A vida de Santa Rosália é uma prova de que o
homem, pela graça divina, consegue desapegar-se de tudo aquilo que o mundo
oferece.
Rosália nasceu no ano 1125 em Palermo, na Sicília, Itália. Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos Montes "da Quisquinia e das Rosas", e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II. Era muito rica e vivia numa corte muito importante da época, uma família nobre do sul da Itália e, era descendente distante do grande imperador Carlos Magno.
Durante a adolescência foi ser dama da corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa. Mas essa vida não a atraia, sua vocação era servir a Deus e ansiava pela vida monástica. Impulsionada por estas aspirações, afastou-se da casa paterna e escolheu para morada uma gruta inóspita, perto de Palermo, na base do monte chamado Montreal. Singularíssima na sua formação, como nenhuma outra se prestava para ser habitada.
Rosália viveu na gruta por algum tempo, como atesta a inscrição nela encontrada. Não é conhecido o motivo que determinou a Santa a abandonar esta gruta. É provável que tenha passado para uma outra, mais retirada ainda, no monte Pelegrino. Ali, a jovem eremita viveu em oração, solidão e penitência, até sua morte, no dia 4 de setembro de 1160.
S. Bernardo, pesquisando a vida de Santa Rosália, chega a esta conclusão: Supõe verdadeiro heroísmo renunciar a todo o auxílio humano, vendo-se rodeada de perigos e exposta às mais terríveis e perigosas ciladas do demônio.
Vários milagres foram atribuídos à intercessão de Santa Rosália, como a extinção da peste que no século XII devastava a Sicília. O seu culto se difundiu enormemente entre os fiéis que invocavam como padroeira de Palermo, embora para muitos esta celebração era apenas uma antiga tradição oral cristã, por falta de sinais reais da vida da Santa, procurados sem sucesso pelo estudioso Otávio Gaietani até sua morte, em 1620. Só três anos depois tudo seria esclarecido, parece que pela própria Santa Rosália. Consta que ela teria aparecido à uma mulher doente dizendo-lhe onde estavam escondidos os seus restos mortais. No dia 15 de junho de 1624, no local indicado, seus restos mortais foram localizados..
Quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito antiga, que dizia: "Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina." Isto confirmou todos os dados pesquisados por Gaietani.
A autenticidade das relíquias e da inscrição foi comprovada por uma Comissão científica, reacendendo o culto à Santa Rosália, padroeira de Palermo. Contribuiu para isto também o Papa Ubaldo VIII que incluiu as duas datas no Martirológio Romano, em 1630. Assim, Santa Rosália é festejada em 15 de junho, data que suas relíquias foram encontradas e em 04 de setembro, data de sua morte. A urna com os restos mortais de Santa Rosália está guardada no Duomo de Palermo, na Sicília, Itália.



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