Foi o décimo primeiro Pontífice, na sucessão de Pedro na cátedra de Roma. Foi o sucessor de São Pio I, do ano 155 até 166.
Era natural da Síria e seu nome de origem grega. Por aquele tempo, Roma era uma cidade cosmopolita, frequentada por habitantes de todas as nações e a própria comunidade de Roma era em grande parte de pessoas vindas do Oriente, tanto que por duzentos anos o Cristianismo em Roma adotava na liturgia a língua grega, e a primeira literatura cristã foi também nesta língua. O governo deste Pontífice coincide com o tempo do imperador romano Antônio. Não é certo se morreu mártir pela fé; é, porém, fora de dúvida, que tanto lhe foram os sofrimentos e aflições pela causa de Cristo que a Igreja lhe conferiu o título honroso de mártir.
Era natural da Síria e seu nome de origem grega. Por aquele tempo, Roma era uma cidade cosmopolita, frequentada por habitantes de todas as nações e a própria comunidade de Roma era em grande parte de pessoas vindas do Oriente, tanto que por duzentos anos o Cristianismo em Roma adotava na liturgia a língua grega, e a primeira literatura cristã foi também nesta língua. O governo deste Pontífice coincide com o tempo do imperador romano Antônio. Não é certo se morreu mártir pela fé; é, porém, fora de dúvida, que tanto lhe foram os sofrimentos e aflições pela causa de Cristo que a Igreja lhe conferiu o título honroso de mártir.
O Papa Aniceto enfrentou um período difícil, com perseguições romanas e também com a infiltração dos hereges gnósticos que atacavam a Igreja por dentro, levando muitos a se afastarem da fé. Os gnósticos reduziam a doutrina de Cristo a uma filosofia, esvaziando-a de todo mistério. O papa não mediu esforços para combater o progresso desta heresia, instruindo os fiéis na verdadeira doutrina dos apóstolos transmitida fielmente nas Igrejas fundadas por eles.
Nesta tarefa teve a ajuda dos escritos de Justino, filósofo cristão, seu contemporâneo.
Nesta tarefa teve a ajuda dos escritos de Justino, filósofo cristão, seu contemporâneo.
Teve também a ajuda do grande Policarpo, bispo de Esmirna no Oriente, conhecido pela santidade e estimado por ter sido discípulo do apóstolo e evangelista São João. São Policarpo veio a Roma para combater o gnosticismo do herético Marcião, a quem chamou de primogênito de Satanás e para estabelecer com a Papa Aniceto uma data comum para celebração da Páscoa (No Oriente o costume introduzido por São João, celebrava a Páscoa na mesma data dos judeus, o dia 14 de Nisan, ao passo que em Roma o próprio São Pedro, para evitar que o Cristianismo fosse confundido com o Judaísmo, instituiu a celebração da Páscoa no Domingo seguinte ao dia da Páscoa Judáica).
Este discípulo de São João Evangelista, em demonstrações públicas, provou que a Igreja de Roma, na doutrina, era idêntica à de Jerusalém. Esta declaração causou a conversão de muitos hereges.
Este discípulo de São João Evangelista, em demonstrações públicas, provou que a Igreja de Roma, na doutrina, era idêntica à de Jerusalém. Esta declaração causou a conversão de muitos hereges.
Santo Hegesipo foi outro auxiliar estimável, que com grande eficácia dirigiu forte campanha contra as heresias. Num livro que escreveu, sobre a tradição, provou que a doutrina passou, pura e inalterada, dos Apóstolos ao Papa Aniceto e demonstrou que a mesma doutrina era conservada e ensinada, sem a mínima alteração.
Os dois bispos não chegaram a um acordo, pois cada um defendia a tradição apostólica própria, mas não houve inimizade entre eles, até por questões de disciplina eclesiástica. Aniceto opinava e com razão, que não devia abolir um costume introduzido e aprovado pelo príncipe dos Apóstolos. Entretanto, deixou aos cristãos orientais toda a liberdade na celebração da Festa da Páscoa, como eram acostumados desde os dias de São João Evangelista. Em sinal de amizade celebraram juntos o sacrifício eucarístico, e até fizeram declaração comum contra as heresias.
Santo Aniceto faleceu no ano 166.



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