SÃO PAULINO DE NOLA, MONGE, BISPO, FUNDADOR - 22 DE JUNHO

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Natural de Bordéus, na França, nasceu em 355, de família rica, nobre e antiquíssima. Recebeu educação aprimorada, aprendeu retórica com o famoso poeta Ausônio e iniciou na política, sendo eleito cônsul, depois prefeito de Roma e mais tarde governador de Nápoles. 

Embora recebesse formação cristã desde novo, foi batizado tarde, por insistência de Tarásia, uma cristã espanhola, nobre e rica, com quem se casou e que o incentivou a se aprofundar nas Escrituras e, do amigo Santo Ambrósio, bispo de Milão. Também foi contemporâneo e amigo do jovem Agostinho, que mais tarde foi bispo de Hipona.Com a morte do filho único com pouco tempo de vida, Paulino sentiu-se chamado a seguir totalmente Cristo, numa vida de oração, meditação das Escrituras, ascese e exercício da caridade. 

Abandonou a política, recolheu-se a uma propriedade da esposa em Barcelona, e passou a meditar as belezas morais do cristianismo, e compor obras poéticas que o colocaram entre os mais destacados cantores do cristianismo primitivo; alguns dos seus hinos entraram na liturgia do breviário. Repartiu seus bens com os pobres, e ordenou-se sacerdote; juntamente com a esposa que o acompanhava no espírito de consagração a Deus, fugindo do mundo com suas honras e elogios, retirou-se em Nola, na Campanha, onde fora governador e onde era venerado o mártir  São Felix.

 Aí  fundou uma comunidade monástica, tornando-se um dos fundadores da vida religiosa no Ocidente.
Construiu várias celas rudes para residência dos monges, uma capela em honra de são Félix, depois transformada em basílica, passando a viver como uma Ordem religiosa, ele, seus companheiros de vida consagrada e sua esposa.

 A principal característica desses monges era a comunicação feita somente por meio de correspondência escrita. Foram cinqüenta e uma cartas dirigidas aos amigos e personalidades do mundo cristão, entre eles Santo Agostinho, o bispo de Hipona. 
 
Paulino revelou-se um grande poeta, escritor e pregador, foi uma figura tão brilhante quanto humilde
“Com o seu talento poético e sua refinada educação literária escreveu muitos cantos para exaltar a beleza de Deus encarnado, crucificado e ressuscitado"“Os seus escritos são cantos de fé e de amor, que exprimem nomeadamente um grande sentido da Igreja como mistério de unidade, levando os fiéis à amizade e à comunhão espiritual, sob a condução do Espírito Santo. Que o testemunho de Paulino de Nola nos ajude também a compreender o ensinamento do Concílio sobre a Igreja como íntima comunhão com Deus e da unidade do género humano”. (Bento XVI)


Com a morte do bispo de Nola, em 409, Paulino é aclamado pelo povo como seu sucessor. Aceitou contra a vontade, mas aí se revelaram suas qualidades de pastor, dedicado à caridade e à fundação de hospitais para os pobres. A inspiração para toda a sua existência ele encontrava na Escritura, através da "lectio divina".

Narra o papa São Gregório, o episódio em que são Paulino para salvar o filho único de uma viúva, ofereceu-se aos vândalos em seu lugar, e foi deportado para a África.Mais tarde, quando foi libertado, continuou seu apostolado, num grande exemplo de santidade.

Morreu em 431, com setenta e sete anos e foi pranteado por grande multidão, inclusive judeus e pagãos, chorando, lamentando e rasgando as vestes, em  gestos de dor pela perda de um pai.

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