"Meditata immolazione" (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto de Gianna Beretta Molla recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, "uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria". É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.
Gianna Beretta Molla é
uma santa do nosso tempo e seu testemunho de santidade é simples e acessível a
todos. Seu marido a definiu assim: “Minha esposa era uma santa normal. Jamais
acreditei estar vivendo com uma santa. Minha esposa tinha infinita confiança na
Providência e era uma mulher cheia de alegria de viver. Era feliz, amava sua
família, amava sua profissão de médica, também sua casa, a música, a pintura, a
montanha, as flores e todas as coisas belas que Deus nos tinha dado”.
Gianna nasceu no dia 4 de outubro de 1922, próxima de Milão, norte
da Itália, de uma família de classe média e de pais profundamente cristãos,
ambos da Ordem Terceira Franciscana. Ao todo eram treze irmãos. Desses, dois
também eram médicos e religiosos: Frei Alberto, missionário capuchinho no
Brasil, em Grajaú, Maranhão; e Ir. Virgínia, missionária canossiana na Índia. E
outro é sacerdote diocesano. A boa formação religiosa recebida na família
ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança
na Providência e a valorizar a necessidade e eficácia da oração.
Durante os anos de estudo e na Universidade soube realizar um belo
apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e
necessitados juntamente com os vicentinos. Formada em medicina, especializou-se
em pediatria. Seu sonho era ser missionária leiga, em Grajaú, no Brasil, onde
seu irmão médico havia construído um hospital. Mas seu diretor espiritual a
desaconselhou por ter saúde frágil.
Em 1954, conheceu o engenheiro Pietro Molla e sentiu o chamado à
vocação matrimonial. A ele, como noiva, escreveu: “Quero formar uma família
verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos
corações, ilumine as nossas decisões, guie nossos programas”.
Casaram-se em 24 de setembro de 1955. Tiveram quatro filhos. Em
setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez da última filha, Gianna
foi atingida pelo sofrimento e pela dor, com o aparecimento de um tumor no
útero. Antes de ser operada, mesmo sabendo o perigo de prosseguir com a
gravidez, suplicou ao cirurgião que salvasse a vida que trazia no seio. Depois
entregou-se em oração à Providência Divina. Passado o período de gestação,
antes do parto disse ao marido de modo firme e sereno: “Se deveis decidir entre
mim e o bebê, não tenha nenhuma hesitação: escolhei – e exijo isto – a criança.
Salvai-a”.
Na manhã de 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela. Apesar dos
esforços de salvar a vida de ambas, em 28 de abril, em meio a dores atrozes e
após ter repetido “Jesus eu te amo, eu te amo” morreu santamente. Tinha 39 anos
de idade.
Gianna, em vida queria ter sido missionária no Brasil. Não
conseguiu, mas após a morte obteve de Deus os dois milagres oficiais para a
Igreja. O milagre da beatificação ocorreu em Grajaú, Maranhão, em 1977. Em
abril de 1994, João Paulo II a beatificou. O milagre atribuído à sua
intercessão ocorreu na diocese de Franca, São Paulo, no início de 2000. A
canonização presidida pelo mesmo Papa, ocorreu em 16 de maio de 2004, com o
sugestivo título de ‘Mãe de Família’. Na cerimônia estiveram presentes seu
marido Pietro Molla, as filhas Laura e Gianna Emanuela e o filho Pierluigi.
Fonte: blog cancaonova
Abaixo, a poesia-oração retirada do link a seguir:
Paloma Aparecida Soares
Vencedora por sua opção corajosa.
Não hesitou em escolher pela vida,
Esperou em Deus e isso a fez milagrosa.
Oh Gianna: que o ventre materno seja sempre
Como um céu para as obras divinas que nascerão.
Rogue pelas mulheres brasileiras:
Que as mães não abortem seus filhos,
E que a luta em defesa da vida
Não se torne em vão!!
Que os bebês anencéfalos não sejam abortados,
Como Marcela de Jesus, tenham seu tempo de vida respeitado.
E antes de partirem para a casa do Pai,
Sintam-se valorosos e amados.
Que os nascituros concebidos em tempo infeliz,
Ou em momento de violência sexual,
E os ignorados pelo pai homem,
Sejam acolhidos por suas mães.
Dê a eles o direito de nascer
Protegendo-os contra todo o mal!
Santa Gianna mulher e médica,
Ajude-nos no apelo as mulheres mães e homens pais
Para não abandonarem seus filhos embriões
Congelados a pesquisas que sabemos sem sucesso.
Mas também que os filhos embriões não sejam descartados.
Rogue para que sejam adotados
E se tornem então seres humanos consagrados.
Santa Gianna esposa e mãe,
Que as famílias tenham pão!
Interceda as Senhor pelas mulheres mães
Para que não matem seus filhos por Deus planejado
E não permita que no Brasil
O aborto seja legalizado!!




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