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800 anos do Perdão de Assis

Por Cardeal Orani João Tempesta*
Iniciamos o mês vocacional – Agosto – com o eco da grande JMJ da misericórdia de Cracóvia e com a comemoração do oitavo centenário do perdão de Assis, a assim chamada indulgência da Porciúncula que contará com a visita do Papa Francisco nesta semana. 
Uma feliz providência: um centenário de concessão da misericórdia no ano do jubileu extraordinário da misericórdia com dois homens que levam o nome de Francisco. Com textos consultados na rede mundial de computadores e de domínio público reflitamos sobre este importante momento.
Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”. Levará consigo para sempre essa missão evangelizadora e entusiasmada de servir a Cristo nos irmãos, em especial nos mais pobres.
Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão viveu como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Senhor na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”. Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. 
Nessa época campo de Assis havia também uma antiga ermida abandonada dedicada a de Nossa Senhora no local chamado Porciúncula (de pequena porção). Este foi um dos lugares prediletos de Francisco e dos seus companheiros. Sim, companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns jovens que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos dentro da expansão da Ordem. O trabalho na terra santa dos freis franciscanos até hoje é um belo sinal de dedicação às terras e locais por onde Jesus passou. 
Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo “amor que não é amado”, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.
A hodierna e majestosa Basílica de Santa Maria dos Anjos abriga no seu interior a pequena Capela da Porciúncula, local onde Francisco confirmou a sua vocação numa noite do ano 1216. O nome de Santa Maria dos Anjos provém da tradição de que, naquela pequena Capela, que foi construída por quatro peregrinos que retornavam da Terra Santa, era venerado um fragmento do túmulo da Virgem Maria, e que sempre se ouvia no local o canto dos anjos. Foi também nesta pequena Capela, que recebeu o nome de Porciúncula, isto é, pequena porção, que São Francisco recebeu a indulgência do “Perdão de Assis”. Conta-se a história desse momento místico da vida de São Francisco: estava certa noite em sua cela, rezando pela conversão dos pecadores, quando um anjo convidou a dirigir-se à Capela da Porciúncula. Lá chegando, encontrou-a toda iluminada e no meio de um coro de anjos estava a Virgem Maria ao lado de seu Divino Jesus.
Jesus, dirigindo-se a Francisco, disse-lhe: “Em recompensa ao teu zelo pela conversão dos pecadores, pede-me o que quiseres”. Francisco pediu-lhe então a indulgência Plenária para todos aqueles que tendo confessado e comungado, visitassem aquela pequena igrejinha. São Francisco, meio que assustado com seu atrevimento, suplicou a intercessão da Virgem Maria. O pedido teria que ser aprovado pelo Papa, Francisco com a face no chão. Adorou o seu Senhor. No dia seguinte, Francisco foi ao encontro do Santo Padre; este, porém, lhe concedeu a graça apenas um dia no ano, ou seja a cada 02 de Agosto. Nesta data, denominada “Perdão de Assis”, é enorme a afluência de fiéis à Basílica da Porciúncula e a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora dos Anjos.
Esta festa é uma das mais importantes, ainda hoje, da família franciscana, pois foi estendida, mais tarde, pelo Papa Sisto IV, a todas as igrejas do orbe.  Então, somos todos beneficiados pelo “Perdão de Assis” ou “Dia do Perdão”, para tanto, devemos fazer uma boa confissão, participar da Eucaristia, e, entrando na igreja franciscana, rezar pelo Santo Padre, o Papa. Louvemos ao Senhor que fez nascer São Francisco, que revolucionou, com sua ordem, a Igreja, sem precisar abandoná-la ou fundar outra. No mês das vocações, vamos lembrar o despojamento, a coragem, a simplicidade, o amor e a pobreza do Santo de Assis.
Encerramos este artigo rezando a oração de Nossa Senhora dos Anjos: “Augusta Rinha dos céus e soberana Senhora dos Anjos, Que recebeste de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, Nós vos pedimos humildemente: Enviai as legiões celestes para que, sob Vossas ordens persigam os demônios; Combatam-nos em toda a parte, reprimam a sua audácia e os precipitem no abismo. Quem é como Deus? Santos, anjos e arcanjos protegei-nos, defendei-nos! Ó boa e terna Mãe, vós sereis sempre O nosso amor e a nossa esperança! Ó divina mãe, enviai os vossos anjos, Para que nos defendam e afastem de nós O cruel inimigo! Assim seja!” (Papa Leão XIII).

CNBB 02-08-2016.
*Cardeal Orani João Tempesta: Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ).
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Atitudes que ajudam a rezar

                                  A oração é sempre um diálogo, um encontro. Não é um monólogo, nem uma mera introspecção.
               Nessa experiência de amor, nos entregamos, como barro modelável nas mãos de Deus.
Por Dom Adelar Baruffi*
“A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração” (EG 262), nos disse o Papa Francisco. Ela é o meio privilegiado do encontro cotidiano com Deus, conosco mesmos e com a comunidade de fé. No entanto, é preciso dispor-se, através de algumas atitudes.
A primeira atitude que facilita a oração é o recolhimento. Recolher a vida com toda a sua complexidade, recolhê-la, em especial diante de Deus. Estar presente e atento a tudo o que estou vivendo. A dificuldade é a distração. Se viver distraído e ausente a maior parte do dia, se não tenho consciência de mim mesmo habitualmente em cada atividade, se não me centro no que estou fazendo no decorrer do dia, o normal é que tampouco o faça no momento de oração. Oramos como vivemos e vivemos como oramos. Tomar consciência do corpo, dos sentimentos e da mente, com todos os pensamentos, reflexões, recordações e fantasias que aparecem e desaparecem. Exercitar a atenção central: a capacidade de ver e perceber tudo com uma luz interior. Invocar o Espírito Santo, que conduz o encontro com Deus. Quanto mais eu exercitar o recolhimento, tanto mais centrado estarei em cada momento. 
A segunda atitude é exercitar o silêncio exterior e interior. Há ruídos exteriores e interiores. Não nos concentramos quando estamos em um ambiente ruidoso. O mesmo acontece quando temos um barulho dentro de nós mesmos: nervosismo, tensão, preocupações, angústia, agressividade, estresse... Este ruído emocional nos bloqueia e nos incapacita para estar, para estar simplesmente em atenção amorosa a Deus. É preciso criar espaços e tempos de silêncio: criar um clima silencioso, sereno, pacificador. Uma pessoa barulhenta o será em tudo: na vida e na oração. E uma pessoa silenciosa o será em tudo: na oração e na vida. O silêncio interior é absolutamente imprescindível para viver uma experiência de oração. Um silêncio interior que nos abra ao diálogo com Deus. Assim se expressava Henri Nouwen: “Senhor Jesus! As palavras que dirigiste a teu Pai brotaram do teu silêncio. Introduze-me neste silêncio, para que assim fale em teu nome e minhas palavras deem fruto. É tão difícil permanecer em silêncio, silêncio de palavras, mas também silêncio do coração... Há tantas coisas que falam dentro de mim... Sempre pareço estar enredado em debates interiores comigo mesmo, com meus amigos, com meus inimigos, com meus defensores, com meus adversários, com meus colegas e com meus rivais. Porém, este debate interior põe às claras quanto longe está de ti meu coração.” (Escritos Essenciales, Santander: Editorial Sal Terrae, 1999, p.95). Normalmente, a vida de uma pessoa ruidosa é superficial. A vida de uma pessoa silenciosa tende a ser mais profunda, integrada, positiva, unificada, repleta de harmonia, de paz e de plenitude. 
A terceira atitude é a abertura para escutar e dialogar. A oração é sempre um diálogo, um encontro. Não é um monólogo, nem uma mera introspecção. É um encontro, uma saída de si, para dar espaço para acolher a Deus, que continuamente sai de si para nos encontrar, para nos falar. A abertura é fruto da consciência de si e do silêncio. Uma pessoa encerrada em seu próprio cárcere de tensões e angústias é incapaz de ver e perceber, de escutar e acolher o outro tal como é. Atitude de escuta que espera o Senhor. “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1Sm 3,10), disse Samuel. Escutar é uma atitude radical e essencial do homem que deseja viver aberto e acolhedor dos outros e a Deus. Escutar na oração, escutar a Deus, é, portanto, uma atitude permanente, que devo manter sempre, tal como são permanentes a comunicação e a manifestação de Deus. 
A quarta atitude é a entrega de si. É uma entrega mútua em liberdade, em que eu acolho o dom infinito de sua presença e de seu amor e respondo livremente, em plena disponibilidade de amor obediente. Deus não dá coisas, ele se dá a si mesmo numa entrega total, infinita e eterna porque nos ama. Diante de Deus, portanto, só tem sentido a entrega e disponibilidade, o abandono confiante. “Faça-se em mim, segundo a tua Palavra.” (Lc 1, 38). Então, nessa experiência de amor, entrega-se, como barro modelável nas mãos de Deus. 

CNBB, 07-06-2016.
*Dom Adelar Baruffi: Bispo de Cruz Alta.
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Papa convida a rezar o Pai Nosso e perdoar de coração os que fazem mal

VATICANO, 16 Jun. 16 / 11:30 am (ACI).- O Papa Francisco falou na manhã de hoje durante a Missa na Casa Santa Marta a respeito da importância de rezar a oração do Pai-Nosso, tendo sempre presente que somos filhos de Deus e perdoando aqueles que nos ofenderam.
Na homilia durante a Missa, comentou o Evangelho do dia no qual Jesus ensina a oração do Pai Nosso aos seus discípulos. “Jesus se dirige sempre ao Pai nos momentos fortes de sua vida”, porque conhece que é um Pai que “sabe do que precisamos antes que lhe peçamos”. É um Pai que “nos escuta às escondidas, no segredo, como Ele, Jesus, nos aconselha a rezar: no segredo”, disse o Papa.
Em seguida, o Pontífice explicou que “este Pai nos dá a identidade de filhos. Eu digo ‘Pai’, mas chego às raízes da minha identidade: a minha identidade cristã é ser filho e esta é uma graça do Espírito”.
“Ninguém pode dizer ‘Pai’ sem a graça do Espírito. ‘Pai’ é a palavra que Jesus usava quando era cheio de alegria, de emoção: ‘Pai, te louvo porque revelas estas coisas as crianças’; ou chorando, diante do túmulo de seu amigo Lázaro. ‘Pai, te agradeço porque me ouvistes’; ou ainda, nos momentos finais de sua vida, no fim”.
Portanto, “Jesus fala com o Pai. É o caminho da oração e, por isso me permito dizer, é o espaço de oração”. “Sem sentir que somos filhos, sem dizer Pai, a nossa oração é pagã, é uma oração de palavras”.
O Papa disse ainda que podemos rezar a Nossa Senhora, aos anjos e santos, mas “a pedra angular da oração é o Pai”.
“É sentir o olhar do Pai sobre mim, sentir que aquela palavra ‘Pai' não é um desperdício como as palavras das orações dos pagãos: é um chamado para Aquele que me deu a identidade de filho”.
“E depois – prosseguiu – a todos os santos, os anjos, fazemos também as procissões, as peregrinações... Tudo bonito, mas sempre começando com ‘Pai’ e com a consciência de que somos filhos e que temos um Pai que nos ama e que conhece todas as nossas necessidades”.
Mas nesta oração também se encontra a palavra “nosso” porque “somos irmãos, somos uma família”. É tão importante a capacidade de perdoar, de esquecer, de esquecer as ofensas, o hábito saudável, mas, deixemos para lá... que o Senhor faça, e não carregar o rancor, o ressentimento, o desejo de vingança”.
Deste modo, o Santo Padre convidou a “rezar ao Pai perdoando todos, esquecendo os insultos” porque “é a melhor oração que você pode fazer”.
“É bom que às vezes façamos um exame de consciência sobre isso. Para mim, Deus é Pai e eu o sinto Pai? E se não o sinto assim, peço ao Espírito Santo que me ensine a senti-lo assim. E eu sou capaz de esquecer as ofensas, de perdoar, de deixar para lá e se não, pedir ao Pai, ‘mas também estes são seus filhos, eles me fizeram uma coisa ruim... ajude-me a perdoar’? Façamos esse exame de consciência sobre nós e nos fará bem, muito bem. ‘Pai’ e ‘nosso’": nos dão a identidade de filhos e nos dão uma família para ‘caminhar’ juntos na vida”.
fonte acidigital
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Será que Virgem Maria rezou o Pai Nosso alguma vez em sua vida?

Por Maria Ximena RondónLOS ANGELES, 14 Mai. 16 / 12:00 pm (ACI).- Como maio é o mês da Virgem Maria, o arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Dom José Gómez, dedicou a reflexão de sua nova coluna intitulada “Nosso pão de cada dia” a seguinte pergunta: “Será que Nossa Senhora rezou alguma vez o Pai Nosso?”.
O Prelado assinalou que o livro dos Atos dos Apóstolos conta que, depois da Ressurreição de Cristo, na primeira comunidade cristã, a Virgem estava junto com os apóstolos quando estes se reuniam para orar.
Também recordou que Jesus ensinou aos seus apóstolos a oração do Pai Nosso, quando pediram que lhes ensinasse a rezar.
Por isso, prosseguiu Dom Gómez, ao orar junto com os apóstolos “é possível e fascinante pensar que a oração que rezamos atualmente pode ter sido rezada pela Virgem Maria”.
O Arcebispo de Los Angeles indicou que Maria já era uma mulher de oração, inclusive antes da visita do anjo Gabriel e “somente uma pessoa de oração poderia dizer ‘sim’ a Deus nesse momento da Anunciação”.
Dom Gómez acrescentou que as palavras de Maria ao anjo: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra” são “um eco das palavras Pai Nosso, ‘seja feita a Vossa vontade’”.
“O Catecismo da Igreja Católica nos diz que estas palavras são um modelo de verdadeira oração: ‘Fiat: Esta é a oração cristã: ser completamente de Deus, porque Deus é completamente nosso’. A oração, como Jesus nos ensina isso tem como fim unir nossa vida à vida de Deus, e nossa vontade à sua”, precisou o Prelado.
Nesse sentido, Dom Gómez disse que este abandono e confiança na Divina Providência podemos ver no pedido “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”.
“O propósito da oração não quer dizer a Deus o que necessitamos. Deus já sabe o que necessitamos, inclusive antes que nós peçamos a Ele. Quando pedimos a Deus ‘hoje’ o nosso ‘pão de cada dia’, estamos fazendo uma confissão: que sem Ele não podemos alimentar a nós mesmos; que só Ele pode nos dar o que necessitamos”, explicou.
Em seguida, o Arcebispo de Los Angeles assinalou: “Em cada coisa, Jesus nos chama a confiar na Providência de Deus, com a qual Ele proverá. Oramos pedindo o pão nosso de cada dia, mas não podemos nos permitir angustiar pelas preocupações materiais. Jesus disse: ‘Não se preocupem com sua vida, pelo que vão comer ou beber; nem pelo seu corpo ou pelo que vestirão’”.
O Prelado indicou que a frase “o pão nosso de cada dia nos dai hoje” também se refere ao alimento “que perdura e dá a vida eterna”, que é a Eucaristia. Além disso, “Jesus deu testemunho de que Ele era o ‘pão de Deus’ que desceu do céu e dá vida ao mundo”.
Portanto, Dom Gómez manifestou que, quando rezamos o Pai Nosso, “estamos pedindo a Jesus que venha e que se entregue a nós em sua Palavra e no Santíssimo Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Oramos como aqueles primeiros discípulos que disseram a Jesus: ‘dá-nos sempre desse pão’”.
acidigital
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Invocação: Vem, Espírito Santo, e recorda-nos as palavras boas que dizia Jesus.


A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus segundo João 20, 19-23.
Por José Antonio Pagola*
Vem, Espírito Criador, e infunde em nós a força e o alento de Jesus. Sem o teu impulso e a tua graça, não conseguiremos acreditar Nele; não nos atreveremos a seguir os Seus passos; a Igreja não se renovará; a nossa esperança apagar-se-á. Vem e contagia-nos o alento vital de Jesus!
Vem, Espírito Santo, e recorda-nos as palavras boas que dizia Jesus. Sem a Tua luz e o Teu testemunho sobre Ele, iremos esquecendo o rosto bom de Deus; o Evangelho irá converter-se em letra morta; a Igreja não poderá anunciar nenhuma notícia boa. Vem e ensina-nos a escutar só a Jesus!
Vem, Espírito da Verdade, e faz-nos caminhar na verdade de Jesus. Sem a Tua luz e a Tua guia, nunca nos libertaremos dos nossos erros e mentiras; nada novo e verdadeiro nascerá entre nós; seremos como cegos que pretendem guiar outros cegos. Vem e converte-nos em discípulos e testemunhas de Jesus!
Vem, Espírito do Pai, e ensina-nos a gritar a Deus "Abba" como o fazia Jesus. Sem teu calor e tua alegria, viveremos como órfãos que perderam seu Pai; invocaremos a Deus com os lábios, mas não com o coração; as nossas orações serão palavras vazias. Vem e ensina-nos a orar com as palavras e o coração de Jesus!
Vem, Espírito Bom, e converte-nos ao projeto do "reino de Deus" inaugurado por Jesus. Sem tua força renovadora, ninguém converterá o nosso coração cansado; não teremos audácia para construir um mundo mais humano, segundo os desejos de Deus; na tua Igreja os últimos nunca serão os primeiros; e nós seguiremos adormecidos na nossa religião burguesa. Vem e faz-nos colaboradores do projeto de Jesus!
Vem, Espírito de Amor, e ensina-nos a amar-nos uns aos outros com o amor com que Jesus amava. Sem tua presença viva entre nós, a comunhão da Igreja se fenderá; a hierarquia e o povo irão distanciando-se sempre mais; crescerão as divisões, apagar-se-á o diálogo e aumentará a intolerância. Vem e aviva em nosso coração e em nossas mãos o amor fraterno que nos torna semelhantes a Jesus!
Vem, Espírito Libertador, e recorda-nos que para ser livres nos libertou Cristo e não para nos deixarmos oprimir de novo pela escravidão. Sem tua força e tua verdade, seguir alegremente a Jesus converter-se-á em moral de escravos; não conheceremos o amor que dá vida, apenas os nossos egoísmos que a mata; apagar-se-á em nós a liberdade que faz crescer os filhos e filhas de Deus e seremos, uma e outra vez, vítimas de medos, covardias e fanatismos. Vem, Espírito Santo, e contagia-nos a liberdade de Jesus!

Instituto Humanitas Unisinos
*José Antonio Pagola: teólogo espanhol.
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Papa faz uma dura advertência aos bispos que não rezam nem anunciam o Evangelho

VATICANO, 22 Jan. 16 / 10:30 am (ACI).- Se um bispo não reza nem anuncia o Evangelho e dedica o tempo a outras coisas, debilita a Igreja, afirmou o Papa Francisco durante a homilia da Missa desta sexta-feira na capela da Casa Santa Marta, ao falar acerca da missão dos bispos e a eleição que Deus fez a cada um deles.
“Os bispos são colunas da Igreja” e “nós bispos temos esta responsabilidade de ser testemunhas”, disse o Papa. Portanto, “nossa vida deve ser um verdadeiro testemunho da Ressurreição de Cristo”.
Francisco assinalou duas tarefas específicas dos bispos: a primeira é “estar com Jesus na oração”. “A primeira tarefa do bispo não é fazer planos pastorais… não, não! É rezar”.
A segunda “é ser testemunha, isto é, pregar”. “Pregar a salvação que o Senhor Jesus nos deixou”.
São “duas tarefas não fáceis, mas são propriamente essas duas tarefas que fortificam as colunas da Igreja”.
“Se esses pilares se enfraquecem porque o bispo não reza ou reza pouco, esquece de rezar, ou porque o bispo não anuncia o Evangelho, ocupa-se de outras coisas, a Igreja também se enfraquece, sofre. O povo de Deus sofre. Porque os pilares são fracos”, afirmou.
O Evangelho do dia relata o momento no qual Jesus elege os doze Apóstolos, aos quais escolhe “para que estejam com Ele e para enviá-los a pregar com o poder de expulsar os demônios”.
Os Doze “são os primeiros bispos” e, depois da morte de Judas, Matias foi escolhido: “A primeira ordenação episcopal da Igreja”, explicou. “Testemunhas que o Senhor Jesus está vivo, que o Senhor Jesus ressuscitou, que o Senhor Jesus caminha conosco, que o Senhor Jesus nos salva, que o Senhor Jesus deu a sua vida por nós, que o Senhor Jesus é a nossa esperança, que o Senhor Jesus nos acolhe sempre e nos perdoa”.
Em seguida, Francisco esclareceu que “a Igreja sem o bispo não pode ser”, por isso “a oração de todos nós pelos nossos bispos é uma obrigação, mas uma obrigação de amor, uma obrigação de filhos em relação ao Pai, uma obrigação de irmãos, para que a família permaneça unida na confissão de Jesus Cristo, vivo e ressuscitado”.
“Por isso, eu gostaria hoje de convidar vocês a rezarem por nós, bispos. Porque nós somos pecadores, nós também temos fraquezas, também nós temos o perigo de Judas: porque também ele tinha sido eleito como uma coluna”, explicou o Santo Padre.
“Nós também corremos o risco de não rezar, de fazer algo que não seja anunciar o Evangelho e expulsar os demônios... Rezar, para que os bispos sejam o que Jesus quis, que todos sejamos testemunhas da Ressurreição de Jesus”.
O Pontífice recordou que “o povo de Deus, reza pelos bispos. Em cada Missa, se reza pelos bispos: se reza por Pedro, a cabeça do colégio episcopal, e se reza pelo bispo local”.
Entretanto, “isto é pouco, se diz o nome, e muitas vezes se diz por hábito, e se continua. Rezar pelo bispo, com o coração, pedir ao Senhor: Senhor, cuide do meu bispo; cuide de todos os bispos, e envie-nos bispos que sejam verdadeiras testemunhas, bispos que rezem, e bispos que nos ajudem, com a sua pregação, a compreender o Evangelho, para termos a certeza de que Tu, Senhor, estás vivo, e estas conosco”.
acidigital - Por Alvaro de Juana
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Reze esta oração pelo Papa Francisco no aniversário dele

Lima, 17 Dez. 15 / 03:27 pm (ACI).- Hoje, 17 de dezembro, celebramos os 79 anos do Papa Francisco e nesta ocasião compartilhamos uma breve oração, a qual pode ser rezada em família, grupo, comunidade ou de maneira pessoal para pedir pelo Santo Padre.
Oração
Deus Pai, te agradecemos por nosso irmão Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco, de maneira especial neste dia que lhe permites completar mais um ano de vida junto a sua Igreja peregrina.
Te peço que lhe concedas muitos outros anos de vida junto a nós, segundo seja Sua vontade, a fim de que possa continuar compartilhando seu amor com o mundo e, deste modo, cumprir fielmente com a importante missão que lhe encomendaste ao serviço do teu povo.
Derrama sobre ele teu Espírito Santo e concede-lhe aqueles dons necessários para que seja teu mensageiro de paz e de unidade entre as nações.
Te pedimos que o guie onde quer que esteja e o console quando se sinta desanimado ou triste.
Concede-lhe que cresça em santidade no misericordioso Sagrado Coração do teu Filho Jesus e que a Virgem Maria o auxilie cada dia com seu manto protetor.
Amém.
acidigital
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Começamos hoje a novena de Natal - 16 a 24 de dezembro

fonte acidigital
16 Dez. 15 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 16 de dezembro, começa a Novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Nestes nove dias, podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas.
Recomenda-se rezar a Virgem, São José e Menino Jesus, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador.
Para celebrar este tempo, trazemos a novena disponibilizada pelo portal da Comunidade Canção Nova.
1. Oração inicial
Deus benigno de infinita caridade que nos amastes tanto e que nos destes em vosso Filho a melhor oferta de vosso amor, para que, encarnado e feito nosso irmão no seio da Virgem, nascesse em um presépio para nossa saúde e remédio; vos damos graças por tão imenso benefício. De volta vos oferecemos, Senhor, o esforço sincero para fazer deste vosso mundo e nosso, um mundo mais justo, mais fiel ao grande mandamento de nos amarmos como irmãos. Conceda-nos, Senhor, vossa ajuda para poder realizá-lo. Pedimos-Vos que este Natal, festa de paz e alegria, seja para nossa comunidade um estímulo a fim de que, vivendo como irmãos, procuremos mais e mais os caminhos da verdade, da justiça, do amor e da paz. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
2. Oração para a família
Senhor, fazei de nosso lar um lugar de Vosso amor. Que não haja injúria porque nos dais compreensão. Que não haja amargura porque nos abençoais. Que não haja egoísmo porque nos alentais. Que não haja rancor porque nos dais o perdão. Que não haja abandono porque estais conosco. Que saibamos caminhar até vós em nosso viver cotidiano. Que cada manhã amanheça mais um dia de entrega e sacrifício. Que cada noite nos encontre com mais amor. Fazei Senhor com nossas vidas, que quisestes unir, uma página cheia de vós. Fazei, Senhor, de nossos filhos o que desejardes, ajudai-nos a educá-los, orientá-los pelo vosso caminho. Que nos esforcemos no apoio mútuo. Que façamos do amor um motivo para amar-vos mais. Que quando amanhecer o grande dia de ir a seu encontro conceda nos encontrarmos unidos para sempre em vós. Amém.
3. Oração à Virgem
Soberana Maria, te pedimos por todas as famílias de nosso país; faz com que cada lar de nossa pátria e do mundo seja fonte de compreensão, de ternura, de verdadeira vida familiar. Que estas festas de Natal, que nos reúnem ao redor do presépio onde nasceu teu Filho, nos unam também no amor, que nos façam esquecer as ofensas e nos deem simplicidade para reconhecer os enganos que tenhamos cometido. Mãe de Deus e Nossa Mãe, intercedei por nós. Amém.
4. Oração a São José
Santíssimo São José, esposo de Maria e pai adotivo do Senhor, foste escolhido para fazer as vezes de pai no lar de Nazaré. Ajudai os pais de família; que eles sejam sempre no lar a imagem do pai celestial, a teu exemplo; que cumpram a grande responsabilidade de educar e formar seus filhos, entregando-lhes, com um esforço contínuo, o melhor de si mesmos. Ajudai os filhos a entender e apreciar o abnegado esforço de seus pais. São José, modelo de marido e pai, intercedei por nós. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
5. Meditações
(De acordo com o dia da Novena)
1ª Dia – 16 de Dezembro
Vamos avaliar nossos valores de modo que o Natal seja o que deve ser: uma festa dedicada à RECONCILIAÇÃO. Dedicada ao perdão generoso e compreensivo que aprenderemos com um Deus compassivo. Com o perdão do Espírito Santo podemos nos reconciliar com Deus e com os irmãos e andar em uma vida nova.
É a boa notícia que São Paulo exclamou em suas cartas, tal como lemos em sua epístola aos Romanos 5, 1-11.
Viver o Natal é apagar as ofensas se alguém nos ofendeu e é pedir perdão se tivermos ofendido a outros. Assim, do perdão nasce a harmonia e construímos essa paz que os anjos anunciam em Belém: paz na terra aos homens que amam ao Senhor e se amam entre si. Os seres humanos podem nos ofender com o ódio ou podemos ser felizes em um amor que reconcilia. E essa boa missão é para cada um de nós: ser agentes de reconciliação e não de discórdia, ser instrumento de paz e semeadores de irmandade.
2º Dia – 17 de Dezembro
O segundo dia é dedicado à COMPREENSÃO. Compreensão é uma nota distintiva de todo verdadeiro amor. Podemos dizer que a encarnação de um Deus que se faz homem pode ler-se em chave desse grande valor chamado compreensão. É um Deus que fica em nosso lugar, que rompe as distâncias e compartilha nossos afãs e nossas alegrias. É graças a esse amor compreensivo de um Deus pai que somos filhos de Deus e irmãos entre nós. Deus, como afirma São João, nos mostra a grandeza de seu amor e nos chama a viver como filhos dele.
Ler a primeira carta de João 3, 1-10.
Se de verdade atuarmos como filhos de Deus não imitamos Caim, mas “dermos a vida pelos irmãos” (3, 16). Com um amor compreensivo, somos capazes de ver as razões dos outros e ser tolerantes com suas falhas. Se o Natal nos tornar compreensivos será um excelente Natal. Feliz Natal é aprender a nos colocarmos no lugar dos demais.
3º Dia – 18 de Dezembro
O terceiro dia é dedicado ao RESPEITO. Uma qualidade do amor que nos move a aceitar os outros tal como são. Graças ao respeito valorizamos a grande dignidade de toda pessoa humana feita à imagem e semelhança de Deus, embora essa pessoa esteja errada. O respeito é fonte de harmonia porque nos anima a valorizar as diferenças, como o faz um pintor com as cores ou um músico com as notas ou ritmos. Um amor respeitoso nos impede de julgar os outros, manipulá-los ou querer moldá-los a nosso modo.
Sempre que penso no respeito vejo Jesus conversando amavelmente com a mulher samaritana, tal como o narra São João no capítulo quarto de seu evangelho. É um diálogo sem recriminações, sem condenações e no qual brilha a luz de uma delicada tolerância. Jesus não aprova que a mulher não conviva com seu marido, mas em vez de julgá-la, a felicita por sua sinceridade. Atua como bom pastor e nos ensina a ser respeitosos se de verdade queremos nos entender com os demais.
4º Dia – 19 de Dezembro
O quarto dia é dedicado à SINCERIDADE. Uma qualidade sem a qual o amor não pode subsistir, já que não há amor onde há mentira. Amar é andar na verdade, sem máscaras, sem o peso da hipocrisia e com a força de integridade.
Só na verdade somos livres como anunciou Jesus Cristo: João 8, 32. Só sobre a rocha firme da verdade pode se sustentar uma relação nas crises e nos problemas. Com a sinceridade ganhamos a confiança e com a confiança chegamos ao entendimento e à unidade. O amor ensina a não agir como os egoístas e os soberbos que acreditam que sua verdade é a verdade.
Se o Natal nos aproximar da verdade é um bom Natal, é uma festa em que acolhemos Jesus como luz verdadeira que vem a este mundo: João 1, 9. Luz verdadeira que nos afasta das trevas nos move a aceitar Deus como caminho, verdade e vida. Que nosso amor esteja sempre iluminado pela verdade, de modo que esteja também favorecido pela confiança.
5º Dia – 20 de Dezembro
O quinto dia é dedicado ao DIÁLOGO. Toda a Bíblia é um diálogo amoroso e salvífico de Deus com os homens. Um diálogo que leva a seu cume e sua plenitude quando a Palavra de Deus que é Seu Filho, se faz carne, se faz homem, tal como narra São João no primeiro capítulo de seu evangelho. De Deus apoiado na sinceridade, assegurado no respeito e enriquecido pela compreensão, é o que necessitamos em todas nossas relações. Um diálogo em que diariamente “nos revestimos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”. Colossenses 3, 12.
O diálogo sereno que brota de um sincero amor e de uma alma em paz é o melhor presente que podemos nos dar em dezembro. Assim evitamos que nossa casa seja lugar vazio de afeto onde andamos dispersos como estranhos sob o mesmo teto. Deus concede a todos o dom de nos comunicar sem ofensas, sem julgamentos, sem altivez, e sim com apreço que gera acolhida e aceitação mútua.
6º Dia – 21 de Dezembro
O Sexto dia é para valorizar a SIMPLICIDADE. Simplicidade que é a virtude das almas grandes e das pessoas nobres. Simplicidade que foi o adorno de Maria de Nazaré tal como ela mesma o proclama em seu canto de Magnificat. “Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador porque olhou a humildade de sua serva” (Lucas 1, 47-48).
Natal é uma boa época para desterrar o orgulho e tomar consciência de tantos males que conduzem a soberba. Nenhuma virtude nos aproxima tanto dos demais como a simplicidade e nenhum defeito nos afasta tanto como a arrogância. O amor só reina nos corações humildes, capazes de reconhecer suas limitações e de perdoar sua altivez. É graças à humildade que agimos com delicadeza, sem nos crer mais do que ninguém, imitando a simplicidade de um Deus que “se despojou de si mesmo e tomou a condição de servo” (Filipenses 2, 6-11).
Crescer em simplicidade é um admirável presente para nossas relações. Recordemos que nesta pequenez há verdadeira grandeza, e que o orgulho acaba com o amor.
7º Dia – 22 de Dezembro
Sétimo dia é para crescer em GENEROSIDADE. É a capacidade de dar com desinteresse onde o amor ganha a corrida do egoísmo. É na entrega generosa de nós mesmos que se mostra a profundidade de um amor que não se esgota nas palavras. E isso é o que celebramos no Natal: o gesto sem igual de um Deus que dá a si mesmo. Isso São Paulo destaca: “soberba também na generosidade... pois conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo o qual sendo rico, por vós se fez pobre para que vos enriquecêsseis com sua pobreza”. É uma passagem bíblica em que o apóstolo convida aos Coríntios a compartilhar seus bens com os necessitados (2Cor 8, 7-15).
Sabemos amar quando sabemos compartilhar, sabemos amar quando damos o melhor de nós mesmos em lugar de dar apenas coisas. Tomemos, pois, a melhor decisão: dar carinho, afeto, ternura e perdão; dar tempo e dar alegria e esperança. São os presentes que mais valem e não custam dinheiro. Demos amor, como dizia São João da Cruz: onde não há amor coloques amor, e tirarás amor.
8º Dia – 23 de Dezembro
Oitavo dia é para assegurar a FÉ. Uma fé que é firme quando nasce de uma relação amistosa com o Senhor. Uma fé que é autêntica se está confirmada com as boas obras, de modo que a religião não seja apenas de rezas, ritos e tradições. Precisamos cultivar a fé com a Bíblia, a oração e a prática religiosa porque a fé é nosso melhor apoio na crise. Necessitamos de uma fé grande em nós mesmo, em Deus e nos demais. Uma fé sem vacilações como queria Jesus: Marcos 11, 23. Uma fé que ilumina o amor com a força da confiança, já que “o amor em tudo crê” (1Cor 13, 7).
A FÉ é a força da vida e sem ela andamos à deriva. De fato, aquele que perdeu a fé, já não tem mais nada a perder. Que bom que cuidamos de nossa fé como se cuida de um tesouro! Que bom que nos possam saudar como à Virgem: “Feliz és tu que acreditaste” (Lc 1, 45).
9º Dia – 24 de Dezembro
Nono dia é para avivar a ESPERANÇA e o AMOR. O amor e a esperança sempre vão de mãos dadas com a fé. Por isso, em seu hino ao amor, São Paulo nos mostra que o amor crê sem limites e espera sem limites (1Cor 13, 7). Uma fé viva, um amor sem limites e uma esperança firme são o incenso, o ouro e a mirra que nos dão ânimo para viver e coragem para não cair.
É graças ao amor que sonhamos com altos ideais e é graças à esperança que os alcançamos. O amor e a esperança são as asas que nos elevam à grandeza, apesar dos obstáculos e das insipidezes. Se amarmos Deus, amamos nós mesmos e amamos os outros, podemos obter o que sugere São Pedro em sua primeira carta: “Estejam sempre dispostos a dar razão de sua esperança. Com doçura, respeito e com uma boa consciência” (3, 15-16). Se acendermos a chama da esperança e o fogo do amor, sua luz radiante brilhará no novo ano depois que se apaguem as luzes do Natal.
6. Oração ao menino Deus:
Senhor, Natal é a lembrança de teu nascimento entre nós, é a presença de teu amor em nossa família e em nossa sociedade. Natal é certeza de que o Deus do céu e da terra é nosso Pai, que tu, Divino Menino, é nosso irmão. Que esta reunião junto a teu presépio nos aumente a fé em sua bondade, comprometa-nos a viver verdadeiramente como irmãos, nos dê valor para matar o ódio e semear a justiça e a paz. Ó Divino Menino, ensina-nos a compreender que onde há amor e justiça, ali estas tu e ali também é Natal. Amém.
(Rezar um Glória ao Pai)
7. Gozos
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó sapiência suma de Deus soberano que ao nível de um menino te rebaixaste. Ó Divino infante, vem para nos ensinar a prudência que faz verdadeiros sábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Menino do presépio nosso Deus e irmão, tu sabes e entendes da dor humana; que quando sofrermos dores e angústias sempre lembremos que tu nos salvaste.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó luz do oriente, sol de eternos raios que entre as trevas seu esplendor vejamos, Menino tão precioso, sorte do cristão, ilumina o sorriso de seus doces lábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Rei das nações, ilustre Emanuel, de Israel pastor. Menino que apascenta com suave cajado a ovelha arisca ou o cordeiro manso.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Abram-se os céus e chova do alto o bom orvalho, como santa irrigação. Venha belo menino, venha Deus encarnado; brilha bela estrela, brota a flor do campo.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Tu te fizeste Menino em uma família cheia de ternura e calor humano. Que vivam os lares aqui congregados o grande compromisso do amor cristão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Do fraco és auxílio, do enfermo és amparo, consolo és do triste, luz do desterrado. Vida de minha vida, meu sonho adorado, meu constante amigo, meu divino irmão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem diante de meus olhos por ti enamorados, ora beije teus pés, ora beije tuas mãos. Prosternado em terra, te estendo os braços e, mais do que minhas frases, te diz meu pranto.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Faz de nossa pátria uma grande família; semeia em nosso chão teu amor e tua paz, nos dê fé na vida, nos dê esperança e um sincero amor que nos una mais.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem nosso Salvador, por quem suspiramos! Vem às nossas almas, vem, não demores tanto!
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Preparar-nos para a vinda do Senhor

Primeiro Domingo do Advento abre um novo ano litúrgico e nos projeta para o final dos tempos.
Por Marcel Domergue*
Referências bíblicas:
1ª leitura: "Farei brotar de Davi a semente da justiça" (Jeremias 33,14-16)
Salmo: 24(25) R/ Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!
2ª leitura: "Que ele confirme vossos corações, na vinda do Senhor Jesus" (1 Tessalonicenses 3,12- 4,2)
Evangelho: "A vossa libertação está próxima" (Lucas 21,25-28.34-36)

Apocalipse e escatologia
O evangelho de hoje faz parte do gênero apocalítico, que muitas vezes é confundido com o escatológico. A escatologia diz respeito ao que vem no fim. Na perspectiva cristã, o fim é o cumprimento, o coroamento da obra de Deus. A palavra apocalipse significa revelação. Revelação de quê? Para a Bíblia, trata-se da revelação do sentido dos acontecimentos que se estendem do começo até o fim. Trata-se, pois, muito simplesmente, da história lida com os olhos da fé. Os apocalipses anunciam o futuro? Com certeza não, se por futuro estivermos entendendo os precisos acontecimentos que irão figurar nos livros de história. Mas revelam-nos o sentido do futuro. Sentido este que, aqui, quer dizer significação (o que isto quer dizer) e direção (aonde isto nos conduz). Tudo o que vivemos hoje é opaco; estamos mergulhados em acontecimentos que não dominamos. São resultado de dados naturais e da liberdade humana agindo sobre eles ou a eles reagindo, de modo muitas vezes anárquico e, ainda, no mais das vezes, de modo maléfico. Então, onde vai dar tudo isto? Ou não vai dar em lugar algum?

O Filho do homem vem julgar
Faz dois mil anos que o Cristo veio ao mundo. Nesta sua primeira vinda, ele nos libertou, desatou as nossas amarras, para que pudéssemos cumprir alguma coisa. Abriu-nos as portas da prisão. E aqui estamos nós, ao ar livre, com tudo por fazer! Mas podemos destruir e, ou, construir. É o fim da sujeição a toda religião ritual; o fim da escravidão da economia e da política; o fim da nossa submissão às "potestades e dominações", naturais ou humanas. Está tudo por fazer, ainda uma vez, mas agora temos as mãos livres para isto. É o fim do mundo que nos oprime. E, estando deste modo livres, temos sempre a possibilidade terrível de reconstruir as nossas antigas escravidões. Mas o Cristo vem até nós todos os dias. Ele é "aquele que vem". O Natal é a celebração desta sua vinda permanente. Vinda que, como a primeira, é também apocalipse. De fato, estas barreiras, estas prisões, estes diversos condicionamentos, tudo isso que João chama de "o mundo", tudo isso faz parte de nós, da nossa carne. E faz-nos mal também libertar-nos de tudo isso. É a morte começada. Escolher ser mais homem, ser mais, em conformidade com o homem completo do final dos tempos, supõe que, a cada vez, a cada escolha, leve-se à morte as maneiras todas que temos de ser menos homem; e que nos seduzem. Esta função "destruidora" do Cristo não atua apenas junto a cada um de nós: a fé está sempre a julgar o mundo, sem cessar; as suas instituições, seus projetos e suas realizações. O Cristo vem como a espada de dois gumes, operando as devidas separações.

A profecia do fim
Este que vem ao mundo para, a uma só vez, destruir e criar ou, antes, para a criação através da destruição, é o Cristo. O Cristo em seu mistério de morte e de vida. O que espera o mundo e o que o mundo espera é a Páscoa. A Páscoa do mundo. E o que vale para cada um de nós, vale para todo o universo em seu conjunto. Como? Quando? São questões que não têm sentido, pois, tudo já começou. Começou sim, e um dia irá terminar. Jesus, e também Paulo, seguindo-o (segunda leitura), nos dão a instrução para manter-nos "de pé" na hora da vinda do Filho do homem. De pé, quer dizer, em estado de vigília. O que significa isto? Que sempre corremos o risco de não ver, de ignorar, de não identificar a vinda destrutiva e criadora do Senhor. Não vemos o que é preciso recusar e o que é preciso promover. Deus nos surpreende sempre, e é preciso estar vigilantes para não tomarmos por vida o que é contra a vida, só causando morte. A escatologia nos diz que até mesmo o nosso mal, até mesmo a vitória do adversário neste combate criador, ganha o sentido da vida. Tudo o que sofremos e todo o mal que fazemos está condenado a tornar-se caminho, um passo a mais para o dia do Cristo (ver a primeira leitura). A vinda do Cristo que anunciamos no Natal e que, através da celebração do Advento, estamos preparando, é esta vinda de sempre, a vinda permanente que se realiza através de todas as coisas. Ela se faz significar pelo nascimento de Jesus e esperamos o seu cumprimento final no que chamamos de “a volta do Cristo”. O Apocalipse termina com as palavras "Vem, Senhor Jesus". O mundo está sofrendo as dores deste parto.
Sítio Croire
*Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês.
29/11/2015  |  domtotal.com
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Uma liturgia familiar para celebrar o Advento

 26 Nov. 15 / 04:00 pm (ACI).- Durante o Advento, é tradição ter a coroa como uma forma de se preparar para o nascimento de Jesus. A cada domingo, uma vela é acesa. Para esse tempo especial, a ACIDigital preparou um conteúdo de Liturgia familiar com a Coroa do Advento, disponibilizado aos leitores.
Esta é uma ocasião especial para ser vivida em família, quando os membros se reúnem para, juntos, fazerem essa caminhada em direção à chegada do Salvador. A cada semana, pode-se seguir um dia dessa liturgia que traz reflexões, leituras bíblicas, preces e canções.
Para ler e baixar a Liturgia Familiar com a Coroa do Advento, acesse:http://www.acidigital.com/liturgiadoadvento.pdf
Confira também:
Cinco detalhes sobre a Coroa do Advento que talvez você desconheça
fonte-acidigital
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Papa adverte sacerdotes e consagrados sobre o pecado do qual Deus tem nojo

NAIROBI, 26 Nov. 15 / 03:25 pm (ACI).- O Papa Francisco improvisou hoje um discurso em espanhol durante seu encontro com o clero, religiosos, religiosas e seminaristas para falar-lhes “do fundo do coração a casa um de vocês”. Na mensagem, o Santo Padre lhes advertiu sobre um pecado do qual Deus tem nojo”.
O Santo Padre recordou que “São Paulo dizia aos seus discípulos ‘lembre-te de Jesus Cristo, lembre-te de Jesus Cristo crucificado’”, e assinalou que “quando um consagrado, uma consagrada, um sacerdote se esquece de Cristo crucificado, pobrezinho, caiu em um pecado muito feio, um pecado que dá nojo a Deus, que O faz vomitar, o pecado da tibieza”.
“Queridos sacerdotes, irmãs, irmãos, cuidem para não cair no pecado da tibieza”, exortou o Papa.
Francisco pediu aos sacerdotes e consagrados que “nunca se afastem de Jesus, ou seja, nunca deixem de orar. ‘Padre, mas às vezes é tão chato rezar, alguém se cansa, dorme’. Dormir diante do Senhor é uma maneira de rezar, mas fique aí diante do Senhor, rezem, não deixe a oração”.
O Papa advertiu: “Se um consagrado deixa a oração de lado, a alma seca e fica com uma aparência feia. A alma de um sacerdote que não reza é feia. Desculpa, mas é assim”.
O Santo Padre questionou: “Eu deixo de dormir, de escutar rádio, de assistir televisão ou ler revistas para rezar? Ou prefiro dedicar o meu tempo diante daquele que começou a obra e que a está terminando em cada um?”.
“Jesus começou sua obra no dia em que nos olhou no batismo, no dia em que nos olhou depois, quando nos disse ‘se tiverem vontade, sigam-me, e deste modo, nós começamos o caminho’, mas o caminho o começou Ele, não nós”.
Além disso, Francisco precisou que “no seguimento de Jesus Cristo seja no sacerdócio, seja na vida consagrada, entra-se pela porta, a porta é Cristo, Ele chama, Ele começa e vai fazendo o trabalho”.
“Alguns querem entrar pela janela. Isso é impossível”, indicou e pediu: “Se veem algum companheiro ou uma companheira que entrou pela janela, abrace-o e lhe explique que melhor é ir embora e servir a Deus em outro lugar, porque nunca vai chegar a um bom término uma obra que não foi começada por Jesus, pela porta”.
Isto, destacou, “nos deve levar a uma consciência de que fomos escolhidos. Me olharam, me escolheram”.
“Alguns não sabem por que Deus os chamou, mas sentem que Deus os chamou. Vão tranquilos, Ele lhes fará compreender o porquê”.
“Existem outros que querem seguir o Senhor, mas com interesse, por interesse”, advertiu o Santo Padre e recordou o caso “da mãe de Tiago e João, que disse: ‘Senhor quero te pedir que quando parta a torta dê a parte maior aos meus dois filhos, um a tua direita e outro a tua esquerda’”.
“Está a tentação de seguir Jesus por ambição, ambição de dinheiro, ambição de poder”, indicou e sublinhou: “No seguimento de Jesus não há espaço para aqueles com ambições de poder e riqueza, e que querem ser uma pessoa importante no mundo”.
“Para segui-Lo é preciso ir até o último passo, que é a cruz, e então Ele mesmo se encarrega da ressurreição”, assinalou.
O Papa recordou que a “Igreja não é uma empresa, não é uma ONG. A Igreja é um mistério, mistério do olhar de Jesus sobre cada um que Ele diz: segue-me”.
Em seguida, destacou: “É evidente que Jesus quando nos elege não nos canoniza, seguimos sendo os mesmos pecadores. Todos somos pecadores, eu por primeiro, porém, temos diante de nós o amor e a ternura de Jesus”, disse.
“Vocês lembram do Evangelho no qual o apóstolo Tiago chorou? E quando o apóstolo João chorou? E quando algum outro apóstolo chorou? Somente aparece no Evangelho um apóstolo que chorou, vendo que era pecador. Tão pecador era que tinha traído o seu Senhor. E quando percebeu isso, chorou”, disse Francisco e assinalou: “Depois Jesus o chamou a ser Papa. Quem compreende Jesus? É um mistério”.
“Nunca deixem de chorar”
“Quando em um sacerdote, em um religioso ou religiosa as lágrimas secam, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, pela dor do mundo, chorar pelas pessoas descartadas, pelos idosos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos”, disse ainda Francisco.
“Nenhum de nós tem todas as respostas aos ‘porquês’. Jesus é a única resposta para certas situações da vida”, frisou o Papa. “Cada vez que eu saúdo uma criança com uma doença rara, me pergunto: por que aquela criança? Não tenho resposta, somente olho para Jesus na cruz”.
“Existem algumas situações na vida que somente nos levam a chorar olhando Jesus na cruz e essa é a única resposta para certas injustiças, para certas dores e situações na vida”, assinalou.
Servir e não servir-se da Igreja
O Papa recordou aos sacerdotes e consagrados que eles foram escolhidos por Jesus para servir. “Servir ao povo de Deus, aos pobres, aos descartados, servir às crianças e aos idosos, e servir também às pessoas que não são conscientes da soberba e do pecado que está dentro delas”.
“Deixar-se escolher por Jesus é deixar-se escolher para servir. Não para ser servido”, assinalou.
Francisco recordou ainda que “há mais ou menos um ano, houve um encontro de sacerdotes” para uns exercícios espirituais. Nessa ocasião, “cada dia havia um turno de sacerdotes que eram encarregados de servir a comida”.
“Alguns deles reclamaram: ‘nós devemos ser servidos, nós pagamos, podemos pagar para que nos sirvam’. Por favor, que isto nunca aconteça na Igreja”, pediu o Papa.
Antes de finalizar o seu discurso improvisado em espanhol, o Pontífice assegurou que se emociona quando depois de uma Missa saúda sacerdotes e religiosas que durante décadas servem em hospitais ou em missões afastadas.
“Fico profundamente emocionado, pois esta mulher ou este homem entendeu que seguir Jesus é servir aos outros e não servir-se dos outros”, disse.
O Papa agradeceu aos consagrados do Quênia por seguirem Jesus, por todas as vezes que se sentem pecadores, por toda carícia de ternura que eles dão e pelas vezes que ajudaram alguém a morrer em paz. “Obrigado por darem esperança na vida. Obrigado por ajudar, corrigir e perdoar a cada dia. E lhes peço também que não se esqueçam de rezar por mim, porque eu preciso de orações”, concluiu.
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São Francisco da Penitência OFS Cabo Frio | by TNB ©2010