de uma senhora de beleza indizível; de veste branca, manto azul, com as mãos elevadas até a cintura, sustentava um globo figurando o mundo encimado por uma cruzinha. A Senhora era toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la. 
O rosto radiante de claridade celestial conservava os olhos elevados ao céu, como para oferecer o globo a Deus. 
Formou-se em torno da Virgem um quadro oval, onde, em letras de ouro, se liam estas palavras: 'Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'.Ouvi então uma voz que me dizia: 'Manda cunhar uma medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem com fé e devoção receberão grandes graças'.
 A outra parte da medalha trazia a letra M encimada por uma cruz, embaixo os corações de Jesus e Maria; o primeiro cercado duma coroa de espinhos, e o segundo transpassado por uma espada".

A revelação recebida a princípio com desconfiança, após feito rigoroso inquérito canônico, foi autorizada a fabricação das medalhas, difundindo-se com rapidez a devoção que afirmava a verdade da Imaculada Conceição de Maria e convidava à confiança na meditação de Nossa Senhora; aconteciam muitos prodígios e conversões.  Graças a esta difusão se radicava mais e melhor nos cristãos a crença na Imaculada Conceição da Virgem, preparando-os para a sublime definição do dogma, proclamado solenemente vinte e quatro anos depois, no dia 8 de dezembro de 1854..
 Em outras aparições subsequentes, a Santíssima Virgem falou a Catarina Labouré da fundação de uma associação de Filhas de Maria, que foi aprovada pelo Papa Pio IX em 1847 e que se difundiu em todo o
mundo.

Terminado o noviciado, a Irmã Catarina Labouré foi enviada a um asilo em Paris a fim de prestar serviços a velhos e doentes, incumbida dos serviços mais humildes e desprezíveis. Sempre fiel, sorridente e atenciosa, ocupou-se por 45 anos nos serviços da cozinha, lavanderia, limpeza dos doentes e velhos, atendimento na portaria.  Em qualquer trabalho irradiava paz, serenidade, confiança e esperança.  Modelo acabado da consagração total a Deus  na caridade para com o próximo; cultivou alto grau de união com Deus pela oração, pelo espírito de fé e, ao mesmo tempo, por uma filial devoção a 
Nossa Senhora.

 Foi na realidade a Santa da vida escondida e do silêncio, pois jamais alguém, além do Confessor, teve conhecimento dos seus dons.

Somente depois de morta foi reconhecida como a vidente das revelações da Medalha Milagrosa. 

Seu trânsito deste mundo se deu a 31 de dezembro de 1876, com 70 anos.  Envolvida em grande paz e serenidade, expirou suave e docemente. Foi beatificada em 1933 pelo Papa Pio XI e canonizada pelo Papa Pio XII, em 1947.  Seu corpo está guardado num esquife de cristal na capela onde ocorreram as aparições.

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