SANTA GIANNA BERETTA MOLLA, MÃE DE FAMÍLIA - 28 DE ABRIL

domingo, 28 de abril de 2013


"Meditata immolazione" (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto de Gianna Beretta Molla recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, "uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria". É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia. 


Gianna Beretta Molla é uma santa do nosso tempo e seu testemunho de santidade é simples e acessível a todos. Seu marido a definiu assim: “Minha esposa era uma santa normal. Jamais acreditei estar vivendo com uma santa. Minha esposa tinha infinita confiança na Providência e era uma mulher cheia de alegria de viver. Era feliz, amava sua família, amava sua profissão de médica, também sua casa, a música, a pintura, a montanha, as flores e todas as coisas belas que Deus nos tinha dado”.

Gianna nasceu no dia 4 de outubro de 1922, próxima de Milão, norte da Itália, de uma família de classe média e de pais profundamente cristãos, ambos da Ordem Terceira Franciscana. Ao todo eram treze irmãos. Desses, dois também eram médicos e religiosos: Frei Alberto, missionário capuchinho no Brasil, em Grajaú, Maranhão; e Ir. Virgínia, missionária canossiana na Índia. E outro é sacerdote diocesano. A boa formação religiosa recebida na família ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a valorizar a necessidade e eficácia da oração.

Durante os anos de estudo e na Universidade soube realizar um belo apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e necessitados juntamente com os vicentinos. Formada em medicina, especializou-se em pediatria. Seu sonho era ser missionária leiga, em Grajaú, no Brasil, onde seu irmão médico havia construído um hospital. Mas seu diretor espiritual a desaconselhou por ter saúde frágil.

Em 1954, conheceu o engenheiro Pietro Molla e sentiu o chamado à vocação matrimonial. A ele, como noiva, escreveu: “Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie nossos programas”.

Casaram-se em 24 de setembro de 1955. Tiveram quatro filhos. Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez da última filha, Gianna foi atingida pelo sofrimento e pela dor, com o aparecimento de um tumor no útero. Antes de ser operada, mesmo sabendo o perigo de prosseguir com a gravidez, suplicou ao cirurgião que salvasse a vida que trazia no seio. Depois entregou-se em oração à Providência Divina. Passado o período de gestação, antes do parto disse ao marido de modo firme e sereno: “Se deveis decidir entre mim e o bebê, não tenha nenhuma hesitação: escolhei – e exijo isto – a criança. Salvai-a”.

 Na manhã de 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela. Apesar dos esforços de salvar a vida de ambas, em 28 de abril, em meio a dores atrozes e após ter repetido “Jesus eu te amo, eu te amo” morreu santamente. Tinha 39 anos de idade.

Gianna, em vida queria ter sido missionária no Brasil. Não conseguiu, mas após a morte obteve de Deus os dois milagres oficiais para a Igreja. O milagre da beatificação ocorreu em Grajaú, Maranhão, em 1977. Em abril de 1994, João Paulo II a beatificou. O milagre atribuído à sua intercessão ocorreu na diocese de Franca, São Paulo, no início de 2000. A canonização presidida pelo mesmo Papa, ocorreu em 16 de maio de 2004, com o sugestivo título de ‘Mãe de Família’. Na cerimônia estiveram presentes seu marido Pietro Molla, as filhas Laura e Gianna Emanuela e o filho Pierluigi.
                                                                                         Fonte: blog cancaonova



Abaixo, a poesia-oração retirada do link a seguir:


Paloma Aparecida Soares

Santa, médica esposa e mãe, 
Vencedora por sua opção corajosa.
 
Não hesitou em escolher pela vida,
 
Esperou em Deus e isso a fez milagrosa.

Oh Gianna: que o ventre materno seja sempre
 
Como um céu para as obras divinas que nascerão.
Rogue pelas mulheres brasileiras:
 
Que as mães não abortem seus filhos,
 
E que a luta em defesa da vida
 
Não se torne em vão!!
 

Que os bebês anencéfalos não sejam abortados,
 
Como Marcela de Jesus, tenham seu tempo de vida respeitado.
 
E antes de partirem para a casa do Pai,
 
Sintam-se valorosos e amados.
 

Que os nascituros concebidos em tempo infeliz,
 
Ou em momento de violência sexual,
 
E os ignorados pelo pai homem,
 
Sejam acolhidos por suas mães.
 
Dê a eles o direito de nascer
 
Protegendo-os contra todo o mal!
 

Santa Gianna mulher e médica,
 
Ajude-nos no apelo as mulheres mães e homens pais
 
Para não abandonarem seus filhos embriões
 
Congelados a pesquisas que sabemos sem sucesso.
 
Mas também que os filhos embriões não sejam descartados.
 
Rogue para que sejam adotados
 
E se tornem então seres humanos consagrados.

Santa Gianna esposa e mãe,
 
Que as famílias tenham pão!
 
Interceda as Senhor pelas mulheres mães
 
Para que não matem seus filhos por Deus planejado

E não permita que no Brasil 
O aborto seja legalizado!!

(Publicado em 28.04.11. Atualizado em 28.4.13)

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