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Papa Francisco convida a crer em Deus para sair do desespero e da morte

                       Papa abençoa uma menina ao início da Audiência Geral. Foto: Lucía Ballester / ACI Prensa
VATICANO, 29 Mar. 17 / 09:30 am (ACI).-Por Álvaro de Juana- Na catequese desta quarta-feira na Audiência Geral, o Papa Francisco recordou a figura de Abraão, “Pai da fé”, que acreditou contra toda esperança, confiou e descobriu que Deus faz sair do desespero.
Abraão também “é pai na esperança e isso porque em sua vida já podemos acolher o anúncio da ressurreição, da vida nova que vence o mal e a própria morte”.
“O Deus que se revela a Abraão é o Deus que salva, o Deus que faz sair do desespero e da morte, o Deus que chama à vida. Na história de Abraão, tudo se torna um hino ao Deus que liberta e regenera, tudo se torna profecia”.
O Papa comentou a carta de São Paulo aos Romanos, que diz que Abraão, “acreditou, sólido na esperança, contra toda esperança”, dado que Deus lhe tinha prometido descendência embora fosse idoso e sua mulher estéril. “Neste ponto, Paulo nos ajuda a compreender a relação muito estreita entre a fé e a esperança”, acrescentou.
“Nossa esperança não se apoia sobre raciocínios, previsões e garantias humanas, se manifesta lá onde não há mais esperança, onde não há nada mais a esperar, precisamente como ocorreu com Abraão, diante da sua morte iminente e da esterilidade da sua mulher Sara”.
Francisco assegurou que “a grande esperança está enraizada na fé e precisamente por isso é capaz de ir além de qualquer esperança. Sim, porque não se baseia em nossa palavra, mas na Palavra de Deus”,
“Neste sentido somos chamados a seguir o exemplo de Abraão, o qual mesmo diante da evidência de uma realidade que parece voltada à morte, confia em Deus”.
“Este é o paradoxo e, ao mesmo tempo, o elemento mais forte, mais elevado, da nossa esperança! Uma esperança baseada em uma promessa que do ponto de vista humano parece incerta e imprevisível, mas que se manifesta até mesmo diante da morte, quando quem a promete é o Deus da Ressurreição e da vida”.
O Santo Padre concluiu pedindo a Deus “a graça de permanecer firmes não tanto em nossas seguranças, em nossas capacidades, mas na esperança que brota da promessa de Deus, como verdadeiros filhos de Abraão”. Assim, “nossa vida terá uma nova luz, na certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho ressuscitará a nós também, tornando-nos uma só coisa com Ele, junto de todos os nossos irmãos na fé”.
ACIdigital
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São João Batista


Por Dom Fernando Arêas Rifan*


Amanhã (24), celebraremos a festa de São João Batista, um dos santos “juninos”, ao lado de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29). Serve para nossa edificação, ainda mais hoje, o exemplo daquele de quem Jesus disse: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11).

João Batista, assim cognominado pelo batismo que administrava, foi o precursor de Jesus, aquele que o apresentou ao povo de Israel. Filho de Zacarias e Isabel, foi santificado ainda no seio materno quando da visita de Nossa Senhora, já grávida do Menino Jesus. Por isso a Igreja festeja, no dia 24, o seu nascimento, ao contrário de todos os outros santos, dos quais ela só comemora a morte, ou seja, seu nascimento para o Céu.

Desde criança, retirou-se para o deserto para fazer penitência e se preparar para sua futura missão. Alguns acham que ele teria vivido entre os Essênios, comunidade monacal do deserto vizinho ao Mar Morto. Ministrava ao povo o batismo de penitência, ao qual Jesus também acorreu, por humildade. Sua pregação era: “Convertei-vos, pois o reino dos Céus está próximo... Produzi fruto que mostre vossa conversão... Eu vos batizo com água, para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu não sou digno nem de levar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3, 2, 8, 11).

Jesus, no começo do seu ministério público, quis também, por humildade, misturando-se aos pecadores, ser batizado por João. João quis recusar, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?... Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba e vir sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: ‘Este é o meu filho amado; nele está o meu agrado’” (Mt 3, 14, 16-17).

São João Batista era o homem da verdade, sem acepção de pessoas. Por isso admoestava o Rei Herodes contra o seu pecado de infidelidade conjugal e incesto, o que atraiu a ira da amante do rei, Herodíades, que instigou o rei a metê-lo no cárcere. No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou na frente dos convivas, o que levou o rei, meio embriagado, a prometer-lhe como prêmio qualquer coisa que pedisse. A filha perguntou à mãe, que não perdeu a oportunidade de vingar-se daquele que invectivava seu pecado. Fez a filha pedir ao rei a cabeça de João Batista. João foi decapitado na prisão, merecendo o elogio de Jesus, por ser um homem firme e não uma cana agitada pelo vento.

Assim, a virtude que mais sobressai em João Batista, além da sua humildade e penitência, é a firmeza de caráter, tão rara hoje em dia, quando muitos pensam ser virtude o saber “dançar conforme a música”, ser uma cana que pende de acordo com o vento das opiniões, o pautar a vida pelo que dizem ou acham e não pela consciência reta, voz de Deus em nosso coração. João Batista foi fiel imitador de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, que, como disse o poeta João de Deus, “morreu para mostrar que a gente pela verdade se deve deixar matar”.

CNBB 22-06-2016.

*Dom Fernando Arêas Rifan: Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.
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A cidade santa: obra de Deus e dos homens


             
                               O caminho da solidariedade e da justiça, rumo à cidade santa.
Temos que colocar na mente e no coração o nascimento do precursor.
Por Geovane Saraiva*
João Batista preparou o povo para o início da missão pública de Jesus, dizendo com todas as letras que ele mesmo caminharia à frente do Cristo Jesus, anunciando que os sinais dos tempos chegaram e as promessas anunciadas por Zacarias estavam para se realizar. O seu vibrante convite foi o de acordar o povo do sono, muitas vezes profundo, para reconhecer o Salvador como o Sol que veio nos visitar; que temos que colocar na mente e no coração o nascimento do precursor, a indicar-nos o caminho da solidariedade e da justiça, rumo à cidade santa, que é obra de Deus e também obra das pessoas de boa vontade que aceitam o projeto de Deus anunciado por João Batista.
Ele é lembrado como uma pessoa que viveu com muita seriedade e com muito rigor, na austeridade e na penitência, defensor da verdade e da justiça, prometendo tempos bons e o futuro tão esperado pela humanidade. Uma figura humana, ungida e santa, de tal modo, segundo o Livro Sagrado, que ainda no seio materno exultou com o Salvador da humanidade que estava para chegar. Seu nascimento trouxe grande alegria, não só pela esterilidade de seu Pai, Zacarias, que se transformou em fecundidade, e o homem mudo passou a ser um profeta corajoso e exuberante (cf. Lc 1, 57s), mas como sinal e farol da realização das promessas redentoras, com tempos novos e messiânicos.
Como é belo e maravilhoso olhar para a grandeza do homem, a partir da austeridade e humildade, alimentando-se de gafanhotos e mel da selva, figura humana e divina que recebeu o maior de todos os elogios do seu Mestre e Senhor, ao afirmar: “Dos nascidos de mulher, ninguém é maior que João Batista” (Mt, 11, 11). É por isso mesmo que somos convidados a falar bem alto, com palavras e com a própria vida, da renúncia, da doação e da generosidade, tendo diante dos olhos e na mente o maior de todos os profetas, que mostrou ao mundo a salvação que chegou para todos.
João, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, conhecido como o precursor de Cristo pelo anúncio da palavra e na entrega de sua vida, tendo nascido seis meses antes do Messias de Deus, não exerceu função sacerdotal, a exemplo do seu pai Zacarias, mas foi mostrado ao mundo como pregador, como um homem que desempenhou bem sua função, anunciando um batismo de penitência para o perdão dos pecados. Seu grande trunfo encontrava-se na vinda do Salvador da humanidade. Sua vocação profética, desde o ventre materno, reveste-se de algo extraordinário, repleto de júbilo messiânico, ao preparar o nascimento do Salvador da humanidade.
Vemos, com clareza, os olhos cheios de lágrimas do Papa Francisco e de muitos irmãos, ao contemplar a realidade do mundo, com cidades e povos alheios e distantes do projeto de Deus, anunciado por João Batista. Que tais sinais possam se transformar em esperança, como algo alentador, no sonho de tempos novos, dentro do contexto da natividade de São João Batista, transformando-nos de verdade em artífices do Reino de Deus, na busca de um mundo de justiça, solidariedade e paz. Assim seja!
*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com
23/06/2016 | domtotal.com
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Só em Cristo é possível encontra a verdadeira paz

              Ângelus: Papa Francisco explica que significa "carregar a cruz" e seguir a Cristo

VATICANO, 19 Jun. 16 / 12:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- "Quem é Jesus para cada um de nós?" foi o convite do Papa Francisco para refletir antes da Oração do Ângelus dominical, onde explicou aos fiéis o que significa carregar a cruz pessoal para seguir o Senhor e levá-lo a um mundo que " mais do que nunca precisa de Cristo."
O Santo Padre refletiu sobre o Evangelho do dia para explicar aos fiéis as palavras de Jesus quando diz: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz de todos os dias e siga-Me”. 
“Não se trata de uma cruz ornamental, ou ideológica, mas é a cruz da vida, do próprio dever, do sacrificar-se pelos outros com amor, pelos pais, pelos filhos, pela família, pelos amigos e também pelos inimigos, é a cruz da disponibilidade a ser solidários com os pobres, a empenhar-se pela justiça e a paz.”
O Pontífice assinalou que "ao assumir esta atitude, estas cruzes, sempre perdemos algo. Nunca devemos esquecer que ‘quem perde a sua vida - por Cristo – a salvará’. Perde a sua vida para ganhá-la. E recordemos todos os nossos irmãos que ainda colocam em prática estas palavras de Jesus, oferecendo seu tempo, seu trabalho, suas fadigas e inclusive a própria vida para não negar a sua fé em Cristo”.
O Papa recordou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, que "Jesus, mediante o seu Santo Espírito, nos dá a força de andar em frente no caminho da fé e do testemunho. E neste caminho sempre está próxima de nós Nossa Senhora”.
Em sua reflexão, o Papa Francisco disse que o Evangelho deste domingo também "nos chama mais uma vez para nos confrontar ‘cara a cara’ com Jesus."
O Santo Padre explicou que naquela época as pessoas "consideravam Jesus um grande profeta, mas ainda não eram conscientes da sua verdadeira identidade, ou seja, que Ele era o Messias, o Filho de Deus, enviado pelo Pai para a salvação de todos".
Jesus dirigiu-se, então, diretamente aos discípulos perguntando: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” A esta interrogação, os discípulos apressaram-se a responder que “alguns dizem que Jesus é João Batista, outros que é Elias, outros que é um antigo profeta que ressuscitou”.
No entanto, Jesus pergunta aos apóstolos: "E vós, quem dizeis que Eu sou?". “Em seguida, em nome de todos, Pedro responde: “Tu és o Messias de Deus”, ou seja,” Tu és o Messias, o Ungido de Deus, enviado por Deus para salvar seu povo conforme a Aliança e a promessa”.
"Então Jesus percebe que os Doze, e em particular Pedro, receberam do Pai o dom da fé; e por isto começa a falar abertamente daquilo que o espera em Jerusalém, ou seja, que o Filho do Homem deve sofrer muito, ser recusado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”.
Francisco disse que "estas perguntas de Jesus são hoje também feitas a cada um de nós: Quem é Jesus para os homens do nosso tempo? Mas o outro é mais importante: Quem é Jesus para cada um de nós?".
O Papa disse que "somos chamados a fazer da resposta de Pedro a nossa resposta, professando com a alegria que Jesus é o Filho de Deus, o Verbo eterno do Pai, que se fez homem para redimir a humanidade, derramando sobre ela a abundância da misericórdia divina. Mais do que nunca o mundo precisa de Cristo, da sua salvação, do seu amor misericordioso”.
"Muitas pessoas experimentam um vazio ao seu redor e dentro de si mesmo - talvez às vezes nós também - ; outros vivem em ansiedade e insegurança por causa da insegurança e conflito. Todos temos necessidade de respostas adequadas às nossas profundas interrogações existenciais. “Em Cristo, só n’Ele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de cada humana aspiração. Jesus conhece o coração do homem como nenhum outro. Por isto pode-o sarar, dando-lhe vida e consolação”, concluiu o Santo Padre.
fonte acidigital
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Quem é Jesus?

Por Cardeal OraniTempesta*
A Palavra que permeia o 12º Domingo do Tempo Comum coloca-nos diante da questão fundamental de nossa fé: quem é Jesus de Nazaré? (cf. Lc 9,18-24) Vejamos um detalhe importantíssimo: Jesus distingue a pergunta sobre a opinião do mundo daquela outra, sobre a fé dos discípulos. “Quem diz o povo que eu sou”? E as opiniões são humanas e, portanto, incompletas, parciais, superficiais: “Uns dizem que és João Batista; outros que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Ainda hoje é assim: o mundo não poderá jamais compreender Jesus em sua profundidade e verdade última. Uns acham-No um sábio; outros, um iluminado, ou um filósofo, ou um humanista, ou um revolucionário romântico; outros O acham um alienado ou um falso profeta... Em geral, o mundo atual O vê quase como um mito, bonzinho, romântico, mas sem muitas consequências práticas. Hoje, ainda mais, as críticas e perseguição ao cristianismo aumentam.
Porém, Jesus pergunta também aos discípulos e, consequentemente, pergunta a nós: “E vós, quem dizeis que eu sou”? A resposta de Pedro é completa: “Tu és o Cristo, o Ungido, o Messias de Deus”. Esta resposta não veio da lógica humana, da inteligência ou da esperteza de Pedro. Em Mateus, Jesus afirma-o claramente: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). A afirmação do Senhor é clara, direta e gravíssima: carne e sangue, isto é, só a inteligência humana não pode alcançar quem é Jesus! Somente na revelação do Pai, ou seja, somente na experiência da fé da Igreja, nós podemos ter acesso ao mistério de Cristo, à Sua realidade profunda. As pessoas, os sociólogos, os historiadores, os filósofos alcançam a figura histórica e a interpretam! Os cristãos, os que têm o dom do Espírito Santo, veem mais profundamente e mais longe: conseguem enxergar o Filho de Deus, o Verbo que se fez carne e veio habitar entre nós e nos salvou com a morte na Cruz, e hoje está Ressuscitado, vivo entre nós.
Portanto, não nos deve surpreender se o mundo tem dificuldade de crer realmente, de aceitar seriamente o Cristo e as exigências do Seu Evangelho! As revistas, jornais, programas de rádio e televisão, intervenções nas redes sociais, as discussões históricas, sociológicas, antropológicas continuarão a ver Jesus segundo seus óculos ou pontos de vista humanos. Elas não conseguem penetrar no núcleo do seu mistério; ficam sempre no limiar, na soleira. Então, é na escuta fiel e devota da Palavra, na oração pessoal, na vida da comunidade eclesial, no empenho sincero e sacrificado de viver o Evangelho com suas exigências e, sobretudo, na celebração dos santos mistérios, que podemos fazer uma experiência autêntica de quem é Jesus. Não cremos simplesmente no Jesus que a ciência ou a história podem apreender; cremos no Cristo crido, adorado, experimentado e anunciado pela Igreja, a partir do testemunho dos apóstolos!
Porém, ao crer em Jesus, o Verbo de Deus, a nossa vida deve se transformar e mudar de tal forma que, mesmo os que não creem na revelação cristã e enxergam apenas o lado humano devem ser impactados para perguntar-se sobre o porquê do tipo de vida dos cristãos e seus testemunhos.
O núcleo do mistério de Cristo é o mistério de sua cruz! Observe-se bem: assim que Pedro afirma que Jesus é o Messias, ele precisa, esclarece que tipo de Messias ele é: "O Filho do homem deve sofrer muito, ser rejeitado... deve ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Somente na cruz o discípulo pode reconhecer em profundidade o seu Senhor. Mas, a cruz não é uma teoria; é uma realidade em nossa vida e na vida do mundo: a cruz da solidão, do fracasso, da doença, das lágrimas, da pobreza, da morte... Somente quando abraçamos na nossa cruz a cruz de Cristo, podemos, então, compreendê-Lo: “Se alguém me quer seguir, quer ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me”! Fora da cruz, fora do seguimento de Cristo até o fim, não há verdadeiro conhecimento do Senhor, não há a mínima possibilidade de uma verdadeira comunhão com Ele. São Paulo nos emociona, quando afirmou: “O que era para mim lucro eu o tive como perda, por amor de Cristo”. Mais ainda: “tudo eu considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. O Papa Francisco, no domingo passado, ao falar no jubileu das pessoas com deficiência, deixou-nos uma página extraordinária de reflexão sobre esse tema.
O cristianismo é radical na sua essência, é incompreensível ao mundo “A linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem”! (1Cor 1,18) – Será que não andamos meio esquecidos disso? E, no entanto, “para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus”. (1Cor 1,19). Na fé, contemplamos a cruz do Senhor, tão dura para Ele e para nós, e vemos nela a fonte de purificação e de vida de que fala a Primeira Leitura da missa de hoje (Cf. Zc 12,10-11;13,1). Do coração amoroso e ferido do Cristo brota a vida do mundo e o sentido último da nossa existência. As palavras são impressionantes: “Derramarei um Espírito de graça e de oração... Eles olharão para mim. Quanto aos que traspassaram, haverão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele o que se sente pela morte de um primogênito. Naquele dia, haverá uma fonte acessível para a ablução e a purificação”.
O seguimento de Cristo leva os cristãos a experimentarem em suas vidas a mesma sorte do Cristo de Deus: tornados filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, todos foram batizados em Cristo e se revestiram de Cristo (Gl3, 26-28). Este processo de ser batizado em Cristo e revestir-se Dele continua através da vida. É tomar a cruz todos os dias e segui-Lo. É perder a vida por causa de Cristo para salvá-la. O Beato Paulo VI em seu documento sobre a Evangelização (EN) resume bem tudo isso: “os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres, e, se escutam os mestres, é porque são testemunhas”.

SIR 19/06/2016 | domtotal.com
Dom Orani João, Cardeal Tempesta é arcebispo metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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Solenidade da Santíssima Trindade

Hoje, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade, o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou esse mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e de Si mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (430) dizia que o Espírito Santo procede do Pai, enquanto fonte primeira, e pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão (A Trindade, 15,26,47).
Só existe um Deus, mas n’Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, mas Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.
Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras: Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois. Quando se fala dessas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância (XI Conc. Toledo, DS 675).
São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2).
O Concílio de Niceia, ano 325, confirmou toda essa verdade: "Cremos […] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. […] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas" (Credo de Niceia).

22/05/2016 | domtotal.com
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Como é grande o vosso nome

               “Quando dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo João 16,12-15.

Por Marcel Domergue*
Referências bíblicas:
1ª leitura: "A Sabedoria foi constituída antes das origens da terra" (Provérbios 8,22-31)
Salmo: Sl 8 - R/ Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
2ª leitura: "Em paz com Deus, por meio de Jesus Cristo, no amor derramado pelo Espírito" (Romanos 5,1-5)
Evangelho: "Tudo o que o Pai possui é meu; o Espírito receberá do que é meu e vo-lo anunciará" (João 16,12-15)
A Sabedoria do começo
Não passemos depressa demais por nossa 1ª leitura. O Novo Testamento vê em Cristo a Sabedoria de Deus, por isso ficamos sabendo que Cristo está aí desde o começo. O Cristo sim, digo bem: este mesmo Cristo de sempre, que se tornou homem em Jesus de Nazaré, quando “os tempos se cumpriram”.
Este Jesus dos nossos evangelhos é precisamente a quem Paulo se refere, em Colossenses 1,15-20: “Ele é a imagem do Deus invisível (a visibilidade do invisível), primogênito de toda criatura; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra.”
1. Paulo não fala somente do Verbo, comoSão João no início de seu Prólogo: para ele, o “Verbo encarnado” já estava aí bem antes do aparição do homem. A Sabedoria no livro dos Provérbios é o Verbo, operando em todas as coisas para produzir a Imagem e Semelhança de que fala Gênesis 1.
Esta expressão que define o homem define em primeiro lugar o Filho no qual Deus se conhece e se reconhece. Com Jesus, revela-se à luz do dia o que se encontra fora do tempo. Deus, em Jesus, revela-se saído de Si mesmo: “generosidade expansiva”, conforme o biblista Paul Beauchamp.
Não há Deus, de um lado, e, de outro, como se fosse algo a mais, esta generosidade. Não! Ele é esta generosidade. “Deus é amor”. Para Ele, existir consiste em que aconteça este “face a face semelhante a Si mesmo”, sendo, no entanto, Outro. Um Outro tirado de Si mesmo (Gênesis 2,18 e 22-24). Isso é o que nos ensina a vinda de Jesus. Ver: Tito 3,4 e 1Jo 1,1-4.
O Espírito e a Sabedoria
Encontra-se na Sabedoria "um Espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil...” (Sabedoria 7,22). Este Espírito é “artífice do mundo”. Mas quem, então, é criador: O Pai, o Filho ou o Espírito? Digamos que quem cria é este intercâmbio, esta tríplice relação que “constitui” Deus.
Somos todos concebidos e feitos numa relação de engendramento. Deus é quem gera, quem é gerado, e a própria geração. Foi necessária muita audácia aos primeiros cristãos para acreditar nisto e para dizê-lo, a partir do gesto de Jesus e do dom do Espírito.
A imagem que fazemos de Deus, do divino, transformou-se radicalmente. Não podemos mais dizer simplesmente que Deus é Um. Agora, é preciso dizer que Ele é “União”, conforme santo Inácio de Antioquia, que concluiu que só existimos verdadeiramente como homens quando nos fazemos, também nós, “União”. Um só corpo.
A “função” atribuída ao Espírito é ser a uma só vez Agente da comunhão entre do Pai e do Filho e Quem dá ao Cristo um corpo novo, ao mesmo tempo uno e múltiplo. O sopro de Deus, que é a sua própria vida, se dissemina e comunica-se. fazendo-nos existir por participação na natureza divina (2 Pedro 1,4). O Sopro traz a Palavra e a Palavra se vê ganhar um corpo, o que vale para a Anunciação e, finalmente, para o Pentecostes. Só podemos existir sendo assumidos no intercâmbio Trinitário.
Um programa para a humanidade
Temos, pois, de nos encontrar com o “divino” que se revela dom de Si mesmo. O que exige a duração toda da nossa história. E isto vale não só para cada um de nós como para toda a humanidade. Mas será preciso esperar até o “final dos tempos” para que o Deus-União complete a criação “à sua imagem”?
Ora, de fato, entramos na comunhão divina a cada vez que, junto aos outros, criamos relações autênticas. Lembremos este canto muito antigo: “Onde haja caridade e amor, Deus aí está”, ou ainda estas palavras de Jesus: “Quando dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”. Ele está “no meio” para ser o “meio” no qual nos encontramos. Não só ao mediador, que é o traço de união, mas à própria união; n'Ele somente é que podemos aceder.
Assim, fazendo-nos irmãos é que nos tornaremos Filhos. Entramos já na eternidade de Deus, mas permanecemos no tempo: nosso estatuto de irmãos e de filhos está incessantemente por se reconquistar, ao fio dos acontecimentos e encontros.
A Trindade, no entanto, que nos parece tão alta e tão longínqua está aqui, ao alcance de nossos corações e de nossas mãos. Vivemos isto tudo na obscuridade da fé. Esperando a plena revelação, olhemos como Cristo viveu e agiu, Ele que é a visibilidade do Pai (Santo Irineu). E o Espírito é que dá testemunho.

Sítio Croire, 20-05-2016.
*Marcel Domergue, sacerdote jesuíta francês.
22/05/2016 | domtotal.com
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Papa no Ângelus: Anunciar o Evangelho com a palavra e, primeiramente, com a vida

VATICANO, 24 Jan. 16 / 12:00 pm (ACI).- “Evangelizar os pobres: esta é a missão de Jesus, segundo o que Ele diz, esta é também a missão da Igreja e de todos os batizados na Igreja”, declarou o Papa Francisco, na janela do apartamento pontifício, perante milhares de pessoas reunidas neste domingo, durante a Oração do Ângelus na Praça de São Pedro.
A seguir, confira o texto da catequese na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No Evangelho de hoje, o evangelista Lucas antes de apresentar o discurso programático de Jesus em Nazaré, resume sua atividade evangelizadora. É uma atividade que Ele cumpre com a força do Espírito Santo: a sua palavra é original, porque revela o sentido das Escrituras; é uma palavra que tem autoridade, porque manda até mesmo nos espíritos impuros e eles obedecem (cf. Mc 1,27). Jesus é diferente dos mestres de seu tempo. Não abriu uma escola para o estudo da Lei, mas pregava e ensinava em todo lugar: nas sinagogas, pelas ruas e nas casas. Jesus é diferente também de João Batista que proclama o juízo iminente de Deus, enquanto Jesus anuncia o seu perdão de Pai.
E agora imaginemo-nos entrando na sinagoga de Nazaré, cidade onde Jesus cresceu até os trinta anos. O que acontece é um fato importante que delineia a missão de Jesus. Ele se levanta para ler a Sagrada Escritura. Abre o livro do profeta Isaías e encontra a passagem onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim; porque ele me consagrou com unção e me enviou para anunciar a Boa Nova aos pobres “(Lc 4,18). Depois de um momento de silêncio cheio de expectativa por parte de todos, diz, diante da perplexidade geral: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabaram de ouvir” (v. 21).
Evangelizar os pobres: esta é a missão de Jesus; esta é também a missão da Igreja, e de todo batizado na Igreja. Ser cristão e ser missionário é a mesma coisa. Anunciar o Evangelho com a palavra e, primeiramente, com a vida, é a finalidade principal da comunidade cristã e de todo seu membro. Observa-se que Jesus dirige a Boa Nova a todos, sem excluir ninguém, aliás, privilegia os que estão distantes, os sofredores, os doentes, os descartados pela sociedade.
Perguntemo-nos: o que significa para evangelizar os pobres? Significa se aproximar deles, ter alegria em servi-los, libertá-los de sua opressão e tudo isso no nome e com o Espírito de Cristo, porque é Ele o Evangelho de Deus, é Ele a Misericórdia de Deus, é Ele a libertação de Deus, é Ele que se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza. O texto de Isaías, reforçado por pequenas adaptações introduzidas por Jesus, indica que o anúncio messiânico do Reino de Deus que veio ao nosso meio, se dirige de forma preferencial aos marginalizados, prisioneiros e oprimidos.
Provavelmente no tempo de Jesus estas pessoas não estavam no centro da comunidade de fé. E nos perguntamos: hoje, em nossas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos, somos fieis ao programa de Jesus? A evangelização dos pobres, levar-lhes a Boa Nova, é a prioridade? Atenção: não se trata de prestar assistência social e muito menos de atividade política. Trata-se de oferecer a força do Evangelho de Deus que converte os corações, cura novamente as feridas, transforma as relações humanas e sociais segundo a lógica do amor. Os pobres, de fato, estão no centro do Evangelho.
A Virgem Maria, Mãe dos evangelizadores, nos ajude a sentir com vigor a fome e a sede do Evangelho que existem no mundo, especialmente no coração e na carne dos pobres. Que ela ajude cada um de nós e toda comunidade cristã a testemunhar concretamente a misericórdia, a grande misericórdia, que Cristo nos doou.
acidigital
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Papa faz uma dura advertência aos bispos que não rezam nem anunciam o Evangelho

VATICANO, 22 Jan. 16 / 10:30 am (ACI).- Se um bispo não reza nem anuncia o Evangelho e dedica o tempo a outras coisas, debilita a Igreja, afirmou o Papa Francisco durante a homilia da Missa desta sexta-feira na capela da Casa Santa Marta, ao falar acerca da missão dos bispos e a eleição que Deus fez a cada um deles.
“Os bispos são colunas da Igreja” e “nós bispos temos esta responsabilidade de ser testemunhas”, disse o Papa. Portanto, “nossa vida deve ser um verdadeiro testemunho da Ressurreição de Cristo”.
Francisco assinalou duas tarefas específicas dos bispos: a primeira é “estar com Jesus na oração”. “A primeira tarefa do bispo não é fazer planos pastorais… não, não! É rezar”.
A segunda “é ser testemunha, isto é, pregar”. “Pregar a salvação que o Senhor Jesus nos deixou”.
São “duas tarefas não fáceis, mas são propriamente essas duas tarefas que fortificam as colunas da Igreja”.
“Se esses pilares se enfraquecem porque o bispo não reza ou reza pouco, esquece de rezar, ou porque o bispo não anuncia o Evangelho, ocupa-se de outras coisas, a Igreja também se enfraquece, sofre. O povo de Deus sofre. Porque os pilares são fracos”, afirmou.
O Evangelho do dia relata o momento no qual Jesus elege os doze Apóstolos, aos quais escolhe “para que estejam com Ele e para enviá-los a pregar com o poder de expulsar os demônios”.
Os Doze “são os primeiros bispos” e, depois da morte de Judas, Matias foi escolhido: “A primeira ordenação episcopal da Igreja”, explicou. “Testemunhas que o Senhor Jesus está vivo, que o Senhor Jesus ressuscitou, que o Senhor Jesus caminha conosco, que o Senhor Jesus nos salva, que o Senhor Jesus deu a sua vida por nós, que o Senhor Jesus é a nossa esperança, que o Senhor Jesus nos acolhe sempre e nos perdoa”.
Em seguida, Francisco esclareceu que “a Igreja sem o bispo não pode ser”, por isso “a oração de todos nós pelos nossos bispos é uma obrigação, mas uma obrigação de amor, uma obrigação de filhos em relação ao Pai, uma obrigação de irmãos, para que a família permaneça unida na confissão de Jesus Cristo, vivo e ressuscitado”.
“Por isso, eu gostaria hoje de convidar vocês a rezarem por nós, bispos. Porque nós somos pecadores, nós também temos fraquezas, também nós temos o perigo de Judas: porque também ele tinha sido eleito como uma coluna”, explicou o Santo Padre.
“Nós também corremos o risco de não rezar, de fazer algo que não seja anunciar o Evangelho e expulsar os demônios... Rezar, para que os bispos sejam o que Jesus quis, que todos sejamos testemunhas da Ressurreição de Jesus”.
O Pontífice recordou que “o povo de Deus, reza pelos bispos. Em cada Missa, se reza pelos bispos: se reza por Pedro, a cabeça do colégio episcopal, e se reza pelo bispo local”.
Entretanto, “isto é pouco, se diz o nome, e muitas vezes se diz por hábito, e se continua. Rezar pelo bispo, com o coração, pedir ao Senhor: Senhor, cuide do meu bispo; cuide de todos os bispos, e envie-nos bispos que sejam verdadeiras testemunhas, bispos que rezem, e bispos que nos ajudem, com a sua pregação, a compreender o Evangelho, para termos a certeza de que Tu, Senhor, estás vivo, e estas conosco”.
acidigital - Por Alvaro de Juana
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Começamos hoje a novena de Natal - 16 a 24 de dezembro

fonte acidigital
16 Dez. 15 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 16 de dezembro, começa a Novena de Natal e a contagem regressiva para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Nestes nove dias, podem ser vividos intensamente em família, no trabalho, com a comunidade, o grupo da Igreja, e tantas outras pessoas.
Recomenda-se rezar a Virgem, São José e Menino Jesus, refletindo e meditando sobre a vinda do Salvador.
Para celebrar este tempo, trazemos a novena disponibilizada pelo portal da Comunidade Canção Nova.
1. Oração inicial
Deus benigno de infinita caridade que nos amastes tanto e que nos destes em vosso Filho a melhor oferta de vosso amor, para que, encarnado e feito nosso irmão no seio da Virgem, nascesse em um presépio para nossa saúde e remédio; vos damos graças por tão imenso benefício. De volta vos oferecemos, Senhor, o esforço sincero para fazer deste vosso mundo e nosso, um mundo mais justo, mais fiel ao grande mandamento de nos amarmos como irmãos. Conceda-nos, Senhor, vossa ajuda para poder realizá-lo. Pedimos-Vos que este Natal, festa de paz e alegria, seja para nossa comunidade um estímulo a fim de que, vivendo como irmãos, procuremos mais e mais os caminhos da verdade, da justiça, do amor e da paz. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
2. Oração para a família
Senhor, fazei de nosso lar um lugar de Vosso amor. Que não haja injúria porque nos dais compreensão. Que não haja amargura porque nos abençoais. Que não haja egoísmo porque nos alentais. Que não haja rancor porque nos dais o perdão. Que não haja abandono porque estais conosco. Que saibamos caminhar até vós em nosso viver cotidiano. Que cada manhã amanheça mais um dia de entrega e sacrifício. Que cada noite nos encontre com mais amor. Fazei Senhor com nossas vidas, que quisestes unir, uma página cheia de vós. Fazei, Senhor, de nossos filhos o que desejardes, ajudai-nos a educá-los, orientá-los pelo vosso caminho. Que nos esforcemos no apoio mútuo. Que façamos do amor um motivo para amar-vos mais. Que quando amanhecer o grande dia de ir a seu encontro conceda nos encontrarmos unidos para sempre em vós. Amém.
3. Oração à Virgem
Soberana Maria, te pedimos por todas as famílias de nosso país; faz com que cada lar de nossa pátria e do mundo seja fonte de compreensão, de ternura, de verdadeira vida familiar. Que estas festas de Natal, que nos reúnem ao redor do presépio onde nasceu teu Filho, nos unam também no amor, que nos façam esquecer as ofensas e nos deem simplicidade para reconhecer os enganos que tenhamos cometido. Mãe de Deus e Nossa Mãe, intercedei por nós. Amém.
4. Oração a São José
Santíssimo São José, esposo de Maria e pai adotivo do Senhor, foste escolhido para fazer as vezes de pai no lar de Nazaré. Ajudai os pais de família; que eles sejam sempre no lar a imagem do pai celestial, a teu exemplo; que cumpram a grande responsabilidade de educar e formar seus filhos, entregando-lhes, com um esforço contínuo, o melhor de si mesmos. Ajudai os filhos a entender e apreciar o abnegado esforço de seus pais. São José, modelo de marido e pai, intercedei por nós. Amém.
(Rezar um Pai Nosso)
5. Meditações
(De acordo com o dia da Novena)
1ª Dia – 16 de Dezembro
Vamos avaliar nossos valores de modo que o Natal seja o que deve ser: uma festa dedicada à RECONCILIAÇÃO. Dedicada ao perdão generoso e compreensivo que aprenderemos com um Deus compassivo. Com o perdão do Espírito Santo podemos nos reconciliar com Deus e com os irmãos e andar em uma vida nova.
É a boa notícia que São Paulo exclamou em suas cartas, tal como lemos em sua epístola aos Romanos 5, 1-11.
Viver o Natal é apagar as ofensas se alguém nos ofendeu e é pedir perdão se tivermos ofendido a outros. Assim, do perdão nasce a harmonia e construímos essa paz que os anjos anunciam em Belém: paz na terra aos homens que amam ao Senhor e se amam entre si. Os seres humanos podem nos ofender com o ódio ou podemos ser felizes em um amor que reconcilia. E essa boa missão é para cada um de nós: ser agentes de reconciliação e não de discórdia, ser instrumento de paz e semeadores de irmandade.
2º Dia – 17 de Dezembro
O segundo dia é dedicado à COMPREENSÃO. Compreensão é uma nota distintiva de todo verdadeiro amor. Podemos dizer que a encarnação de um Deus que se faz homem pode ler-se em chave desse grande valor chamado compreensão. É um Deus que fica em nosso lugar, que rompe as distâncias e compartilha nossos afãs e nossas alegrias. É graças a esse amor compreensivo de um Deus pai que somos filhos de Deus e irmãos entre nós. Deus, como afirma São João, nos mostra a grandeza de seu amor e nos chama a viver como filhos dele.
Ler a primeira carta de João 3, 1-10.
Se de verdade atuarmos como filhos de Deus não imitamos Caim, mas “dermos a vida pelos irmãos” (3, 16). Com um amor compreensivo, somos capazes de ver as razões dos outros e ser tolerantes com suas falhas. Se o Natal nos tornar compreensivos será um excelente Natal. Feliz Natal é aprender a nos colocarmos no lugar dos demais.
3º Dia – 18 de Dezembro
O terceiro dia é dedicado ao RESPEITO. Uma qualidade do amor que nos move a aceitar os outros tal como são. Graças ao respeito valorizamos a grande dignidade de toda pessoa humana feita à imagem e semelhança de Deus, embora essa pessoa esteja errada. O respeito é fonte de harmonia porque nos anima a valorizar as diferenças, como o faz um pintor com as cores ou um músico com as notas ou ritmos. Um amor respeitoso nos impede de julgar os outros, manipulá-los ou querer moldá-los a nosso modo.
Sempre que penso no respeito vejo Jesus conversando amavelmente com a mulher samaritana, tal como o narra São João no capítulo quarto de seu evangelho. É um diálogo sem recriminações, sem condenações e no qual brilha a luz de uma delicada tolerância. Jesus não aprova que a mulher não conviva com seu marido, mas em vez de julgá-la, a felicita por sua sinceridade. Atua como bom pastor e nos ensina a ser respeitosos se de verdade queremos nos entender com os demais.
4º Dia – 19 de Dezembro
O quarto dia é dedicado à SINCERIDADE. Uma qualidade sem a qual o amor não pode subsistir, já que não há amor onde há mentira. Amar é andar na verdade, sem máscaras, sem o peso da hipocrisia e com a força de integridade.
Só na verdade somos livres como anunciou Jesus Cristo: João 8, 32. Só sobre a rocha firme da verdade pode se sustentar uma relação nas crises e nos problemas. Com a sinceridade ganhamos a confiança e com a confiança chegamos ao entendimento e à unidade. O amor ensina a não agir como os egoístas e os soberbos que acreditam que sua verdade é a verdade.
Se o Natal nos aproximar da verdade é um bom Natal, é uma festa em que acolhemos Jesus como luz verdadeira que vem a este mundo: João 1, 9. Luz verdadeira que nos afasta das trevas nos move a aceitar Deus como caminho, verdade e vida. Que nosso amor esteja sempre iluminado pela verdade, de modo que esteja também favorecido pela confiança.
5º Dia – 20 de Dezembro
O quinto dia é dedicado ao DIÁLOGO. Toda a Bíblia é um diálogo amoroso e salvífico de Deus com os homens. Um diálogo que leva a seu cume e sua plenitude quando a Palavra de Deus que é Seu Filho, se faz carne, se faz homem, tal como narra São João no primeiro capítulo de seu evangelho. De Deus apoiado na sinceridade, assegurado no respeito e enriquecido pela compreensão, é o que necessitamos em todas nossas relações. Um diálogo em que diariamente “nos revestimos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência”. Colossenses 3, 12.
O diálogo sereno que brota de um sincero amor e de uma alma em paz é o melhor presente que podemos nos dar em dezembro. Assim evitamos que nossa casa seja lugar vazio de afeto onde andamos dispersos como estranhos sob o mesmo teto. Deus concede a todos o dom de nos comunicar sem ofensas, sem julgamentos, sem altivez, e sim com apreço que gera acolhida e aceitação mútua.
6º Dia – 21 de Dezembro
O Sexto dia é para valorizar a SIMPLICIDADE. Simplicidade que é a virtude das almas grandes e das pessoas nobres. Simplicidade que foi o adorno de Maria de Nazaré tal como ela mesma o proclama em seu canto de Magnificat. “Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador porque olhou a humildade de sua serva” (Lucas 1, 47-48).
Natal é uma boa época para desterrar o orgulho e tomar consciência de tantos males que conduzem a soberba. Nenhuma virtude nos aproxima tanto dos demais como a simplicidade e nenhum defeito nos afasta tanto como a arrogância. O amor só reina nos corações humildes, capazes de reconhecer suas limitações e de perdoar sua altivez. É graças à humildade que agimos com delicadeza, sem nos crer mais do que ninguém, imitando a simplicidade de um Deus que “se despojou de si mesmo e tomou a condição de servo” (Filipenses 2, 6-11).
Crescer em simplicidade é um admirável presente para nossas relações. Recordemos que nesta pequenez há verdadeira grandeza, e que o orgulho acaba com o amor.
7º Dia – 22 de Dezembro
Sétimo dia é para crescer em GENEROSIDADE. É a capacidade de dar com desinteresse onde o amor ganha a corrida do egoísmo. É na entrega generosa de nós mesmos que se mostra a profundidade de um amor que não se esgota nas palavras. E isso é o que celebramos no Natal: o gesto sem igual de um Deus que dá a si mesmo. Isso São Paulo destaca: “soberba também na generosidade... pois conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo o qual sendo rico, por vós se fez pobre para que vos enriquecêsseis com sua pobreza”. É uma passagem bíblica em que o apóstolo convida aos Coríntios a compartilhar seus bens com os necessitados (2Cor 8, 7-15).
Sabemos amar quando sabemos compartilhar, sabemos amar quando damos o melhor de nós mesmos em lugar de dar apenas coisas. Tomemos, pois, a melhor decisão: dar carinho, afeto, ternura e perdão; dar tempo e dar alegria e esperança. São os presentes que mais valem e não custam dinheiro. Demos amor, como dizia São João da Cruz: onde não há amor coloques amor, e tirarás amor.
8º Dia – 23 de Dezembro
Oitavo dia é para assegurar a FÉ. Uma fé que é firme quando nasce de uma relação amistosa com o Senhor. Uma fé que é autêntica se está confirmada com as boas obras, de modo que a religião não seja apenas de rezas, ritos e tradições. Precisamos cultivar a fé com a Bíblia, a oração e a prática religiosa porque a fé é nosso melhor apoio na crise. Necessitamos de uma fé grande em nós mesmo, em Deus e nos demais. Uma fé sem vacilações como queria Jesus: Marcos 11, 23. Uma fé que ilumina o amor com a força da confiança, já que “o amor em tudo crê” (1Cor 13, 7).
A FÉ é a força da vida e sem ela andamos à deriva. De fato, aquele que perdeu a fé, já não tem mais nada a perder. Que bom que cuidamos de nossa fé como se cuida de um tesouro! Que bom que nos possam saudar como à Virgem: “Feliz és tu que acreditaste” (Lc 1, 45).
9º Dia – 24 de Dezembro
Nono dia é para avivar a ESPERANÇA e o AMOR. O amor e a esperança sempre vão de mãos dadas com a fé. Por isso, em seu hino ao amor, São Paulo nos mostra que o amor crê sem limites e espera sem limites (1Cor 13, 7). Uma fé viva, um amor sem limites e uma esperança firme são o incenso, o ouro e a mirra que nos dão ânimo para viver e coragem para não cair.
É graças ao amor que sonhamos com altos ideais e é graças à esperança que os alcançamos. O amor e a esperança são as asas que nos elevam à grandeza, apesar dos obstáculos e das insipidezes. Se amarmos Deus, amamos nós mesmos e amamos os outros, podemos obter o que sugere São Pedro em sua primeira carta: “Estejam sempre dispostos a dar razão de sua esperança. Com doçura, respeito e com uma boa consciência” (3, 15-16). Se acendermos a chama da esperança e o fogo do amor, sua luz radiante brilhará no novo ano depois que se apaguem as luzes do Natal.
6. Oração ao menino Deus:
Senhor, Natal é a lembrança de teu nascimento entre nós, é a presença de teu amor em nossa família e em nossa sociedade. Natal é certeza de que o Deus do céu e da terra é nosso Pai, que tu, Divino Menino, é nosso irmão. Que esta reunião junto a teu presépio nos aumente a fé em sua bondade, comprometa-nos a viver verdadeiramente como irmãos, nos dê valor para matar o ódio e semear a justiça e a paz. Ó Divino Menino, ensina-nos a compreender que onde há amor e justiça, ali estas tu e ali também é Natal. Amém.
(Rezar um Glória ao Pai)
7. Gozos
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó sapiência suma de Deus soberano que ao nível de um menino te rebaixaste. Ó Divino infante, vem para nos ensinar a prudência que faz verdadeiros sábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Menino do presépio nosso Deus e irmão, tu sabes e entendes da dor humana; que quando sofrermos dores e angústias sempre lembremos que tu nos salvaste.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Ó luz do oriente, sol de eternos raios que entre as trevas seu esplendor vejamos, Menino tão precioso, sorte do cristão, ilumina o sorriso de seus doces lábios.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Rei das nações, ilustre Emanuel, de Israel pastor. Menino que apascenta com suave cajado a ovelha arisca ou o cordeiro manso.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Abram-se os céus e chova do alto o bom orvalho, como santa irrigação. Venha belo menino, venha Deus encarnado; brilha bela estrela, brota a flor do campo.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Tu te fizeste Menino em uma família cheia de ternura e calor humano. Que vivam os lares aqui congregados o grande compromisso do amor cristão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Do fraco és auxílio, do enfermo és amparo, consolo és do triste, luz do desterrado. Vida de minha vida, meu sonho adorado, meu constante amigo, meu divino irmão.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem diante de meus olhos por ti enamorados, ora beije teus pés, ora beije tuas mãos. Prosternado em terra, te estendo os braços e, mais do que minhas frases, te diz meu pranto.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Faz de nossa pátria uma grande família; semeia em nosso chão teu amor e tua paz, nos dê fé na vida, nos dê esperança e um sincero amor que nos una mais.
Meu doce Jesus, meu menino adorado! Vem a nossas almas! Vem, não demores tanto!
- Vem nosso Salvador, por quem suspiramos! Vem às nossas almas, vem, não demores tanto!
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Especial: Começa hoje no Brasil o mês da Bíblia

Por Natalia Zimbrão REDAÇÃO CENTRAL, 01 Set. 15 / 02:44 pm (ACI).- Nesta terça-feira, 1º de setembro, inicia-se o mês da Bíblia, período em que se busca de maneira especial desenvolver o conhecimento da Palavra de Deus e a aplicação desta na vida cotidiana, como exortou o Papa Francisco em diferentes momentos. Para marcar a ocasião, ACI Digital compartilha um especial sobre as Sagradas Escrituras com recursos para ajudar a vivenciar melhor a experiência de contato com a Palavra de Deus.
Em outubro de 2014, durante a abertura do Sínodo Extraordinário da Família, no Vaticano, Francisco ressaltou que “a Bíblia não é para ser colocada em um suporte, mas para estar à mão, para lê-la frequentemente, cada dia, seja individualmente ou juntos, marido e mulher, pais e filhos, talvez de noite, especialmente no domingo”.
Durante outras ocasiões, como nas Audiências gerais e nos Ângelus na Praça de São Pedro, o Pontífice aconselhou os fiéis a carregarem consigo um evangelho de bolso, para que possa ser lido a qualquer momento.
“Hoje se pode ler o Evangelho também com muitos instrumentos tecnológicos. Pode-se trazer consigo toda a Bíblia num telefone celular, num tablet. O importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, e acolhê-la com o coração aberto. E então a boa semente dá fruto!”, afirmou durante a oração mariana, em 6 de abril de 2014.
O mês da Bíblia teve início em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG). Foi levado adiante com a colaboração do Serviço de Animação Bíblica da Congregação das Paulinas (SAB). Posteriormente, foi assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estendeu-se ao âmbito nacional.
A escolha do mês de setembro para dedicar-se à Bíblia deve-se ao fato de no dia 30 de setembro ser comemorado o dia de São Jerônimo. Este santo foi quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico, grego e alguns trechos em aramaico) para o latim.
A tradução feita por São Jerônimo chama-se a “Vulgata” (de “vulgata editio”, “edição para o povo”) e foi o texto bíblico oficial da Igreja Católica até a “Neovulgata” em 1979.
Este mês dedicado à Bíblia tem como objetivo: contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia, na ação evangelizadora da Igreja, no Brasil; criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação; facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.
A cada ano, a Comissão Episcopal de Animação Bíblico-Catequética da CNBB e as Entidades Bíblicas escolhem o tema e o lema do mês da Bíblia. Neste ano, o tema é “Discípulos e Missionários a partir do Evangelho de João” e o lema, “Permanecei no meu amor para produzir muitos frutos” (Jo 15, 7-16).
De acordo com Dom Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, “a escolha do tema tem como objetivo reforçar a consciência de que nosso discipulado missionário não é apenas um caminho que se realiza no interno da comunidade eclesial. Queremos ser discípulos missionários que se integrem em projetos que buscam qualificar a vida humana, a vida de todo o planeta terra e inclusive a refletir a perspectiva da vida eterna”.
Durante este mês, para conhecer mais a Bíblia, confira o especial:http://www.acidigital.com/Biblia/index.html
fonte acidigital
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São Francisco da Penitência OFS Cabo Frio | by TNB ©2010