SÃO JUSTINO(100-160), FILOSOFO, MÁRTIR, 1 DE JUNHO

sexta-feira, 31 de maio de 2013



                         
                        São Justino (100 -160), filósofo, mártir- 1 DE JUNHO

Seu lugar de nascimento foi Flávia Neápolis (atual Nablus), na Síria Palestina ou Samaria. A educação infantil de Justino incluiu retórica, poesia e história. Como jovem adulto mostrou interesse por filosofia e estudou primeiro estoicismo e platonismo.
     Justino foi introduzido na fé diretamente por um velho homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. Ele falou a Justino sobre os profetas que vieram antes dos filósofos, ele disse, e que falou "como confiável testemunha da verdade". Eles profetizaram a vinda de Cristo e suas profecias se cumpriram em Jesus. Justino disse depois: "meu espírito foi imediatamente posto no fogo e uma afeição pelos profetas, e para aqueles que são amigos de Cristo, tomaram conta de mim; enquanto ponderava nestas palavras, descobri que a sua era a única filosofia segura e útil". Justino então "se consagrou totalmente a expansão e defesa da religião cristã".
     São Justino continuou usando a capa que o identificava como filósofo e ensinou estudantes em Éfeso e depois em Roma. Os trabalhos que escreveu incluem duas apologias em defesa dos cristãos e sua terceira obra foi Diálogo com Trifão.
     A convicção de Justino da verdade do Cristo era tão completa, que ele teve morte de mártir sendo decapitado no ano 165 d.C..

                   Primeira Apologia, 67.66 – Texto de São Justino

«O verdadeiro pão descido do céu»: no século II, uma das primeiras descrições da Eucaristia para além do Novo Testamento
    
 No dia a que chamamos dia do sol [domingo], nas cidades e nas aldeias todos os habitantes se reúnem num dado lugar. Leem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas segundo o tempo de que se dispõe. Quando a leitura termina, aquele que preside toma a palavra para chamar a atenção sobre os ensinamentos recebidos e para exortar ao seu seguimento. Depois levantamo-nos, e em conjunto apresentamos as intenções de oração. Seguidamente traz-se o pão, o vinho e a água. O presidente dirige ardentemente ao céu súplicas e ações de graças, e o povo responde com a aclamação «Amém!», uma palavra hebraica que quer dizer: «Assim seja».
     Chamamos este alimento Eucaristia, e ninguém o pode tomar se não acredita na verdade da nossa doutrina e se não recebeu o banho do batismo para a remissão dos pecados e regeneração. Porque nós não tomamos este alimento como se toma um pão ou uma bebida vulgar. Do mesmo modo que, pela Palavra de Deus, Jesus Cristo nosso Salvador incarnou, tomando carne e sangue para nossa salvação, também o alimento consagrado pelas próprias palavras rezadas e destinado a alimentar a nossa carne e o nosso sangue para nos transformar, este alimento é a carne e o sangue de Jesus incarnado: esta é a nossa doutrina. Os Apóstolos, nas memórias que nos deixaram, a que chamamos os Evangelhos, transmitiram-nos a recomendação que Jesus lhes fez: Tomou o pão, abençoou e disse: «Fazei isto em minha memória; isto é o meu corpo». De igual modo tomou o cálice, abençoou-o e disse: «Isto é o meu sangue». E só os deu a eles (Mt 26,26s; 1Co 11,23s)… É no dia do sol que nos reunimos todos, porque este é o primeiro dia, aquele em que Deus para fazer o mundo separou a matéria das trevas, e ainda o dia em que Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos.

Em seu novo livro sobre a infância de Jesus Cristo, Joseph Ratzinger, que o redigiu como escritor e não como Papa, comenta que o boi e o jumento não são mencionados nos Evangelhos. Realmente, não são! E isto gerou uma onda de comentários os mais desabonadores à tradição milenar de confecção de Presépios.
     Mas, o fato concreto e histórico é que os humildes animais passaram a fazer parte das representações (pinturas, esculturas, etc.) do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo a partir do século II, quando São Justino, Mártir e primeiro filósofo cristão (vide abaixo), analisando o Capítulo I do Profeta Isaias interpretou que com Jesus Israel conheceu o Criador, e como o boi e o jumento são ali mencionados como os únicos que O tinham reconhecido, o santo sugeriu inclui-los como símbolo dos que acolhem o Salvador.
     É bom lembrar, inclusive, a representação organizada por São Francisco de Assis em Greccio, no século XIII, que se espalhou por toda a Cristandade, onde os animais também eram figuras da cena.
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