Cardeais
fizeram 10ª e última reunião preparatória para o conclave.
Escolha do novo Papa começa nesta terça (12) no Vaticano.
11/03/2013 09h18 - Atualizado em 11/03/2013 13h35Juliana Cardilli Do G1, no Vaticano
A décima e última congregação geral de cardeais, que prepara o conclave para escolher o novo Papa, ocorreu na manhã desta segunda-feira (11) no Vaticano, com a participação de 152 cardeais, informou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.
O conclave para escolher o sucessor de
Bento XVI, que renunciou em 28 de fevereiro, deve começar nesta terça-feira
(12), mas o padre Lombardi disse que "dificilmente" o nome do novo
Papa deve sair na primeira votação.
No total, 28 cardeais falaram na
congregação geral desta segunda, completando um total de 161 intervenções em
todas as congregações.
Entre os assuntos tratados, esteve a
situação financeira do Vaticano e do Banco do Vaticano. O cardeal camerlengo
Tarcisio Bertone, administrador interino da Santa Sé durante a vacância, fez
uma pequena apresentação sobre o tema, segundo Lombardi.
Também se falou sobre a expectativa
pelo novo Papa e sobre o perfil esperado para ele.
Na tarde desta segunda, às 17h30 (13h30
no horário de Brasília), será realizado na Capela Paulina, dentro do Vaticano,
o juramento das pessoas que irão trabalhar de alguma forma na área onde será
realizada o conclave.
São 90 funcionários do Vaticano que
trabalharão na segurança, alimentação e auxílio aos cardeais, tanto material
quanto espiritual. Os cardeais terão padres à disposição para confissão, assim
como médicos.
O juramento será feito perante o
cardeal camerlengo Bertone. Imagens devem ser registradas pelo Vaticano, para
serem divulgadas posteriormente.
Na manhã de terça-feira (12), serão
realizados os primeiros ritos do conclave. A partir das 7h (3h no horário de
Brasília), os cardeais começam a se transferir para a Casa Santa Marta, onde
ficarão hospedados. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por
um sorteio.
Às 10h (6h no horário de Brasília),
será realizada na Basílica de São Pedro a missa inaugural do conclave.
Ela será aberta a todos que conseguirem
lugar e presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, com todos os
demais cardeais, não apenas os votantes, participando como cocelebrantes.
No conclave passado, a missa durou uma
hora e quarenta minutos. O padre Lombardi acredita que, desta vez, ela não deve
passar de duas horas.
Votações
No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.
No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo o Vaticano, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.
Depois, às 16h30 (12h30 no horário de
Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina.
Os cardeais entram na capela, ocupam
seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica.
Há uma introdução em latim, feita pelo
cardeal Giovanni Batista Re, como celebrante principal.
Depois, cada um dos cardeais vai ao
centro da capela, com a mão sobre o Evangelho, para dizer sua adesão ao
juramento, tambem em latim.
Então, a capela é fechada, após a saída
das pessoas que não participarão do conclave.
Em seguida, começam as votações.
O cronograma prevê que os cardeais
concluam os trabalhos às 19h15 (15h15 no horário de Brasília), retornando para
a Casa Santa Marta às 19h30 (15h30 no horário de Brasília). Às 20h (16h no
horário de Brasília), será servido o jantar.
No dia seguinte, o café da manha será servido entre 6h30 e 7h30 (2h30 e 3h30 no horário de Brasília). Às 7h45 (3h no horário de Brasília), os cardeais irão para o palácio apostólico, onde das 8h15 as 9h15 (4h15 e 5h15 no horário de Brasília) será celebrada a Santa Missa na Capela Paulina.
Às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), os cardeais seguem para a Capela Sistina e começa o primeiro escrutínio. Às 12h30 (8h30 no horário de Brasília) está prevista a volta para a Casa Santa Marta, com o almoço às 13h (9h no horário de Brasília).
Durante a tarde, às 16h (12h no horário de Brasília), eles voltam novamente para a Capela Sistina para as votações da tarde. Os trabalhos devem seguir até 19h15 (15h15 no horário de Brasília), como no primeiro dia.
Segundo o Vaticano, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos conseguir mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período, e espera-se que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h no horário de Brasília).
No dia seguinte, o café da manha será servido entre 6h30 e 7h30 (2h30 e 3h30 no horário de Brasília). Às 7h45 (3h no horário de Brasília), os cardeais irão para o palácio apostólico, onde das 8h15 as 9h15 (4h15 e 5h15 no horário de Brasília) será celebrada a Santa Missa na Capela Paulina.
Às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), os cardeais seguem para a Capela Sistina e começa o primeiro escrutínio. Às 12h30 (8h30 no horário de Brasília) está prevista a volta para a Casa Santa Marta, com o almoço às 13h (9h no horário de Brasília).
Durante a tarde, às 16h (12h no horário de Brasília), eles voltam novamente para a Capela Sistina para as votações da tarde. Os trabalhos devem seguir até 19h15 (15h15 no horário de Brasília), como no primeiro dia.
Segundo o Vaticano, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos conseguir mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período, e espera-se que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h no horário de Brasília).
Caso as votações se prolonguem, e não
se resolvam nos primeiros quatro dias, estão previstos intervalos para reflexão
e oração dos cardeais. Segundo o Vaticano, podem ocorrer até 34 votações,
compreendendo 11 dias. Se ninguém conseguir dois terços dos votos, os cardeais
passam a poder votar apenas nos dois mais votados anteriormente – e esses dois
deixam de poder votar.
Quando um cardeal conseguir os votos
necessários, o cardeal Re (que é responsável pela eleição, já que o decano dos
cardeais tem mais de 80 anos e não participa do conclave) pergunta ao eleito se
ele aceita o cargo e por que nome quer ser chamado.
Isso feito, as cédulas usadas na
votação são queimadas e é produzida a fumaça branca que anuncia para o mundo o
novo Papa.
O pontífice recém-eleito coloca, então,
as vestes papais. Há uma pequena cerimônia, com uma oração e uma leitura do
Evangelho.
Depois, os cardeais presentes
manifestam sua obediência ao novo Papa.
Em seguida, sempre dentro da Capela
Sistina, há um canto.
O Papa eleito deixa então a Capela
Sistina, passa pela Capela Paulina e faz uma breve oração pessoal em frente ao
Santíssimo Sacramento.
Depois, aparece para o povo no balcão
central da Basílica de São Pedro, onde faz a primeira bênção "urbi et
orbi" (para a cidade de Roma e para o mundo inteiro).
Da "fumaça branca" até o
anúncio do nome do novo Papa, devem transcorrer 45 minutos, segundo o porta-voz
Lombardi. Depois, mais 10 minutos devem se passar até a aparição do novo
pontífice.
A missa de inauguração do pontificado
pode ocorrer durante um dia de semana, segundo o padre Lombardi, e não
necessariamente no domingo.
Em 2005, o Papa foi eleito em uma
terça, e a missa ocorreu no domingo seguinte.
O padre Lombardi advertiu que não é
obrigatório haver votação na primeira tarde de conclave, já que estão previstas
as orações e os juramentos. Se os cardeais decidirem votar apenas na
quarta-feira, não haverá "fumaça" no primeiro dia, e o Vaticano vai
informar sobre o ocorrido.
Brasileiros
Cinco brasileiros irão participar do conclave: o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos, Dom João Braz de Aviz, de 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, de 63, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo emérito de Salvador, e o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),Dom Raymundo Damasceno.
Cinco brasileiros irão participar do conclave: o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos, Dom João Braz de Aviz, de 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, de 63, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo emérito de Salvador, e o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),Dom Raymundo Damasceno.
Neste domingo, alguns cardeais
celebraram missas nas igrejas das quais são titulares em Roma. Dom Odilo
celebrou uma missa às 10h30 na Igreja de Santo André no Quirinal, acompanhada
por dezenas de jornalistas.
Realizada no quarto domingo do período
da Quaresma, que precede a Páscoa, o assunto geral dos textos lidos e também do
sermão feito por Dom Odilo foi a misericórdia e a reconciliação com Deus. O
cardeal brasileiro estava sereno e tranquilo, e sorriu em muitos momentos da
missa – mesmo a celebração tendo sido filmada e fotografada.
"Tem muita gente que vive como se
Deus não existisse ou não tivesse importância", afirmou durante o sermão
que durou 22 minutos. "Convido a orar para a Igreja fazer bem sua missão
nesse tempo. Seguramente um tempo difícil, mas também alegre".
Capela
Sistina
No sábado, bombeiros instalaram uma chaminé na Capela Sistina, onde será realizado o conclave. Pela chaminé sairá a fumaça preta ou branca, para o anúncio da definição ou não do novo papa. No fim de semana, funcionários do Vaticano trabalharam para deixar o local pronto, fazendo o nivelamento do piso, instalando mesas e cadeiras, entre outros.
No sábado, bombeiros instalaram uma chaminé na Capela Sistina, onde será realizado o conclave. Pela chaminé sairá a fumaça preta ou branca, para o anúncio da definição ou não do novo papa. No fim de semana, funcionários do Vaticano trabalharam para deixar o local pronto, fazendo o nivelamento do piso, instalando mesas e cadeiras, entre outros.
A capela está fechada para a visitação
turística desde a última terça-feira (5). Decorada com afrescos dos maiores
artistas do Renascimento, como Michelangelo e Rafael, ela fica dentro da ala de
museus do Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano.
Durante o período das votações, os
cardeais não poderão receber informações externas durante a reunião, nem
poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como
prevê a Constituição Apostólica.
Para garantir o sigilo do conclave, serão instalados bloqueios de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares. A medida já foi tomada com relação à Sala dos Sinodos, onde têm ocorrido as congregações, garantindo o segredo das reuniões.
Para garantir o sigilo do conclave, serão instalados bloqueios de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares. A medida já foi tomada com relação à Sala dos Sinodos, onde têm ocorrido as congregações, garantindo o segredo das reuniões.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo

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