SANTA CATARINA DE SENA, SÉCULO XIV, VIRGEM, MÍSTICA, TERCEIRA DOMINICANA, DOUTORA DA IGREJA - 29 DE ABRIL

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Nasceu em Sena(Itália), em 1347. Ainda adolescente, movida pelo desejo de perfeição, entrou na Ordem Terceira de São Domingos. Cheia de amor por Deus e pelo próximo, trabalhou incansavelmente pela paz e concórdia entre as cidades; defendeu com ardor os direitos e a liberdade do Romano Pontífice e promoveu a renovação da vida religiosa. Escreveu importantes obras de espiritualidade, cheias de boa doutrina e de inspiração celeste. Morreu em 1380.

Foi a última a nascer numa família de 25 filhos. De infância pobre, sem condições de estudar, revelou dons místicos para conquistar e converter almas para Deus. Enquanto ocupava-se nos serviços domésticos, dedicava-se a orações, ao silêncio e a obras de penitência e mortificação.

Aos poucos se revelava nela traços de uma personalidade empolgante. Permaneceu sempre leiga, devotada ao serviço da paz em favor da Igreja e da sociedade. Sua vocação evoluía, aparecendo os primeiros sinais dos dons místicos. O sofrimento com as incompreensões no lar e no meio ambiente, tornava sua missão na Igreja, mais fecunda. 
Seu papel na Igreja foi ativo e surpreendente. Como nenhuma outra mulher na história da Igreja, Catarina, de tendência mística, foi atirada pela Providência como peça de primeira importância na vida agitada e conturbada do seu século. De saúde fraca, débil, carregando os sinais da paixão de Cristo, foi levada à ação mais imprevisível para modificar o mundo, entre dificuldades que pareciam insuperáveis. Numa época em que a sociedade, dominada pela aristocracia, não dava espaço social para a mulher, e a doutrina religiosa e moral era privilégio do clero, Catarina, de origem humilde, lançou-se numa atividade devoradora: escreveu centenas de cartas ao papa, aos governantes, aos cardeais, Empenhada numa cruzada de bem e de paz, viajou várias vezes pela Itália até Avinhão, na França e, no fim conseguiu uma vitória inacreditável: o papa que há setenta anos estava exilado na França, volta para sua sede em Roma. 

Dois grandes males se abateram na já conturbada sociedade daquele tempo: a peste e o cisma. A peste assolou a Itália, ceifando um terço da população e lá estava Catarina, com generosidade heróica, dedicando-se ao serviço dos doentes, ganhando, inclusive, a conversão de muitas almas.
O grande cisma irrompeu pouco depois, com dois papas disputando simultaneamente o trono de são Pedro. Diante do escândalo, da confusão e incerteza dos fiéis, Catarina viajou para Roma e tomou a defesa do papa legítimo, Urbano VI; por meio de cartas, incita príncipes cristãos a cerrarem fileiras em torno do papa de Roma, agindo da mesma forma junto a cardeais, não lhes poupando as mais duras expressões.
O próprio Papa Urbano VI enalteceu a personalidade tão extraordinária desta mulher : "Esta pequena mulher nos envergonha a todos nós, nós nos amedrontamos e nos calamos, enquanto ela que, por natureza, pertence ao sexo fraco, são sente o menor receio, e até mesmo nos encoraja".

Aos 33 anos de idade, Catarina vê chegar ao fim suas preocupações e lamentos com a sorte da Igreja. Em sua vida agitada e sofrida, costumava dizer: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".
Deixou numerosos escritos de profunda espiritualidade e cartas de alto valor histórico e religioso. Foi declarada Doutora da Igreja e Padroeira da Itália, pelo Papa Paulo VI, em 1970.

ORAÇÃO À STA CATARINA DE SENA

Ó Santa Catarina,
Assim como vós abrandastes
O coração de mil homens
Bravos como leões
Com a vossa santa palavra da razão,
Assim vos peço, Santa Catarina,
Abrande o coração de meus inimigos,
Se tiverem pés que não me alcancem,
Se tiverem mãos, não me agarrem,
Se tiverem olhos, que não me vejam,
Se me virem, estarão acorrentados de pés e mãos,
Assim como viram Jesus Cristo pregado na Cruz.
A Cruz de Jesus Cristo caia entre nós e responda por mim.
Rezar 1 Pai-Nosso e 3 Ave-Marias.
Oferecer à Santa Catarina de Sena e pedir ajuda e defesa.

Do Diálogo sobre a divina Providência, de Santa Catarina de Sena
(Cap. 167, Gratiarum actio ad Trinitatem: ed.lat., Ingolstadi 1583, f.290v-291) (Séc.XIV)

Provei e vi
        Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade, que pela união da natureza divina tanto fizeste valer o sangue de teu Filho unigênito! Tu, Trindade eterna, és como um mar profundo, onde quanto mais procuro mais encontro; e quanto mais encontro, mais cresce a sede de te procurar. Tu sacias a alma, mas de um modo insaciável; porque, saciando-se no teu abismo, a alma permanece sempre sedenta e faminta de ti, ó Trindade eterna, cobiçando e desejando ver-te à luz de tua luz.
        Provei e vi em tua luz com a luz da inteligência, o teu insondável abismo, ó Trindade eterna, e a beleza de tua criatura. Por isso, vendo-me em ti, vi que sou imagem tua por aquela inteligência que me é dada como participação do teu poder, ó Pai eterno, e também da tua sabedoria, que é apropriada ao teu Filho unigênito. E o Espírito Santo, que procede de ti e de teu Filho, deu-me a vontade que me torna capaz de amar-te.
        Pois tu, ó Trindade eterna, és criador e eu criatura; e conheci – porque me fizeste compreender quando de novo me criaste no sangue de teu Filho – conheci que estás enamorado pela beleza de tua criatura.
        Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade, ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a ti mesmo? Tu és um fogo que arde sempre e não se consome. Tu és que consomes por teu calor todo o amor profundo da alma. Tu és de novo o fogo que faz desaparecer toda frieza e iluminas as mentes com tua luz. Com esta luz me fizeste conhecer a verdade.
        Espelhando-me nesta luz, conheço-te como Sumo Bem, o Bem que está acima de todo bem, o Bem feliz, o Bem incompreensível, o Bem inestimável, a Beleza que ultrapassa toda beleza, a Sabedoria superior a toda sabedoria. Porque tu és a própria Sabedoria, tu,o pão dos anjos, que no fogo da caridade te deste aos homens.
        Tu és a veste que cobre minha nudez; alimentas nossa fome com a tua doçura, porque és doce sem amargura alguma. Ó Trindade eterna!

Responsório

R. Catarina, minha irmã, abre-me a porta;
co-herdeira do meu reino, diz-lhe Cristo,
minha amiga, que conheces meus mistérios,
meus segredos mais ocultos da verdade.
* Enriquecida pelo dom do meu Espírito,
purificada do pecado e toda mancha
por meu sangue derramado, aleluia.
V. Deixa a paz da oração contemplativa
e testemunha minha verdade com firmeza.
Enriquecida.

Oração 
Ó Deus, que inflamastes de amor Santa Catarina de Sena, na contemplação da paixão do Senhor e no serviço da Igreja, concedei-nos, por sua intercessão, participar do mistério de Cristo, e exultar em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

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