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Advento, espera por Deus através das nossas fraquezas

Por Bernard Ginisty*
Propondo todos os anos a liturgia do Advento, a Igreja convida a viver a relação com Cristo como novidade permanente e não como posse satisfeita. Quando Jesus começa a ser falado, João Batista mandou alguns dos seus discípulos para interrogá-lo: "És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?".
A sua resposta não consiste em ensinar um dogma ou em tomar posição nas disputas religiosas do seu tempo. "Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Notícia" (Mt 11, 3-6). O sinal messiânico é que as pessoas se levantam e que os pobres ouvem uma boa notícia.
Os fundadores das grandes religiões conhecem, em geral, uma longa evolução rumo à sabedoria e à santidade. A abundância dos anos constitui um sinal de bênção. Mas Cristo, de fato, não é um modelo de vida longa. Ele nem mesmo escreve um livro, não cria mosteiros. Morre jovem, e aquela que é definida como a sua vida pública não supera os três anos. A sua trajetória, que os cristãos recordam em cada Eucaristia, é a de uma "passagem", de uma Páscoa.
Os seus discípulos não entenderam nada enquanto Ele ainda está em vida, perdidos como estão na espera de um messias político-religioso. Cristo não tenta recrutar ninguém. Não só: Ele convida cada um a acolher dentro de si a vinda do Espírito. Quando vê os seus discípulos consternados com o anúncio da Sua paixão e morte, Ele lhes diz: "É melhor para vocês que eu vá embora, porque, se eu não for, o Paráclito não virá para vocês" (Jo 16, 7).
Essa vinda do Espírito ao homem nunca é dada de uma vez por todas. Um Deus vivo é um Deus que continua nascendo, e, como diz o Mestre Eckhart, só se pode captá-Lo "no cumprimento do nascimento" (Sermões, tomo 2).
Neste tempo de preparação para o Natal, o Evangelho nos recorda que Deus é um bebê em um estábulo e que está presente no pão partido e partilhado. Deus se "despe" dos ornamentos de poder, de glória, de suficiência. Cristo não nos convida a um projeto de carreira institucional ou à construção de uma perfeição moral, e nem a fugir para um refúgio diante das abominações deste mundo.
Uma das orações mais adequadas que eu conheço é a de Etty Hillesum, jovem judaica de 27 anos, que morreu em uma câmara de gás em Auschwitz em 1943. Assim ela escrevia no seu Diário, poucos meses antes de morrer: "Deus, às vezes não se consegue entender e aceitar aquilo que, sobre esta terra, os teus semelhantes fazem uns aos outros, nestes tempos selvagens. Mas nem por isso eu me fecho no meu quarto, Deus: eu continuo a olhar para as coisas na cara e não quero fugir diante de nada. Eu tento compreender os crimes mais graves, todas as vezes eu tento reencontrar o rastro do homem, na sua nudez, na sua fragilidade; desse homem que muitas vezes se tornou irreconhecível. Sepultado entre as ruínas monstruosas das suas ações insensatas".
É a isto que o tempo do Advento nos convida: a "reencontrar o rastro do homem na sua fragilidade".
Sítio Garrigues et Sentiers
*Filósofo francês, cofundador da associação Démocratie et Spiritualité e ex-diretor da revista Témoignage Chrétien.
17/12/2015  |  domtotal.com
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Começamos hoje a novena de Natal - 16 a 24 de dezembro

fonte acidigital
16 Dez. 15 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 16 de dezembro, começa a Novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Nestes nove dias, podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas.
Recomenda-se rezar a Virgem, São José e Menino Jesus, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador.
Para celebrar este tempo, trazemos a novena disponibilizada pelo portal da Comunidade Canção Nova.
1. Oração inicial
Deus benigno de infinita caridade que nos amastes tanto e que nos destes em vosso Filho a melhor oferta de vosso amor, para que, encarnado e feito nosso irmão no seio da Virgem, nascesse em um presépio para nossa saúde e remédio; vos damos graças por tão imenso benefício. De volta vos oferecemos, Senhor, o esforço sincero para fazer deste vosso mundo e nosso, um mundo mais justo, mais fiel ao grande mandamento de nos amarmos como irmãos. Conceda-nos, Senhor, vossa ajuda para poder realizá-lo. Pedimos-Vos que este Natal, festa de paz e alegria, seja para nossa comunidade um estímulo a fim de que, vivendo como irmãos, procuremos mais e mais os caminhos da verdade, da justiça, do amor e da paz. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
2. Oração para a família
Senhor, fazei de nosso lar um lugar de Vosso amor. Que não haja injúria porque nos dais compreensão. Que não haja amargura porque nos abençoais. Que não haja egoísmo porque nos alentais. Que não haja rancor porque nos dais o perdão. Que não haja abandono porque estais conosco. Que saibamos caminhar até vós em nosso viver cotidiano. Que cada manhã amanheça mais um dia de entrega e sacrifício. Que cada noite nos encontre com mais amor. Fazei Senhor com nossas vidas, que quisestes unir, uma página cheia de vós. Fazei, Senhor, de nossos filhos o que desejardes, ajudai-nos a educá-los, orientá-los pelo vosso caminho. Que nos esforcemos no apoio mútuo. Que façamos do amor um motivo para amar-vos mais. Que quando amanhecer o grande dia de ir a seu encontro conceda nos encontrarmos unidos para sempre em vós. Amém.
3. Oração à Virgem
Soberana Maria, te pedimos por todas as famílias de nosso país; faz com que cada lar de nossa pátria e do mundo seja fonte de compreensão, de ternura, de verdadeira vida familiar. Que estas festas de Natal, que nos reúnem ao redor do presépio onde nasceu teu Filho, nos unam também no amor, que nos façam esquecer as ofensas e nos deem simplicidade para reconhecer os enganos que tenhamos cometido. Mãe de Deus e Nossa Mãe, intercedei por nós. Amém.
4. Oração a São José
Santíssimo São José, esposo de Maria e pai adotivo do Senhor, foste escolhido para fazer as vezes de pai no lar de Nazaré. Ajudai os pais de família; que eles sejam sempre no lar a imagem do pai celestial, a teu exemplo; que cumpram a grande responsabilidade de educar e formar seus filhos, entregando-lhes, com um esforço contínuo, o melhor de si mesmos. Ajudai os filhos a entender e apreciar o abnegado esforço de seus pais. São José, modelo de marido e pai, intercedei por nós. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
5. Meditações
(De acordo com o dia da Novena)
1ª Dia – 16 de Dezembro
Vamos avaliar nossos valores de modo que o Natal seja o que deve ser: uma festa dedicada à RECONCILIAÇÃO. Dedicada ao perdão generoso e compreensivo que aprenderemos com um Deus compassivo. Com o perdão do Espírito Santo podemos nos reconciliar com Deus e com os irmãos e andar em uma vida nova.
É a boa notícia que São Paulo exclamou em suas cartas, tal como lemos em sua epístola aos Romanos 5, 1-11.
Viver o Natal é apagar as ofensas se alguém nos ofendeu e é pedir perdão se tivermos ofendido a outros. Assim, do perdão nasce a harmonia e construímos essa paz que os anjos anunciam em Belém: paz na terra aos homens que amam ao Senhor e se amam entre si. Os seres humanos podem nos ofender com o ódio ou podemos ser felizes em um amor que reconcilia. E essa boa missão é para cada um de nós: ser agentes de reconciliação e não de discórdia, ser instrumento de paz e semeadores de irmandade.
2º Dia – 17 de Dezembro
O segundo dia é dedicado à COMPREENSÃO. Compreensão é uma nota distintiva de todo verdadeiro amor. Podemos dizer que a encarnação de um Deus que se faz homem pode ler-se em chave desse grande valor chamado compreensão. É um Deus que fica em nosso lugar, que rompe as distâncias e compartilha nossos afãs e nossas alegrias. É graças a esse amor compreensivo de um Deus pai que somos filhos de Deus e irmãos entre nós. Deus, como afirma São João, nos mostra a grandeza de seu amor e nos chama a viver como filhos dele.
Ler a primeira carta de João 3, 1-10.
Se de verdade atuarmos como filhos de Deus não imitamos Caim, mas “dermos a vida pelos irmãos” (3, 16). Com um amor compreensivo, somos capazes de ver as razões dos outros e ser tolerantes com suas falhas. Se o Natal nos tornar compreensivos será um excelente Natal. Feliz Natal é aprender a nos colocarmos no lugar dos demais.
3º Dia – 18 de Dezembro
O terceiro dia é dedicado ao RESPEITO. Uma qualidade do amor que nos move a aceitar os outros tal como são. Graças ao respeito valorizamos a grande dignidade de toda pessoa humana feita à imagem e semelhança de Deus, embora essa pessoa esteja errada. O respeito é fonte de harmonia porque nos anima a valorizar as diferenças, como o faz um pintor com as cores ou um músico com as notas ou ritmos. Um amor respeitoso nos impede de julgar os outros, manipulá-los ou querer moldá-los a nosso modo.
Sempre que penso no respeito vejo Jesus conversando amavelmente com a mulher samaritana, tal como o narra São João no capítulo quarto de seu evangelho. É um diálogo sem recriminações, sem condenações e no qual brilha a luz de uma delicada tolerância. Jesus não aprova que a mulher não conviva com seu marido, mas em vez de julgá-la, a felicita por sua sinceridade. Atua como bom pastor e nos ensina a ser respeitosos se de verdade queremos nos entender com os demais.
4º Dia – 19 de Dezembro
O quarto dia é dedicado à SINCERIDADE. Uma qualidade sem a qual o amor não pode subsistir, já que não há amor onde há mentira. Amar é andar na verdade, sem máscaras, sem o peso da hipocrisia e com a força de integridade.
Só na verdade somos livres como anunciou Jesus Cristo: João 8, 32. Só sobre a rocha firme da verdade pode se sustentar uma relação nas crises e nos problemas. Com a sinceridade ganhamos a confiança e com a confiança chegamos ao entendimento e à unidade. O amor ensina a não agir como os egoístas e os soberbos que acreditam que sua verdade é a verdade.
Se o Natal nos aproximar da verdade é um bom Natal, é uma festa em que acolhemos Jesus como luz verdadeira que vem a este mundo: João 1, 9. Luz verdadeira que nos afasta das trevas nos move a aceitar Deus como caminho, verdade e vida. Que nosso amor esteja sempre iluminado pela verdade, de modo que esteja também favorecido pela confiança.
5º Dia – 20 de Dezembro
O quinto dia é dedicado ao DIÁLOGO. Toda a Bíblia é um diálogo amoroso e salvífico de Deus com os homens. Um diálogo que leva a seu cume e sua plenitude quando a Palavra de Deus que é Seu Filho, se faz carne, se faz homem, tal como narra São João no primeiro capítulo de seu evangelho. De Deus apoiado na sinceridade, assegurado no respeito e enriquecido pela compreensão, é o que necessitamos em todas nossas relações. Um diálogo em que diariamente “nos revestimos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”. Colossenses 3, 12.
O diálogo sereno que brota de um sincero amor e de uma alma em paz é o melhor presente que podemos nos dar em dezembro. Assim evitamos que nossa casa seja lugar vazio de afeto onde andamos dispersos como estranhos sob o mesmo teto. Deus concede a todos o dom de nos comunicar sem ofensas, sem julgamentos, sem altivez, e sim com apreço que gera acolhida e aceitação mútua.
6º Dia – 21 de Dezembro
O Sexto dia é para valorizar a SIMPLICIDADE. Simplicidade que é a virtude das almas grandes e das pessoas nobres. Simplicidade que foi o adorno de Maria de Nazaré tal como ela mesma o proclama em seu canto de Magnificat. “Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador porque olhou a humildade de sua serva” (Lucas 1, 47-48).
Natal é uma boa época para desterrar o orgulho e tomar consciência de tantos males que conduzem a soberba. Nenhuma virtude nos aproxima tanto dos demais como a simplicidade e nenhum defeito nos afasta tanto como a arrogância. O amor só reina nos corações humildes, capazes de reconhecer suas limitações e de perdoar sua altivez. É graças à humildade que agimos com delicadeza, sem nos crer mais do que ninguém, imitando a simplicidade de um Deus que “se despojou de si mesmo e tomou a condição de servo” (Filipenses 2, 6-11).
Crescer em simplicidade é um admirável presente para nossas relações. Recordemos que nesta pequenez há verdadeira grandeza, e que o orgulho acaba com o amor.
7º Dia – 22 de Dezembro
Sétimo dia é para crescer em GENEROSIDADE. É a capacidade de dar com desinteresse onde o amor ganha a corrida do egoísmo. É na entrega generosa de nós mesmos que se mostra a profundidade de um amor que não se esgota nas palavras. E isso é o que celebramos no Natal: o gesto sem igual de um Deus que dá a si mesmo. Isso São Paulo destaca: “soberba também na generosidade... pois conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo o qual sendo rico, por vós se fez pobre para que vos enriquecêsseis com sua pobreza”. É uma passagem bíblica em que o apóstolo convida aos Coríntios a compartilhar seus bens com os necessitados (2Cor 8, 7-15).
Sabemos amar quando sabemos compartilhar, sabemos amar quando damos o melhor de nós mesmos em lugar de dar apenas coisas. Tomemos, pois, a melhor decisão: dar carinho, afeto, ternura e perdão; dar tempo e dar alegria e esperança. São os presentes que mais valem e não custam dinheiro. Demos amor, como dizia São João da Cruz: onde não há amor coloques amor, e tirarás amor.
8º Dia – 23 de Dezembro
Oitavo dia é para assegurar a FÉ. Uma fé que é firme quando nasce de uma relação amistosa com o Senhor. Uma fé que é autêntica se está confirmada com as boas obras, de modo que a religião não seja apenas de rezas, ritos e tradições. Precisamos cultivar a fé com a Bíblia, a oração e a prática religiosa porque a fé é nosso melhor apoio na crise. Necessitamos de uma fé grande em nós mesmo, em Deus e nos demais. Uma fé sem vacilações como queria Jesus: Marcos 11, 23. Uma fé que ilumina o amor com a força da confiança, já que “o amor em tudo crê” (1Cor 13, 7).
A FÉ é a força da vida e sem ela andamos à deriva. De fato, aquele que perdeu a fé, já não tem mais nada a perder. Que bom que cuidamos de nossa fé como se cuida de um tesouro! Que bom que nos possam saudar como à Virgem: “Feliz és tu que acreditaste” (Lc 1, 45).
9º Dia – 24 de Dezembro
Nono dia é para avivar a ESPERANÇA e o AMOR. O amor e a esperança sempre vão de mãos dadas com a fé. Por isso, em seu hino ao amor, São Paulo nos mostra que o amor crê sem limites e espera sem limites (1Cor 13, 7). Uma fé viva, um amor sem limites e uma esperança firme são o incenso, o ouro e a mirra que nos dão ânimo para viver e coragem para não cair.
É graças ao amor que sonhamos com altos ideais e é graças à esperança que os alcançamos. O amor e a esperança são as asas que nos elevam à grandeza, apesar dos obstáculos e das insipidezes. Se amarmos Deus, amamos nós mesmos e amamos os outros, podemos obter o que sugere São Pedro em sua primeira carta: “Estejam sempre dispostos a dar razão de sua esperança. Com doçura, respeito e com uma boa consciência” (3, 15-16). Se acendermos a chama da esperança e o fogo do amor, sua luz radiante brilhará no novo ano depois que se apaguem as luzes do Natal.
6. Oração ao menino Deus:
Senhor, Natal é a lembrança de teu nascimento entre nós, é a presença de teu amor em nossa família e em nossa sociedade. Natal é certeza de que o Deus do céu e da terra é nosso Pai, que tu, Divino Menino, é nosso irmão. Que esta reunião junto a teu presépio nos aumente a fé em sua bondade, comprometa-nos a viver verdadeiramente como irmãos, nos dê valor para matar o ódio e semear a justiça e a paz. Ó Divino Menino, ensina-nos a compreender que onde há amor e justiça, ali estas tu e ali também é Natal. Amém.
(Rezar um Glória ao Pai)
7. Gozos
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó sapiência suma de Deus soberano que ao nível de um menino te rebaixaste. Ó Divino infante, vem para nos ensinar a prudência que faz verdadeiros sábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Menino do presépio nosso Deus e irmão, tu sabes e entendes da dor humana; que quando sofrermos dores e angústias sempre lembremos que tu nos salvaste.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó luz do oriente, sol de eternos raios que entre as trevas seu esplendor vejamos, Menino tão precioso, sorte do cristão, ilumina o sorriso de seus doces lábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Rei das nações, ilustre Emanuel, de Israel pastor. Menino que apascenta com suave cajado a ovelha arisca ou o cordeiro manso.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Abram-se os céus e chova do alto o bom orvalho, como santa irrigação. Venha belo menino, venha Deus encarnado; brilha bela estrela, brota a flor do campo.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Tu te fizeste Menino em uma família cheia de ternura e calor humano. Que vivam os lares aqui congregados o grande compromisso do amor cristão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Do fraco és auxílio, do enfermo és amparo, consolo és do triste, luz do desterrado. Vida de minha vida, meu sonho adorado, meu constante amigo, meu divino irmão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem diante de meus olhos por ti enamorados, ora beije teus pés, ora beije tuas mãos. Prosternado em terra, te estendo os braços e, mais do que minhas frases, te diz meu pranto.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Faz de nossa pátria uma grande família; semeia em nosso chão teu amor e tua paz, nos dê fé na vida, nos dê esperança e um sincero amor que nos una mais.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem nosso Salvador, por quem suspiramos! Vem às nossas almas, vem, não demores tanto!
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É tempo de paz

Por Dom Orani João Tempesta*

O canto dos anjos na noite de Natal ainda ecoa em nossos ouvidos: “paz na terra aos homens por Ele amados”! Estamos no ano da Paz, proclamado pela nossa Conferência Episcopal. Isso nos questiona – e muito – sobre muitas atitudes a que somos chamados a tomar neste tempo de tantas violências e divisões. Pode parecer que estamos desanimados por ver tantas situações degradantes, em todos os aspectos, e o mundo com tantas injustiças e maldades.

Estamos na oitava do Natal! Tempo de repercutir o espírito natalino e encontrar caminhos para que o mistério da Encarnação não seja apenas uma lembrança de um fato passado, mas seja atualizado em nossa vida e em nossa sociedade hoje. Gostaria de manifestar a minha preocupação com a violência que vem nos assustando e deixando marcas em jovens e crianças. Com isso, desejo motivar o sentido do Natal, que é a paz e não a violência, até porque o Natal é a festa do príncipe da paz, que é Jesus.

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor (Lc 2,10)”. Estas reconfortantes palavras do Anjo constituem a grande mensagem do Natal. Consoladoras e animadoras palavras que, hoje, também devem ecoar em nossos corações. Fomos agraciados com mais um Natal, festa solene do calendário litúrgico-cristão, em que celebramos o grande mistério da encarnação do Divino salvador. As profecias se realizaram! Deus cumpriu sua promessa, enviando o seu amado Filho. Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelo desígnio insondável do Pai, o filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliar a humanidade com o seu Criador. O profeta Isaias nos apresenta Jesus como o “Emanuel”, isto é, o “Deus-conosco”. Alguém que vem para fazer parte da nossa história e jornada da vida.

O natal de Jesus é, portanto, a plena inserção de Deus no contexto vivencial humano. A encarnação de Jesus é um profundo gesto de solidariedade com os homens. Por isso, o Natal  é ocasião para compreendermos o valor do amor solidário pelos irmãos. Ao contemplarmos o presépio, vemos o exemplo do amor gratuito e universal.

O verdadeiro amor, revelado pelo menino Deus, tem dois aspectos: gratuidade e universalidade. Gratuidade: Um filho nos foi dado de graça pelo amoroso Deus! Precisamos, também, aprender essa lição. Buscar, desejar e fazer o bem, sem querer ou esperar nada do outro. É o sentido da gratuidade da vida! Naturalmente que esta atitude contraria a lógica do mercado consumista e mercantilista do “toma lá, dá cá”! Universalidade, que significa: Jesus veio para todos os povos da Terra. Estes povos e suas culturas foram representados pelos Reis Magos. Assim, o Natal nos comunica a mística da vida fraterna e solidária com as pessoas e culturas, imitando o mistério da encarnação de Jesus.

Ele nasceu para todos e a dimensão da salvação é universal. Portanto, Natal é a grande festa da fraternidade universal. É comemorado em todo o mundo, até mesmo onde a população cristã é minoria.  No mundo inteiro esta data se reveste de certa ternura e magia, despertando nas pessoas sentimentos cristãos muitas vezes adormecidos, como: alegria, amizade, confraternização, gestos de bondade e reconciliação com o próximo.  Estes sentimentos são frutos maravilhosos do Natal, que enobrecem nossos corações e dignificam a vida. A árvore de Natal, símbolo da vida, deve ser enfeitada de bons frutos para recebermos Aquele que é a verdadeira vida: Jesus, salvador!

Não nos esqueçamos de que os bons e verdadeiros amigos são, também, presentes que recebemos de Deus. São presentes que se fazem “presença” o ano inteiro. Os verdadeiros amigos não os compramos em pacotes! Não há dinheiro que os possam pagá-los! Os brindes natalinos que trocamos são desdobramentos da incontida alegria, por causa da presença do grande amigo: a adorável pessoa de Jesus Cristo, presente na cotidianidade da nossa vida. Portanto, exultemos de alegria, pois nasceu o Salvador do mundo, verdadeira paz e alegria para todos! Abramos as portas do coração para sermos transformados e iluminados pela luz de Deus.

Mesmo celebrando o grande acontecimento do nascimento do Rei dos Reis, do Senhor dos Senhores, do Messias Salvador a quem somos chamados a escutar, seguir, anunciar, ainda assim Natal é uma grande festa. É a festa da paz, da convivência familiar, da gratuidade e de dar e receber presentes. É um momento que pode servir para fazer ou refazer a paz na família. É costume lembrar os sem família, sem teto e sem lar. É tempo de presentes para as crianças. As histórias de Natal movem à compaixão, à ternura, ao perdão, à acolhida. Que ninguém passe sozinho o Natal! Que ninguém passe fome no Natal! E tudo isso pode acontecer, e é bom que aconteça. Mas o mistério da encarnação nos faz perceber que a entrada do Verbo de Deus na humanidade nos faz sempre mais irmãos uns dos outros. Por isso, Natal não é só hoje, Natal é todo dia! Isso nos lembra que há gente com fome todo dia. Mais de oitocentos milhões no mundo. Ainda há gente sem casa ou morando em áreas de risco o ano todo, não só no Natal ou no tempo das enchentes e deslizamentos. As crianças da nossa família, e todas as outras, precisam de cuidado e carinho sempre, a cada minuto.    

Estas preocupações sociais decorrentes da celebração do Natal devem traduzir-se em relacionamentos fraternos, de perdão e caridade a cada dia. E, para isso, necessitamos que cada um faça sua parte. Somos chamados a ser presença transformadora no mundo, construtores da paz! Eis o desafio de celebrarmos o Natal todo ano e abrirmos um novo ano civil daqui a alguns dias. Uma nova oportunidade nos é dada para que cumpramos bem a nossa missão fraterna. Eis o momento propício, ele se abre diante de nós! Não deixemos passar em vão e sejamos criativos para encontrar os melhores caminhos para contagiar o mundo com o belo, bom e com o bem. Salve 2015! Que nos encontre vivendo concretamente o Ano da Paz!
CNBB, 29-12-2014.
*Dom Orani João Tempesta é cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro (RJ).
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Proximidade de Deus

Dom Leonardo Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília,  Secretário-Geral da CNBB,  assim expressa seus votos aos ouvintes da Rádio Vaticano: 
“Natal é um momento extraordinário da vida da Igreja e da vida dos cristãos. Natal lembramos, celebramos e rezamos a proximidade de Deus. Deus frágil, Deus pequeno, Deus humanado, Deus colo, Deus necessitado, Deus cuidado. Deus desejou cuidar tanto de nós que se faz um de nós. Simplesmente extraordinário quando começamos a meditar o mistério da encarnação: se fez tão próximo de nós porque nos ama, deseja cuidar de cada um de nós. O Natal nos convida à proximidade, a proximidade nos convida ao perdão, à reconciliação, à fraternidade e à família. Que este Natal possa fazer com que cada um de nós realmente se aproxime de Deus, aproximando-se dos irmãos. Que este Natal nos ajude também a recomeçar um ano cheio de bênçãos e um ano cheio de graças. Deus abençoe a todos e um Feliz Natal!”

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Troca de dons entre o céu e a terra


Não terá nenhum sentido celebrar o Natal do Senhor, sem que aconteça no nosso interior, profundas mudanças.

Padre Geovane Saraiva*
Natal é um convite feito às pessoas de boa vontade de “participar da divindade daquele que uniu a Deus nossa humanidade”, manifestando-se como luz, a iluminar todos os povos no caminho da salvação. No Natal experimentamos misteriosamente “a troca de dons entre o céu e a terra”, na ternura e na esperança, sem jamais ter medo da ternura, no dizer do Papa Francisco.
O Menino Jesus, tão pequeno na gruta de Belém, entrou no mundo como uma criança frágil, vivendo na sociedade de seu tempo, filho de Maria de Nazaré e do carpinteiro José, querendo, evidentemente, desmanchar a montanha do orgulho e do egoísmo, amparado pela simbologia do manto da paz, da justiça, da ternura e da solidariedade. Mas ele, sem que as pessoas conseguissem perceber, carregava consigo uma profunda marca, a natureza divina – É o Verbo de Deus que se encarnou e veio se estabelecer entre nós (cf. Jo 1, 14).

A nós católicos cabe exultar e, ao mesmo tempo, contemplar associados aos anjos, que povoaram os céus naquela noite feliz e memorável, no insondável e misterioso coro: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, para que sua chegada encontre morada no interior das pessoas, além de causar-nos uma alegria transbordante, naquele que de modo inexprimível, no dizer de  Santo Afonso Maria de Ligório, “desce do céu estrelado, vindo morar em uma gruta, ao frio, ao gelo”.

Que este Natal de 2014, a partir dos gestos, atitudes e palavras do nosso querido Papa Francisco, seja de verdade: festa de paz, amor, justiça e fraternidade. Não terá nenhum sentido celebrar o Natal do Senhor, sem que aconteça no nosso interior, profundas mudanças de conversão, aceitando na vida e no dia a dia a atitude pobre, mansa e humilde, “daquele que se dignou assumir nossa humanidade”, de Jesus da Nazaré.

Para a humanidade que parece ter perdido o sentido da vida, eis uma ocasião, a qual não se pode dispensar, para fazer uma profunda revisão de vida, no Menino que o vemos na manjedoura, pobre e frágil, simples e humilde, mas que recorda um número infinito de meninos empobrecidos, cansados de ilusórios presentes. Eles não querem esses ilusórios presentes, porque estão ávidos é de um futuro, marcado de pequenos gestos, gestos concretos traduzidos em despojamento, em amor de verdade!

Saibamos, pois, aproveitar do Natal, festa tão simpática, a qual enche nossos corações de enorme alegria!  Alegria mesmo por toda parte! Vamos ficar bem atentos diante do Evangelho, como palavra de ordem: “Eis que eu anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo” (cf. Lc 2, 10). Mas qual é mesmo a verdadeira alegria? “Nasceu-vos hoje na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor” (cf. Lc 2, 11).

Na tão sonhada esperança indissolúvel, da terra transformar-se céu e o céu transformar-se terra, é que vos desejo um feliz Natal! - “Porque um menino nasceu para nós, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: conselheiro admirável, Deus forte, pai dos tempos futuros, príncipe da paz” (cf. Is 9,6). Amém!
*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso.
25/12/2014  |  domtotal.com
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Papa pede a católicos que se deixem ser alcançados por Deus

O papa Francisco convidou os católicos nesta quarta-feira, durante a Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a verem o nascimento de Jesus como uma luz para o mundo e a se permitirem ser tocados por Deus. Assistida por cerca de 10 mil pessoas, segundo os organizadores, a celebração católica, que lembra o nascimento de Jesus, começou às 21h30 (local, 18h30 de Brasília). A missa foi aberta com a procissão de Francisco rumo ao altar maior ao som do canto da "Kalenda", que em latim percorre desde a Criação até a noite em Maria deu à luz o filho de Deus.
Durante a Missa, papa afirmou que a chegada de Jesus ao mundo foi "uma grande luz" que iluminou os povos e dissipou a escuridão que inundava a Terra "desde o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Cain, cegado pela inveja, feriu de morte seu irmão Abel". Em sua homilia, Francisco leu o capítulo 9 do Livro de Isaias, no qual o profeta deixou escrita a frase "O povo que caminhava em trevas viu uma luz grande; habitavam terras de sombras e uma luz brilhou para eles". "A liturgia da santa noite do Natal nos apresenta o nascimento do Salvador como luz que irrompe e dissipa a mais densa escuridão.

A presença do Senhor no meio de seu povo liberta do peso da derrota e da tristeza da escravidão, e instaura o gozo e a alegria", explicou o líder religioso. Após a proclamação do Evangelho, o representante máximo da Igreja Católica dirigiu aos presentes uma mensagem com o qual lembrou a chegada de Cristo e lhes incentivou a refletir sobre a maneira através da qual se relacionam com Deus. "Como acolhemos a ternura de Deus? Me deixo ser alcançado por ele, me deixo ser abraçado por ele, ou lhe impeço que se aproxime? 'Mas se eu busco ao Senhor', poderíamos responder. No entanto, o mais importante não é buscá-lo, mas deixar que seja ele quem me encontre e me acaricie com carinho", alertou.

Após a celebração eucarística, o papa carregou o Menino Jesus entre seus braços e o levou em procissão até o presépio, instalado na Basílica Vaticana. Francisco voltará a aparecer na sacada da Logia central da basílica de São Pedro, assim como quando foi escolhido papa, para ler sua mensagem do Natal e dividir a bênção "Urbi et Orbi" ("à cidade e ao mundo") aos milhares de fiéis que se aproximarem.
SIR
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Homilia do Papa

Homilia do Papa: "Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra"
Vaticano, 24 Dez. 14 / 10:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- "Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte". Abaixo reproduzimos na íntegra a homilia do Santo Padre na Missa do Galo na Basílica de São Pedro neste 24 de dezembro:

Homilia do Papa Francisco, 24 de dezembro de 2014
«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). «Um anjo do Senhor apareceu [aos pastores], e a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). É assim que a Liturgia desta santa noite de Natal nos apresenta o nascimento do Salvador: como luz que penetra e dissolve a mais densa escuridão. A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria.

Também nós, nesta noite abençoada, viemos à casa de Deus atravessando as trevas que envolvem a terra, mas guiados pela chama da fé que ilumina os nossos passos e animados pela esperança de encontrar a «grande luz». Abrindo o nosso coração, temos, também nós, a possibilidade de contemplar o milagre daquele menino-sol que, surgindo do alto, ilumina o horizonte.

A origem das trevas

A origem das trevas que envolvem o mundo perde-se na noite dos tempos. Pensemos no obscuro momento em que foi cometido o primeiro crime da humanidade, quando a mão de Caim, cego pela inveja, feriu de morte o irmão Abel (cf. Gn 4, 8). Assim, o curso dos séculos tem sido marcado por violências, guerras, ódio, prepotência. Mas Deus, que havia posto suas expectativas no homem feito à sua imagem e semelhança, esperava. O tempo de espera fez-se tão longo que a certo momento, quiçá, deveria renunciar; mas Ele não podia renunciar, não podia negar-Se a Si mesmo (cf. 2 Tm 2, 13). Por isso, continuou a esperar pacientemente face à corrupção de homens e povos.

A luz

Ao longo do caminho da história, a luz que rasga a escuridão revela-nos que Deus é Pai e que a sua paciente fidelidade é mais forte do que as trevas e do que a corrupção. Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido.

O sinal de Deus

A profecia de Isaías anuncia a aurora duma luz imensa que rasga a escuridão. Ela nasce em Belém e é acolhida pelas mãos amorosas de Maria, pelo afecto de José, pela maravilha dos pastores. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento do Redentor, fizeram-no com estas palavras: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). O «sinal» é a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afecto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.

Ternura

Nesta noite santa, ao mesmo tempo que contemplamos o Menino Jesus recém-nascido e reclinado numa manjedoura, somos convidados a reflectir. Como acolhemos a ternura de Deus? Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? «Oh não, eu procuro o Senhor!» – poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a encontrar-me e cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?
E ainda: temos a coragem de acolher, com ternura, as situações difíceis e os problemas de quem vive ao nosso lado, ou preferimos as soluções impessoais, talvez eficientes mas desprovidas do calor do Evangelho? Quão grande é a necessidade que o mundo tem hoje de ternura!
A resposta do cristão não pode ser diferente da que Deus dá à nossa pequenez. A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração pedindo-Lhe: «Senhor, ajudai-me a ser como Vós, concedei-me a graça da ternura nas circunstâncias mais duras da vida, dai-me a graça de me aproximar ao ver qualquer necessidade, a graça da mansidão em qualquer conflito».

Presépio

Queridos irmãos e irmãs, nesta noite santa, contemplamos o presépio: nele, «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). Viram-na as pessoas simples, dispostas a acolher o dom de Deus. Pelo contrário, não a viram os arrogantes, os soberbos, aqueles que estabelecem as leis segundo os próprios critérios pessoais, aqueles que assumem atitudes de fechamento. Olhemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: «Ó Maria, mostrai-nos Jesus!»


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SOLENIDADE DE SANTA MARIA MÃE DE DEUS - 1º de janeiro


Oitava do Natal do Senhor
Das Cartas de Santo Atanásio, bispo
(Epist. Ad Epictetum, 5-9; PG 26, 1058. 1062-1066)             (Séc. IV)

O Verbo assumiu nossa natureza no seio de Maria
O Verbo de Deus veio em auxílio da descendência de Abraão, como diz o Apóstolo. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos (Hb 2,16-17) e assumir um corpo semelhante ao nosso. Eis por que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi dela que o Verbo assumiu, como próprio, aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura, recordando este nascimento, diz:Envolveu-o em panos (Lc 2,7); proclama felizes os seios que o amamentaram e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogênito. O anjo Gabriel, com prudência e sabedoria, já o anunciaram a Maria; não lhe disse simplesmente: aquele que nascer em ti, para não se julgar que se tratava de um corpo extrínseco nela introduzido; mas: de ti (cf. Lc 1, 35Vulg.), para se acreditar que o fruto desta concepção procedia realmente de Maria.
Assim foi que o Verbo, recebendo nossa natureza humana e oferecendo-a em sacrifício, assumiu-a em sua totalidade, para nos revestir depois de sua natureza divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este ser corruptível se vista de incorruptibilidade; é preciso que este ser mortal se vista de imortalidade (1Cor 15,53).
Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como julgam alguns, o que é inadmissível! Nosso Salvador fez-se verdadeiro homem, alcançando assim a salvação do homem na sua totalidade. Nossa salvação não é absolutamente algo de fictício, nem limitado só ao corpo; mas realmente a salvação do homem todo, corpo e alma, foi realizada pelo Verbo de Deus.
A natureza que ele recebeu de Maria era uma natureza humana, segundo as divinas Escrituras, e o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro. Digo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso. Maria é portanto nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão.
As palavras de João: O Verbo se fez carne (Jo 1,14) têm o mesmo sentido que se pode atribuir a uma expressão semelhante de Paulo: O Cristo fez-se maldição por nós (cf. Gl 3,13). Pois da intima e estreita união com o Verbo, resultou para o corpo humano em engrandecimento sem par: de mortal tornou-se imortal; sendo animal, tornou-se espiritual; terreno, transpôs as portas do céu.
Contudo, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio da Maria, a Trindade continua sendo a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição. É sempre perfeita, e na Trindade reconhecemos uma só Divindade; assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo.

Responsório             Cf. Ap 12,1; cf. Sl 44(45),10b

R. Virgem santa e imaculada,
eu não sei com que louvores poderei engrandecer-vos!
* Pois Aquele a quem os céus não puderam abranger,
repousou em vosso seio.
V. Sois bendita entre as mulheres,
e bendito é o fruto, que nasceu de vosso ventre.
*Pois Aquele.
Oração
Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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MEDITAÇÃO: E enquanto adoramos o nascimento de nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento.

Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 6 in Nativitate Domini, 2-3, 5: PL 54, 213-216)            (Séc. V)

O Natal do Senhor é o Natal da paz
O estado de infância, que o Filho de Deus assumiu sem considerá-la indigna de sua grandeza, foi-se desenvolvendo com a idade até chegar ao estado de homem perfeito e, tendo-se consumado o triunfo de sua paixão e ressurreição, todas as ações próprias do seu estado de aniquilamento que aceitou por nós tiveram o seu fim e pertencem ao passado. Contudo, a festa de hoje renova para nós os primeiros instantes da vida sagrada de Jesus, nascido da Virgem Maria. E enquanto adoramos o nascimento de nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento.
Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão; o Natal da Cabeça é também o natal do Corpo.
Embora cada um tenha sido chamado num momento determinado para fazer parte do povo do Senhor, e todos os filhos da Igreja sejam diversos na sucessão dos tempos, a totalidade dos fiéis, saída da fonte batismal, crucificada com Cristo na sua Paixão, ressuscitada na sua Ressurreição e colocada à direita do Pai na sua Ascensão, também nasceu com ele neste Natal.
Todo homem que, em qualquer parte do mundo, acredita e é regenerado em Cristo, liberta-se do vínculo do pecado original e, renascendo, torna-se um homem novo. Já não pertence à descendência de seu pai segundo a carne, mas à linhagem do Salvador, que se fez Filho do homem para que nós pudéssemos ser filhos de Deus.
Se ele não tivesse descido até nós na humildade da natureza humana, ninguém poderia, por seus próprios méritos, chegar até ele.
Por isso, a grandeza desse dom exige de nós uma reverência digna de seu valor. Pois, como nos ensina o santo Apóstolo, nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu(1Cor 2,12). O único modo de honrar dignamente o Senhor é oferecer-lhe o que ele mesmo nos deu.
Ora, no tesouro das liberalidades de Deus, que podemos encontrar de mais próprio para celebrar esta festa do que a paz, que o canto dos anjos anunciou em primeiro lugar no nascimento do Senhor?
É a paz que gera os filhos de Deus e alimenta o amor; ela é a mãe da unidade, o repouso dos bem-aventurados e a morada da eternidade; sua função própria e seu benefício especial é unir a Deus os que ela separa do mundo.
Assim, aqueles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13), ofereçam ao Pai a concórdia dos filhos que amam a paz, e todos os membros da família adotiva de Deus se encontrem naquele que é o Primogênito da nova criação, que não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Pois a graça do Pai não adotou como herdeiros pessoas que vivem separadas pela discórdia ou oposição, mas unidas nos mesmos sentimentos e no mesmo amor. É preciso que tenham um coração unânime os que foram recriados segundo a mesma imagem.
O Natal do Senhor é o natal da paz. Como diz o Apóstolo, Cristo é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só (cf. Ef 2,14); judeus ou gentios, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai (Ef 2,18).

Responsório             Ef 2,13-14.17
R. Vós, que outrora estáveis longe do Senhor,
estais perto pelo sangue de Jesus.
* É o Cristo, na verdade, a nossa paz:
de dois povos ele fez um povo .
V. Ele veio anunciar a vós a paz,
a vós, de longe, e a paz a vós, de perto. 
* É o Cristo.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que estabelecestes o princípio e a plenitude de toda a religião na encarnação do vosso Filho, concedei que sejamos contados entre os discípulos daquele que é toda a salvação da humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


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Cristãos norte-coreanos celebraram o Natal escondidos em subterrâneo

Seul, Coreia do Sul, 29 dez (SIR) – Os cristãos da Coréia do Norte “celebraram o Natal num subterrâneo, escondidos das autoridades. Arriscaram a vida, assim como continuam a arriscar a vida cada vez que rezam”. Foi o que informou à Agência Asianews, Han Min, que graças à ajuda da Igreja Evangélica conseguiu fugir da perseguição do regime de Pyonggyang.

“Mesmo que aqui na Coréia do Sul existam muitas igrejas – sublinhou – os cristão dos Sul não fazem ideia do quanto seja fervorosa a oração dos cristãos do Norte”. Han faz parte da igreja Durihana, de Seul. Há 14 anos sua comunidade está empenhada em ajudar aqueles que querem deixar a parte norte da península. Neste período, foram ajudados cerca de mil norte-coreanos. Fugidos prá China, atravessaram a Ásia oriental para posteriormente chegar à Seul.
SIR, 29-12-2013
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'Francisco e o Natal: os pobres, a paz e a Criação'

Cidade do Vaticano/São Paulo – “Francisco e o Natal”: este é o tema inspirador da reflexão feita em exclusiva ao Programa Brasileiro pelo Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero. 

“Sabemos que São Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Há três pontos que o Papa sempre cita e que têm tudo a ver com o Natal: o primeiro são os pobres. Nós devemos ir até os pobres, sermos os irmãos dos pobres, sermos capazes de abraçar os pobres, de consolá-los, de encorajá-los e de com eles lutar contra a pobreza, a carência e a exclusão, sobretudo. Jesus Cristo veio para isto e o Papa nos lembra muito fortemente. Este é um aspecto de São Francisco de Assis: estar ao lado dos pobres, ser uma Igreja pobre. Jesus nasceu pobre e em meio aos pobres, e os primeiros a visitá-los foram os pobres pastores”.

“O segundo ponto que podemos acentuar é a paz, que vem da fraternidade, como diz o Papa na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2014. Jesus Cristo é o Príncipe da paz, veio reconciliar os homens entre si e com Deus. A paz deve estar baseada na fraternidade, no acolhimento, na compreensão, no diálogo, no perdão. Jesus Cristo nos faz lembrar isso tudo com o seu nascimento. Ele veio para restabelecer a paz e São Francisco é o homem da Paz, como nos diz a oração que lhe é atribuída, “Senhor, fazei de mim instrumento de sua paz”.

“O terceiro ponto é a natureza, a Criação. São Francisco chama todas as criaturas de seus irmãos: o sol, a lua, as estrelas, as matas, a água, o fogo e o vento; mas, sobretudo, os seres humanos. Ele chama até mesmo a morte de ‘irmã-morte’. Isto tudo tem a ver com a fé no Deus-Pai, que é o criador e que ama sua Criação. Deus não rejeita sua Criação, Ele a ama. Ele nos entregou a Criação para que cuidássemos dela: para que vivêssemos, sim, dos produtos da natureza, os cultivássemos, e não os destruíssemos.
Tudo isto se relaciona com a vinda de Jesus Cristo, que veio nos ajudar a colocar de novo tudo na luz de Deus: tudo aquilo que nos é dado na natureza é um dom, um presente de Deus. Deus Quando Jesus se faz homem, ele é uma espécie de microcosmo, nele está tudo resumido. Deus, Jesus, se fazendo homem, também envolve toda a natureza, o respeito e o amor que devemos ter por ela. Devemos louvar a Deus em nome da natureza”.

“Que este Natal seja para nós um momento feliz em que Jesus Cristo assume toda a sua Criação na sua humanidade, e nos dá, de novo, uma esperança para que tudo seja como o sonho inicial de Deus. Nós devemos viver o Natal este ano neste espírito, de São Francisco e do Papa Francisco, tendo como temas a fraternidade, os pobres, a paz e a conservação, o cuidado da natureza”.
RV
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No primeiro Natal como papa, Francisco pede que fiéis evitem o egoísmo

Por Philip Pullella
Cidade do Vaticano - O papa Francisco, comemorando seu primeiro Natal como líder de 1,2 bilhão de católicos do mundo, pediu nesta terça-feira que as pessoas que evitem o orgulho e o egoísmo e que os fiéis abram o coração a Deus.
Francisco, que em março passado tornou-se o primeiro papa não europeu em 1.300 anos, celebrou uma solene missa de véspera de Natal para cerca de 10 mil pessoas na basílica de São Pedro.
Francisco fez uma breve homilia, tão simples como suas vestes brancas: o homem pode escolher entre a escuridão e a luz.
"Por parte das pessoas há momentos de luz e escuridão, fidelidade e infidelidade, obediência e rebelião", disse Francisco em italiano.
"Em nossa história pessoal também, há momentos iluminados e escuros, de luz e de sombra. Se amamos a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, nós andarmos na luz. Mas se o nosso coração está fechado, se somos dominados pelo orgulho, o engano, o egoísmo, caímos na escuridão", disse ele.
Francisco, que celebrou a missa com mais de 300 cardeais, bispos e padres, pediu que as pessoas não tenham medo de chegar a Deus.
"Não tenha medo! Nosso Pai é paciente, ele nos ama, ele nos dá Jesus para nos guiar no caminho que leva para a terra prometida. Jesus é a luz que ilumina a escuridão. Ele é a nossa paz", acrescentou Francisco.
Reuters
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Em mensagem de Natal, papa pede fim de guerra na Síria

Cidade do Vaticano - Em sua primeira mensagem natalícia "Urbi et Orbi" ("À cidade de Roma e ao mundo"), o papa Francisco pediu nessa quarta-feira (25) o fim da violência na Síria e um acordo de paz entre israelenses e palestinos.
O pontífice afirmou que o confronto civil sírio, "fomentado por ódio e vingança", já causou "muitas mortes, além de sofrimento ao povo". "Espero que as partes envolvidas nesse conflito coloquem um fim a todo tipo de violência e garantam o acesso da população às ajudas humanitárias".
Lembrando da vigília de orações realizada no Vaticano pelo fim da guerra na Síria, o Papa comentou que "já vimos o quanto as orações são potentes". "E estou feliz que hoje se unam a essa nossa oração pela paz na Síria diversos fiéis de outras religiões. Que jamais percamos a coragem de dizer: ´Senhor, dê a sua paz à Síria e ao mundo inteiro´", disse Francisco.
O pontífice também pediu paz na República Centro-Africana (RCA), Sudão do Sul e Nigéria, países que enfrentam conflitos armados internos. Sobre a histórica tensão entre israelenses e palestinos, Francisco orou para que o Senhor "abençoe as terras que escolheu para vir ao mundo e faça com que seja alcançado um feliz acordo de paz entre israelenses e palestinos".
Ainda em seu discurso, o pontífice relembrou os naufrágios de imigrantes ocorridos constantemente na ilha italiana de Lampedusa e pediu que "tragédias como as desse ano, com numerosas mortes, não aconteçam nunca mais". Em julho, Francisco visitou a ilha e lançou ao mar uma coroa de flores em homenagem às vítimas dos naufrágios. "Senhor, dê esperança e conforto aos refugiados", pediu o papa em sua mensagem de Natal desta quarta-feira.
Diante de milhares de fiéis que aguardavam seu discurso na Praça São Pedro, no Vaticano, Francisco pediu ainda que todos se juntassem no "canto dos anjos", marcado pelo som da "paz".
Segundo o Pontífice, esse é um canto válido "para todo homem e mulher que faz vigília durante a noite, que espera um mundo melhor, que se preocupa com os outros, tentando cumprir, humildemente, o seu dever". "Não tenhamos medo que o nosso coração se comova. Na verdade, precisamos disso", comentou Francisco.
Em um discurso em italiano, o papa, por fim, desejou Feliz Natal aos fiéis e peregrinos que o escutavam na Praça São Pedro. "A vocês, caros irmãos e irmãs, reunidos de várias partes do mundo nessa praça, envio as minhas saudações: Feliz Natal. Neste dia iluminado de paz evangélica que provém da humilde gruta de Belém, invoco o dom natalício da alegria e da paz a todos: às crianças e aos idosos, aos jovens e às famílias, aos pobres e aos marginalizados", afirmou.
De acordo com estimativas do Vaticano, cerca de 100 mil pessoas assistiram à benção "Urbi et Orbi" de Francisco.
SIR/Ansa
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São Francisco da Penitência OFS Cabo Frio | by TNB ©2010