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Mergulhando com São João no mistério natalino

Dentro da Oitava do Natal celebramos hoje, a festa de São João Apóstolo e Evangelista. Foi quem meditou mais profundamente o mistério da Encarnação.

Ele nos diz a respeito do nascimento de Jesus Cristo: "a vida se manifestou, e tornou-se visível" e ainda, "vida que estava voltada para o Pai e foi comunicada a nós", (1 Jo. 1,2).

João ficou fascinado pela possibilidade de tocar e experimentar a Deus na carne, pois, o invisivelmente divino se tornou palpável e apreensível.

O apostolo João vê na encarnação de Jesus a ação restauradora e redentora de Deus em nós. A doença e a aflição da pessoa humana consistem em estar alienado e separado de Deus, desenraizado da verdadeira vida.

O homem sem a vida divina está alienado de si mesmo, está paralítico e tateia cego pelo mundo.

A mensagem central deste evangelista pode se centrar em duas palavras: vida e amor. Deus nos dá vida eterna em Jesus, uma nova qualidade de vida, vida real, vida em abundância.

Em Jesus o amor de Deus se revela plenamente, descortinando a sua essência e identidade: "Deus é amor ", (1 Jo. 4,16).

Quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus permanece nele. Ainda, esse amor é inclusivo e circular, nos leva ao próximo, que é nosso irmão. Pois, se não amamos ao nosso irmão que vemos como amaremos a Deus que não vemos. E tem mais, quem diz amar a Deus e não ama o próximo, diz São João é um mentiroso.

Esse é o grande legado do Natal o amor divino, ágape, nos torna irmãos, infundindo e alicerçando a caridade fraterna.

Natal é defender a vida do irmão amando-o como Cristo nos amou. Conta-se que quando João era já um ancião debilitado pelo passar dos anos e era levado pelos discípulos aos encontros eucarísticos, sempre dava a mesma mensagem: "Meus caros filhos, amai-vos uns aos outros”.

Quando os ouvintes perguntavam por que sempre dizia a mesma coisa, ele respondia: “Porque este é o mandamento do Senhor, e se apenas isso acontecer, já será o bastante".

Que neste tempo de Natal possamos vivenciar o amor gratuito, fraterno e solidário, que o Menino Deus trouxe a humanidade com o seu nascimento.  Deus seja louvado!
A12, 27-12-2013.
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SÃO JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA - 27 de dezembro

Dos Tratados sobre a Primeira Carta de São João, de Santo Agostinho, bispo
(Tract. 1,1.3: PL 35, 1978.1980)            (Séc. V)

A vida se manifestou em nossa carne
O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida (1Jo 1,1). Quem poderia tocar a Palavra com suas mãos, a não ser porque a Palavra se fez carne e habitou entre nós? (Jo 1,14).
A Palavra que se fez carne para ser tocada com as mãos, começou a ser carne no seio da Virgem Maria; mas não foi então que a Palavra começou a existir porque, diz João, ela era desde o princípio. Vede como sua Carta é confirmada pelas palavras do seu Evangelho, que acabais de escutar: No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus (Jo 1,1).
Alguns talvez julguem que a expressão Palavra da Vida designe de modo geral a Cristo e não o próprio Corpo de Cristo que foi tocado pelas mãos. Reparai no que vem em seguida: E a Vida manifestou-se (1Jo 1,2). Por conseguinte, Cristo é a Palavra da Vida.
E como se manifestou esta Vida? Ela existia desde o início, mas não tinha se manifestado aos homens; manifestara-se aos anjos que a contemplavam e se alimentavam dela como de seu pão. E o que diz a Escritura? O homem se nutriu do pão dos anjos (Sl 77,25).
Portanto, a Vida se manifestou na carne, para que, nesta manifestação, aquilo que só o coração podia ver, fosse visto também com os olhos, e desta forma curasse os corações. De fato, o Verbo só pode ser visto com o coração, ao passo que a carne pode ser vista também com os olhos corporais. Éramos capazes de ver a carne, mas não éramos capazes de ver a Palavra. Por isso, a Palavra se fez carne que nós podemos ver, para curar em nós o que nos torna capazes de vê-la.
E somos testemunhas, diz João, e vos anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós (1Jo 1,2), isto é, que se manifestou entre nós ou, falando mais claramente, nos foi manifestada.
Isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos (1Jo 1,3). Prestai atenção: Isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos. Eles viram o próprio Senhor presente na carne, ouviram da boca do Senhor suas palavras e no-las anunciaram. E nós ouvimos certamente, mas não vimos.
Somos, por isso, menos felizes do que eles que viram e ouviram? Por que então acrescenta: Para que estejais em comunhão conosco? (1Jo 1,3). Eles viram, nós não vimos e, contudo, estamos em comunhão com eles porque temos uma fé comum.
E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas, diz João, para que a vossa alegria fique completa (1Jo 1,4). Essa alegria completa encontra-se na mesma comunhão, na mesma caridade, na mesma unidade.
Responsório

R. João, na última Ceia
reclinou sua cabeça sobre o peito do Senhor.
* Quão feliz é este Apóstolo,
a quem foram revelados os misrios celestiais!
V. Bebeu da própria fonte do lado do Senhor
as torrentes do Evangelho. 
* Quão feliz.
Oração
Ó Deus, que pelo apóstolo São João nos revelastes os mistérios do vosso Filho, tornai-nos capazes de conhecer e amar o que ele nos ensinou de modo incomparável. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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SÃO LUCAS, EVANGELISTA- 18 DE OUTUBRO

Festa

Nascido numa família pagã e convertido à fé, acompanhou o Apóstolo Paulo de cuja pregação é reflexo o Evangelho que escreveu. Transmitiu noutro livro, intitulado Atos dos Apóstolos, os primeiros passos da vida da Igreja até à primeira estadia de Paulo em Roma.

Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa
(Hom. 17,1-3:PL76,1139)                (Séc.VI)

O Senhor acompanha seus pregadores
Nosso Senhor e Salvador, caríssimos irmãos, ora por palavras, ora por fatos nos adverte. Com efeito, até mesmo suas ações são preceitos, porque, ao fazer alguma coisa em silêncio, dá-nos a conhecer aquilo que devemos realizar. Eis que envia dois a dois seus discípulos a pregar, já que são dois os preceitos da caridade, o amor de Deus e do próximo. 
O Senhor envia a pregar os discípulos dois a dois, indicando-nos com isso, sem palavras, que quem não tem caridade para com o próximo de modo algum deverá receber o ofício da pregação. 
Muito bem se diz que os enviou diante de sua face a toda cidade e local aonde ele iria(Lc 10,1). O Senhor vai atrás de seus pregadores, porque a pregação vai à frente e depois chega o Senhor à morada de nosso espírito, quando as palavras de exortação o precedem e, por elas, o espírito acolhe a verdade. Por este motivo Isaías fala a esses pregadores: Preparai o caminho do Senhor, aplanai as veredas de nosso Deus (Is 40,3). E o Salmista: Abri caminho para aquele que sobe do ocaso (Sl 67,5 Vulg.). Sobe do ocaso o Senhor porque onde morreu na paixão, ali mesmo, ao ressurgir, manifestou sua maior glória. Sobe do ocaso, porque a morte que aceitou, ressurgindo, calcou-a aos pés. Portanto abrimos caminho ao que sobe do ocaso, quando nós vos pregamos sua glória para que, vindo ele próprio depois, vos ilumine com a presença de seu amor. 
Ouçamos o que ele diz quando envia pregadores: A messe é grande, são poucos os operários. Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários a seu campo (Mt 9,37-38). Para grande messe, poucos operários, coisa que não sem imensa tristeza podemos repetir; pois embora haja quem escute as palavras boas, falta quem as diga. Eis que o mundo está cheio de sacerdotes, todavia, raramente se vê um operário na messe de Deus; porque aceitamos, sim, o ofício sacerdotal, mas não cumprimos o dever do ofício. 
Mas pensai, irmãos caríssimos, pensai no que foi dito: Rogai ao Senhor da messe que envie operários a seu campo. Pedi vós por nós, para que possamos fazer coisas dignas de vós; que a língua não se entorpeça por não querer exortar; tendo recebido o encargo de pregar, não vá nosso silêncio condenar-nos diante do justo Juiz.

Responsório Cf. Lc 1,3.4; At 1,1

R. Investiguei desde o começo
as coisas todas, com cuidado,
e escrevi o Evangelho de um modo ordenado,
* A fim de conhecermos a verdade das palavras
dos que nos instruíram.
V. Relatei todas as coisas, que Jesus fez e ensinou.
* A fim de.
Oração
Ó Deus, que escolhestes São Lucas para revelar em suas palavras e escritos o mistério do vosso amor para com os pobres, concedei aos que já se gloriam do vosso nome perseverar num só coração e numa só alma, e a todos os povos do mundo ver a vossa salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA - 21 DE SETEMBRO

Festa

Nasceu em Cafarnaum, e exercia a profissão de cobrador de impostos quando Jesus o chamou. Escreveu o Evangelho em língua hebraica e, segundo uma tradição, pregou no Oriente.

Meditação
Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero

(Hom. 21:CCL, 122,149-151)
(Séc.VI)

Jesus viu-o, compadeceu-se dele e o chamou
Jesus viu um homem chamado Mateus, assentado à banca de impostos, e disse-lhe: Segue-me (Mt 9,9). Viu-o não tanto com os olhos corporais quanto com a vista da íntima compaixão. Viu o publicano, dele se compadeceu e o escolheu. Disse-lhe então:
Segue-me. Segue, quis dizer, imita; segue, quis dizer, não tanto pelo andar dos pés, quanto pela realização dos atos. Pois quem diz que permanece em Cristo, deve andar como ele andou (1Jo 2,6).

E levantando-se, o seguiu (Mt 9,9). Não é de admirar que o publicano, ao primeiro chamado do Senhor, tenha abandonado os lucros terrenos de que cuidava e, desprezando a opulência, aderisse aos seguidores daquele que via não possuir riqueza alguma. Pois o próprio Senhor que o chamara exteriormente com a palavra, interiormente lhe ensinou por instinto invisível a segui-lo, infundindo em seu espírito a luz da graça espiritual.
Com esta compreenderia que quem o afastava dos tesouros temporais podia dar-lhe nos céus os tesouros incorruptíveis.

E aconteceu que, estando ele em casa, muitos publicanos e pecadores vieram e
puseram-se à mesa com Jesus e seus discípulos (Mt 9,10). A conversão de um
publicano deu a muitos publicanos e pecadores o exemplo da penitência e do perdão.
Belo e verdadeiro prenúncio! Aquele que seria apóstolo e doutor dos povos, logo no primeiro encontro arrasta após si para a salvação um grupo de pecadores. Assim inicia o ofício de evangelizar desde os primeiros começos de sua fé aquele que viria a realizar este ofício plenamente com o merecido progresso das virtudes. Contudo se quisermos indagar pelo sentido mais profundo deste acontecimento nós o entenderemos: a Mateus
foi muito mais grato o banquete na casa do seu coração, preparado pela fé e pelo amor do que o banquete terreno que ele ofereceu ao Senhor. Atesta-o aquele mesmo que diz:
Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo (Ap 3,20).

Ouvindo a sua voz, abrimos a porta para recebê-lo, ao aceitarmos de bom grado suas advertências secretas ou evidentes e nos pormos a realizar aquilo que compreendemos como o nosso dever. Ele entra para que ceemos, ele conosco e nós com ele, porque, pela graça de seu amor, habita nos corações dos eleitos para alimentá-los sempre com a luz de sua presença. Possam assim os eleitos cada vez mais progredir no desejo do alto, e
ele mesmo se alimente com os desejos deles como com pratos deliciosos.

 Responsório

R. Habilidoso escritor e instruído na lei
do seu Deus, no alto céu,
* De corpo e alma dedicou-se ao estudo,
à observância e ao ensino dos preceitos de Cristo,
conduzido e amparado pela mão de seu Deus.
V. O Evangelho da glória do Deus imenso e santo

lhe foi confiado. * De corpo e alma.
Oração

Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para
torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e
permanecer sempre convosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade
do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
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OITAVA DO NATAL- DIA DE SÃO JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA, 27 DE DEZEMBRO - MEDITAÇÃO


Deus é luz e nele não há trevas. Se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo o pecado. (I Jo 1, 5b-7)
Tendo Deus enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana,  para que toda a justiça exigida pela Lei seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Rm 8,3b-4)
Éramos por natureza, como os demais, filhos da ira. Mas Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! (Ef 2, 3b-5)

Foi João que na ceia repousou sobre o peito do Senhor: feliz o apóstolo a quem foram revelados os segredos do Reino, e que espalhou por toda a terra as palavras da vida.

Dos Tratados sobre a Primeira Carta de São João, de Santo Agostinho, bispo
(Tract. 1,1.3: PL 35, 1978.1980)
(Séc. V)

A vida se manifestou em nossa carne
O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida (1Jo 1,1). Quem poderia tocar a Palavra com suas mãos, a não ser porque a Palavra se fez carne e habitou entre nós? (Jo 1,14).

A Palavra que se fez carne para ser tocada com as mãos, começou a ser carne no seio da Virgem Maria; mas não foi então que a Palavra começou a existir porque, diz João, ela era desde o princípio. Vede como sua Carta é confirmada pelas palavras do seu Evangelho, que acabais de escutar: No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus (Jo 1,1).

Alguns talvez julguem que a expressão Palavra da Vida designe de modo geral a Cristo e não o próprio Corpo de Cristo que foi tocado pelas mãos. Reparai no que vem em seguida: E a Vida manifestou-se (1Jo 1,2). Por conseguinte, Cristo é a Palavra da Vida.

E como se manifestou esta Vida? Ela existia desde o início, mas não tinha se manifestado aos homens; manifestara-se aos anjos que a contemplavam e se alimentavam dela como de seu pão. E o que diz a Escritura? O homem se nutriu do pão dos anjos (Sl 77,25).

Portanto, a Vida se manifestou na carne, para que, nesta manifestação, aquilo que só o coração podia ver, fosse visto também com os olhos, e desta forma curasse os corações. De fato, o Verbo só pode ser visto com o coração, ao passo que a carne pode ser vista também com os olhos corporais. Éramos capazes de ver a carne, mas não éramos capazes de ver a Palavra. Por isso, a Palavra se fez carne que nós podemos ver, para curar em nós o que nos torna capazes de vê-la.

E somos testemunhas, diz João, e vos anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós (1Jo 1,2), isto é, que se manifestou entre nós ou, falando mais claramente, nos foi manifestada.

Isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos (1Jo 1,3). Prestai atenção: Isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos. Eles viram o próprio Senhor presente na carne, ouviram da boca do Senhor suas palavras e no-las anunciaram. E nós ouvimos certamente, mas não vimos.

Somos, por isso, menos felizes do que eles que viram e ouviram? Por que então acrescenta: Para que estejais em comunhão conosco? (1Jo 1,3). Eles viram, nós não vimos e, contudo, estamos em comunhão com eles porque temos uma fé comum.

E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas, diz João, para que a vossa alegria fique completa (1Jo 1,4). Essa alegria completa encontra-se na mesma comunhão, na mesma caridade, na mesma unidade.

Responsório
 R. João, na última Ceia
reclinou sua cabeça sobre o peito do Senhor.
* Quão feliz é este Apóstolo,
a quem foram revelados os misrios celestiais!
V. Bebeu da própria fonte do lado do Senhor
as torrentes do Evangelho. * Quão feliz.

Oração
 Ó Deus, que pelo apóstolo São João nos revelastes os mistérios do vosso Filho, tornai-nos capazes de conhecer e amar o que ele nos ensinou de modo incomparável. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora
 V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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SÃO LUCAS, EVANGELISTA, PATRONO DOS MÉDICOS, 18 DE OUTUBRO

"Como são belos sobre os montes os passos daquele que anuncia a paz, trazendo a boa-nova e proclamando a salvação"! (Is 52,7)


São Lucas é o patrono dos médicos.
Neste "dia do médico", peçamos sua proteção e intercessão para todos os médicos.


A Igreja celebra a festa de São Lucas (século I), no dia 18 de outubro. 
São Lucas era médico e foi evangelista, o autor de um dos quatro Evangelhos ( terceiro) de Jesus Cristo.
Nascido em Antioquia, numa família pagã, exerceu a profissão de médico. Convertido à fé, acompanhou o Apóstolo Paulo  de cuja pregação é reflexo o Evangelho que escreveu e, provavelmente encontrou-se a seu lado em seus últimos dias. Noutro livro, intitulado Atos dos Apóstolos, transmitiu os primeiros passos da vida da Igreja até à primeira estadia de Paulo em Roma.

Seu Evangelho tem como tema fundamental a admissão de todos os povos à salvação e a participação no Reino  de todas as categorias de pessoas que a antiga Lei excluía do culto: os pobres, os pecadores, os fracos, as mulheres, os pagãos. É todo um "alegre anúncio" de que Jesus é o Salvador, todo bondade, misericórdia, doçura, alegria. Sua vida e ministério são apresentados como uma "viagem" de subida a Jerusalém, ao Calvário, à glória.

No seu Evangelho destacam-se alguns traços característicos só por ele recolhidos, como a infância de Jesus, a apresentação ao Templo e as cenas encantadoras da anunciação do anjo a Nossa Senhora e a visitação de Maria a Isabel. Também ele nos apresenta os episódios tocantes da conversão do publicano Zaqueu, da pecadora pública Maria Madalena, do bom ladrão ao lado de Cristo no Calvário, as do filho pródigo, do bom samaritano, em que o amor misericordioso de Deus comove profundamente e abre o coração a uma esperança ilimitada.

Os Atos dos Apóstolos são para Lucas uma "história-anúncio" da Igreja missionária no mundo, sob o poderoso influxo do Espírito Santo. Narra ele em círculos concêntricos a difusão da mensagem e do mistério de Cristo por obra dos Apóstolos, discípulos, diáconos e fiéis.Apresenta primeiro a Igreja de Jerusalém, relatando a história das primeiras comunidades cristãs, a começar da Ascensão do Senhor, da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, dando continuidade com a pregação dos Apóstolos na Palestina até a dispersão dos mesmos depois da perseguição de Herodes, finalizando com as grandes viagens apostólicas de Paulo, as quais ele acompanha.

Os Atos dos Apostólos são a fonte principal para o conhecimento da primeira difusão do Cristianismo no mundo helênico. 

Depois da perseguição e morte do Apóstolo Paulo, nada sabemos com certeza da vida de São Lucas. O historiador São Jerônimo diz que São Lucas se dedicou à vida apostólica até os 84 anos de idade, terminando sua vida com o martírio.

ORAÇÃO
Ó Deus, que escolhestes são Lucas para revelar em suas palavras e escritos o mistério do vosso amor para com os pobres, concedei aos que já se gloriam do vosso nome perseverar num só coração e numa só alma, e a todos os povos do mundo ver a vossa salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
(Publicado em 18.10.10, atualizado em 18.10.2012)
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SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA

"Ide, e de todas as nações fazei discípulos, diz o Senhor, batizando-os e ensinando-os a observar todos os mandamentos que vos dei" (Mt 28, 19-20).

A Igreja celebra no dia 21 se setembro a festa de São Mateus , apóstolo e evangelista.


Mateus é na verdade aquele conhecedor da Escritura  que compreendeu tudo o que diz respeito ao Reino de Deus, e “é como o proprietário que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13,52). Possuía certa cultura, era arrecadador de impostos (publicano) em Cafarnaum, uma das cidades mais florescentes da Palestina, situada à beira do lago de Genesaré, cidade onde nasceu.
Jesus mostrou grande simpatia pela cidade de Cafarnaum, aí doutrinou freqüentemente e realizou muitos milagres. Aí o Evangelho  apresenta Mateus pela primeira vez:

Numa das ocasiões em que Jesus tinha pregado na praia de Cafarnaum, passou diante de Mateus, olhou-o e lhe disse:  “Segue-me”!  Levi, como se chamava, levantou-se imediatamente, abandonou o rendoso negócio, mudou de nome e de vida.
Tal decisão supõe-se que não tenha sido fruto de um entusiasmo improvisado. Provavelmente teria tomado tal resolução devido ao que vira e ouvira sobre Jesus, tendo  o convite de Jesus  posto fim às últimas dúvidas sobre como orientar sua vida futura. Segundo São Beda, Levi se converteu porque aquele que o chamou pela palavra lhe tocou o coração pela graça divina.

Mateus, nome hebraico que significa “dom de Deus”.
Mateus oferece um banquete de despedida aos amigos e colegas; Jesus e os outros apóstolos estão entre os convidados. Os fariseus e os escriba acusam Jesus: “Este homem anda com publicanos e pecadores e senta-se à mesa com eles”. Jesus, ao ouvir isto, responde: “Não são os sãos mas sim os doentes que necessitam de médico. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Além disso o Evangelho nada mais diz sobre Mateus, apenas menciona seu nome na lista dos doze. Diz a Tradição que depois de ter pregado o Evangelho na Palestina por vários anos, com a dispersão dos Apóstolos, foi pregar na Etiópia, onde morreu mártir. Realmente, a Igreja copta da Etiópia se ufana de ter sido fundada pelo apóstolo São Mateus, porém é muito incerta a notícia.

Nos primeiros 20 anos da Igreja primitiva, a pregação da Boa-Nova era feita oralmente, conforme a ordem de Jesus: “Ide e pregai...”Com a necessidade de fixar os ensinamentos principais em narrações, Mateus escreveu o Evangelho em língua hebraica, reunindo principalmente as provas de que Cristo era o verdadeiro Messias, escreveu para os judeus-cristãos, insistindo no messianismo de Cristo e na realização perfeita das profecias do Antigo Testamento, apresentando provas de que Cristo era verdadeiramente Deus.

O Evangelho de Mateus é o Evangelho do “Reino de Deus”, do cumprimento em Cristo da Antiga Aliança. É o Evangelho das Bem-aventuranças e do Sermão da Montanha, das parábolas do Reino e do juízo universal, que por sua simplicidade e elevação, pela beleza moral de suas noções sobre a fidelidade, a confiança em Deus, a caridade, constitui uma das sínteses dentro do Evangelho, que nos permite maior aproximação ao caráter e à pessoa de Cristo. É o Evangelho da “Igreja”,  fundada sobre a rocha que é Pedro e do seu mistério.
A liturgia sempre o utilizou de modo particular.

Nada se sabe, além disso, de historicamente certo a respeito do apostolado de Mateus, nem das circunstâncias de sua morte ou martírio.

Com a Liturgia das Horas, rezemos: 
Hino 
Tu, que hoje reinas na glória,
cumprida a tua missão,
lembras um Deus que ainda chama,
que nos convida ao perdão.

Levi, da banca do imposto,
chama-te o Cristo que passa:
reserva-te outras riquezas,
infensas ao fogo e à traça.

Por seu apelo movido,
a tudo dizes adeus;
serás apóstolo agora,
 terás por nome Mateus.

Entesourando as palavras
e as ações do teu Senhor,
seu testemunho rediges:
a Boa-Nova do amor.

Mas, ao pregar Jesus Cristo
sobretudo entre o teu povo,
em odre antigo colocas
vinho melhor, vinho novo.

Ó evangelista e apóstolo, 
agora mártir Mateus,
dá que possamos contigo
reinar na glória de Deus.

ORAÇÃO
Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e permanecer sempre convosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
(Publicado em 21.09.2010, atualizado em 21.09.2012)
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SÃO MARCOS, EVANGELISTA, MÁRTIR - 25 DE ABRIL


O evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. 
Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro, embora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho. 
Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. 
Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado.
Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas.
Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja "voz clama no deserto". Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.
Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.
Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa (dia 25 de abril daquele ano), enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.
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São Francisco da Penitência OFS Cabo Frio | by TNB ©2010